Comércio vive a ‘ressaca’ das trocas

Troca de mercadorias molvimenta o comércio

O movimento continua intenso no comércio de Santarém. Saíram de cena desde segunda-feira os consumidores que corriam atrás dos presentes ou das famosas “lembrancinhas” e as lojas foram invadidas pelos descontentes, que predominam nos atendimentos realizados no comércio da capital paraense. São pessoas presenteadas no Natal que ficaram insatisfeitas com o que ganharam. Quando os objetos são acessórios e peças de vestuário, os vendedores facilitam a substituição, desde que os produtos tenham sido conservados com a etiqueta e não tenham o aspecto de usado. Os eletrodomésticos e artigos eletrônicos, contudo, podem exigir laudo da assistência técnica no momento da troca. O período para trocar mercadorias vai de 30 a 90 dias, a critério da loja.

Para a gerente de uma loja de roupas unissex em um shopping da cidade, Lesliane Cardoso, efetuar a troca é uma maneira de divulgar o estabelecimento e também faturar mais. “Quando a pessoa vem trocar uma mercadoria a chance de ela levar algo mais caro é de 100%”, explica. “Isso acontece porque, para presentear, o comprador está preocupado somente com o preço. Quem vem trocar tende a escolher um produto que faça o gosto pessoal, mesmo que seja de um valor maior”, observou.

O supervisor de uma loja de departamentos, André Soares, avalia que a procura pelo serviço ainda não está no auge. “Acredito que isso ocorrerá apenas em janeiro, pois na semana seguinte ao Natal as pessoas saem da cidade e ainda estão no clima de fazer compras. As trocas vão aumentar entre a segunda e a terceira semana do próximo mês”, destacou.

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