Em luto, Nova Zelândia tem prazo indefinido para retirada de corpos de mineiros

Familiares choram a morte dos mineiros

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, afirmou nesta quinta-feira (25) que deseja explicações sobre a explosão em uma mina de carvão que matou 29 trabalhadores, ao mesmo tempo em que advertiu para a possibilidade que a recuperação dos corpos demore meses.

Em um país de luto, Key disse que a nação se esforça para compreender a tragédia na mina de Pike River, a maior catástrofe na mineração do país em quase um século.

– Precisamos de respostas depois do que aconteceu em Pike River. É evidente que algo não funcionou bem e matou 29 pessoas.

Key fez as declarações ao visitar a pequena cidade de Greymouth, a 50 km da mina, na costa oeste da Ilha Sul da Nova Zelânda, para prestar condolência às famílias dos mineiros.

A polícia anunciou nesta quarta-feira (24) que após uma segunda explosão não era mais possível encontrar sobreviventes na mina, onde 29 operários estavam desaparecidos desde a última sexta-feira (19).

– A investigação removerá céu e terra para que as famílias saibam por que seus homens não voltarão para casa.

Key se reuniu com as famílias, que segundo ele sentiam mais resignação que revolta.

– Havia muita dor na sala, mas não ira. Sabem que isto é uma enorme tragédia. As famílias agora querem recuperar os corpos para viver seu luto, o que é normal e natural, mas isto deve acontecer com total segurança para os que dirigem a operação.

As vítimas, com idades entre 17 e 62 anos, eram 24 neozelandeses, dois australianos, dois britânicos e um sul-africano. Dois mineros conseguiram deixar a mina após a primeira explosão.

As equipes de emergência ainda detectam uma alta concentração de gases tóxicos na mina.

Um memorial improvisado com pedras e flores foi colocado em área de entrada da mina onde morreram 29 trabalhadores
Os 29 mineiros mortos na Nova Zelândia

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