Primeira pessoa curada oficialmente de AIDS

Diariamente, ao veicular notícias sobre os avanços da ciência e da tecnologia, eu me deparo com imagens futuras das piores, onde o ser humano não tem mais individualidade. Entre as melhores, estão as que acabam com problemas atuais que causam tantas tristezas ao mundo. Talvez um de seus principais problemas esteja perto de ser dizimado e fico realmente feliz em poder noticiar isso.

Um relatório oficial publicado na revista científica Blood, declarou a cura de um homem da infecção por HIV, pela primeira vez na história. Timothy Ray Brown, de 42 anos, sofria de leucemia mielóide aguda e foi levado para ser tratado no hospital Charité, em Berlim, Alemanha. Mesmo sendo portador do vírus HIV, a ameaça provocada pela leucemia representava maior perigo de óbito.

“O tratamento pelo qual Brown passou foi agressivo: quimioterapia que destruiu a maior parte de suas células imunes. Irradiação total do corpo. E depois, um transplante arriscado de células-tronco no qual cerca de um terço dos pacientes não sobrevivem – mas que parece ter curado Brown completamente da Aids”, diz o comunicado. Segundo o relatório, o tratamento quase matou o paciente.

Para as células-tronco, os médicos utilizaram um doador com uma mutação genética especial, presente em um número incrivelmente pequeno de pessoas no mundo, que o torna quase que invulnerável ao HIV. Com as defesas do organismo de Brown dizimadas pelos tratamentos, as células saudáveis e resistentes ao HIV do doador repovoaram o sistema imunológico dele.

Os primeiros sinais de que o vírus havia sido abatido eram promissores, mas agora, sem o tratamento para o HIV, testes não mostraram qualquer sinal do HIV, os médicos puderam declarar oficialmente:

“Ele está curado. O que isto significa para o futuro do tratamento da Aids? Não é qualquer paciente com HIV que pode ou quer passar pelo sofrimento enorme necessário para a cura de Brown, nem é qualquer um que pode ou quer pagar pelo procedimento. Mas pela primeira vez, descobrimos que a Aids pode ser curada, não só tratada. Isto abre novos caminhos de pesquisa – terapia genética, tratamentos com células-tronco – que poderiam ter sido desconsiderados antes”. (Yggor Araújo, DOL)

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