Só em janeiro candidatos saberão resultado da UFPA

A segunda fase do processo seletivo da Universidade Federal do Pará (UFPA), realizada ontem, ocorreu em clima de tranquilidade, apesar dos já tradicionais atrasados e de candidatos que não levaram documentos necessários para fazer o exame. Em todo o Estado, foram registrados 6.186 faltosos, 11,53% dos 54 mil inscritos para a disputa das 6.134 vagas ofertadas pela universidade na capital e em onze campi do interior.

Na Região Metropolitana (Belém, Icoaraci e Ananindeua), dos 36.615 lotados, houve registro de 4.093 faltosos, 3.470 deles em Belém. No interior do Estado, foram 2.093 faltosos. A prova foi realizada em 29 municípios. Ontem à tarde, a UFPA divulgou o gabarito da prova em seu site. A partir daí, os candidatos têm prazo de 48 horas para interpor recursos sobre as questões da prova.

Como a previsão de divulgação para o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – que vai compor a nota para a classificação de candidatos às vagas da UFPA – é de 15 de janeiro, a UFPA espera divulgar seu listão dos aprovados a partir do dia 20 do mesmo mês. “Precisamos de cerca de cinco dias a mais da divulgação dos resultados do Enem para fazer os cálculos e preparar a lista dos aprovados. Caso ocorra algum imprevisto com os resultados do Enem, que venha a atrapalhar o nosso calendário acadêmico, é previsível que fique valendo apenas a prova da segunda fase”, explicou a pró-reitora de ensino da UFPA, Marlene Freitas.

ESPECIAIS

Este ano, houve maior participação de candidatos portadores de necessidades especiais, segundo o coordenador do Centro de Processo Seletivo, Arquimino Almeida. “Pela primeira vez, uma vaga de cada curso foi destinada exclusivamente para portadores de necessidades especiais. Eles concorrem só entre eles”, diz Almeida. Em Belém, 42 pessoas com baixa visão e uma cega fizeram a prova na Escola Estadual General Gurjão. Somando Belém, Ananindeua, Cametá, Abaetetuba e Bragança, cinco cegos foram inscritos e encaminhados para fazer o teste em braile. Já no Ateliê de Artes do campus da UFPA do Guamá, 31 candidatos que alegaram outros tipos de necessidades especiais fizeram o exame, como surdos, portadores de dislexia e paralisia cerebral e epiléticos. Não houve solicitação de candidatos para que a prova fosse realizada em algum hospital. Ao todo, houve em Belém sete casos de atendimentos médicos e nenhum caso grave.

Aos candidatos, agora fica a expectativa, como para Neidja Melo, de 35 anos, que trabalha com hortifruti e agora quer conseguir um diploma de ensino superior. “Foi pesado ter que me adequar novamente à rotina de estudante, mas valeu a pena. Achei melhor ser uma prova única também, fora o Enem, pois assim o candidato não fica naquela expectativa do resultado de várias fases”.

Diário do Pará

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