Grilagem de terras envolve Instituto Chico Mendes

 
 
 

Raimundo Ferreira mostra documentos que comprovam posse da terra
 Uma denúncia das mais graves envolve o Instituto Chico Mendes, em Santarém e seu diretor Maurício Santa Maria. Segundo carta-denúncia assinada por Raimundo Fereira de Sousa, que mora em Santarém, porém, é nascido e criado na comunidade Vista Alegre do Capixuã, está ocorrendo um crime ambiental sem limites que afeta diretamente não apenas o sítio Cacoal, que pertence á sua família há mais de 50 anos, como também os demais moradores das comunidades situadas entre as Vilas de Suruacá e Solimões, no rio Tapajós, no município de Santarém.

Raimundo Fereira conta em sua carta-denúncia, que foi endereçada a Polícia Federal, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) e Ibama, onde foi protocolada sob nº 0002876/2010, ao senhor Gustavo Mulller Podestar, diretor do órgão, e ao próprio Instituto Chico Mendes, ao seu diretor Domingos dos Santos Rodrigues, que a vida na comunidade corria às mil maravilhas, com todos procurando cuidar de suas plantações e suas vidas, quando Jucelino Assunção de Sousa e seu pai João Matos resolveram dar fim à tranquilidade do local, invadindo as terras que pertencem ao Sítio Cocal, de propriedade de Lourenço Ferreira de Sousa e sua família.

Diz a carta encaminhada às autoridades: “Vimos, através desta, com o devido respeito denunciar Jucelino Assunção de Sousa, seu pai João Matos de Sousa e o comparsa Rogério de tal, por crimes de invasão da propriedade particular, grilagem de terras, roubo de madeira, desmatamento ilegal, derrubada de floresta nativa com uso de motor serra, tudo praticado por esses individuos que são inimigos do Meio Ambiente”, diz o relato escrito.

Segundo o denunciante, é a terceira vez que Jucelino Assunção e seus comparsas invadem essa propriedade. Pior é que “ele diz que é quem manda, e o que ele fizer, está feito”, diz a carta. “Jucelino fala que a comunidade apoia ele, que não teme ninguém”, relata. Segundo a carta que nos foi enviada, “Maurício Santa Maria, diretor do ICMBIL, num total abuso e desacato às leis do País, estaria apoiando estes desmandos”.

Muitos hectares de mata nativa foram sacirificados pela fúria incontrolável de Jucelino, seu pai e seus comparsas. A prova que nos foi enviada, além da carta, foi um CD com várias fotos da área devastada e locais que foram queimados. Diante da série de ameaças, que inclui queima de casas, foi feito um Boletim de Ocorrência, na Seccional de Polícia Civil, em Santarém. “Ele (Jucelino), é metido a brabo, andam armados com espingardas pela área do terreno, desacanto pessoas com palavrões, a exemplo do que aconteceu com a senhora Rosilda Santos da Costa, que registrou BO da agressão que sofreu”, segundo a carta.

Providências – Não suportando mais tantos desmazelos com o meio ambiente e falta de respeito com as pessoas que moram na região, que vivem aterrorizadas, os moradores das comunidades pedem providências urgentes. O que não pode é Jucelino Assunção junto com seus comparsas continuarem semeando o terror na região do Lago do Capixaua, no rio Tapajós.
Por: Carlos Cruz

 

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