Escândalo: Seduc compra R$ 6,5 milhões em broas de Sergipe

 

Broa em lugar de sopa na merenda escolar

Um contrato de quase R$ 6,5 milhões entre o governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), e uma empresa de panificação de Sergipe, feito há 20 dias vai garantir a broa de milho na merenda dos estudantes da rede pública até setembro de 2011. A Coordenadoria de Assistência ao Estudante (CAE), ligada à Secretaria, informou que a contratação foi acertada por meio de pregão eletrônico e que “foram os alunos quem escolheram a broa, dentre outras opções oferecidas pelos concorrentes”, (quem duvida?). Por sua vez, o Sindicato da Indústria da Panificação do Estado do Pará recebeu com surpresa a notícia do contrato e lamentou que um investimento como esse não seja feito dentro do Estado.

O coordenador do CAE, José Carlos Santos, explica que esse é um procedimento adotado em todo o País e que o Pará apenas segue o modelo. “Carta-convite, nesse caso, não é uma modalidade adotada há muito tempo em outros Estados. Fizemos tudo como manda a lei: o edital convocatório em abril desse ano, recebemos as empresas interessadas em concorrer e fizemos o teste de aceitabilidade em escolas”, diz. “Cerca de 20 empresas participaram do pregão, e dos mais diferentes lugares do Brasil e, claro, do Pará. Quem tinha o menor preço ganhou”, esclarece.

Jose Carlos não soube informar se a empresa fornecedora dos lanches, a Panificação Santa Cecília Ltda. (localizada em Aracaju), irá mandar o alimento ou contratar uma panificadora no estado do Pará. “Acredito que eles contratarão o serviço aqui mesmo”, disse. Segundo a imprensa de Belém, nenhum membro da empresa apareceu ainda para falar sobre o assunto. O presidente do Sindicato da Indústria da Panificação do Estado do Pará, Elias Pedrosa, disse que é possível o governo ter esse serviço aqui mesmo, sem precisar recorrer a outros Estados. “A entidade não soube de nada sobre esse pregão. Se está tudo dentro do que manda a lei, tudo bem. Mas o Pará não precisa recorrer a quem está fora”, diz. Será que as mulheres paraenses não sabem mais fazer broas? Eis a questão.

Da Redação

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