Mínimo de R$ 540 chega para 1,3 milhão no Pará

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem (30) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória que fixa o salário mínimo em R$540 para 2011. Com isso, há um aumento de R$30 em relação ao salário mínimo deste ano. Segundo estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese), das cerca de 3,2 milhões de pessoas ocupadas no Estado, 1,3 milhão recebem o mínimo como remuneração máxima.

“Se pensarmos que a inflação projetada é acima de 6%, chegamos a conclusão que o reajuste, de 5,8%, nem cobre esse percentual. Porém, analisando todo o governo Lula, existiu 52% em ganho real, ou seja, em cima da inflação no salário mínimo. É o maior ganho do mínimo do Brasil”, explicou o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.

Para a empregada doméstica Antônia Cleide Ferreira, o aumento não fará diferença. “Será o mesmo aperreio, até porque tudo aumenta, como a creche da minha neta, que custará R$ 10 mais caro”, disse. Ela mora com a neta, de cinco anos de idade e sustenta sozinha a casa. “Ganho um salário mínimo, R$ 300 vai pro aluguel, R$ 50 é da creche, R$ 35 é de luz. Só sobra o básico pra gente. Então qualquer ajudinha, por menor que seja, é bem vinda”, ressaltou.

De acordo com o presidente da Associação dos Aposentados do Pará, Emídio Rabelo, com esse aumento, cerca de 350 mil aposentados passarão a ingressar na base do salário mínimo no Brasil.

“Desde 1991, mais de cinco milhões de aposentados já passaram a receber o salário mínimo. Isso porque todo ano o aumento do salário mínimo é superior ao aumento daqueles que ganham acima dessa média na previdência. Pelo que mostra o cenário atual, o percentual ainda será mais baixo comparado ao mínimo. O que nós reivindicamos é justamente a igualdade nesses aumentos”, afirmou.

Diário do Pará

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