Brasil corre risco de epidemia de dengue tipo 4

Depois de 28 anos sem circulação no Brasil, o tipo 4 do vírus da dengue (DEN-4), volta a assustar e pode causar uma nova epidemia em todo o país. Em julho do ano passado, o primeiro caso foi detectado em Roraima.

De lá para cá, 30 casos já foram registrados no mesmo Estado e no início desta semana, exames sorológicos realizados pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, confirmaram a ocorrência do primeiro caso de dengue tipo 4 em Manaus. “Podemos ter uma grande epidemia no Brasil porque, como o vírus não circula há muito tempo, grande parte da população está desprotegida em relação a esse sorotipo. Consequentemente, estão mais suscetíveis a contrair a doença”, explica a diretora do IEC, Elisabeth Santos.

A diretora afirma que o risco da doença chegar ao Pará é o mesmo para os outros estados brasileiros. “Para ocorrer a transmissão, é preciso que tenha o vírus, o mosquito e uma pessoa que esteja suscetível”. Ela garante que, até agora, nenhum caso desse tipo de dengue foi registrado no Pará. Segundo Elisabeth, apenas os Estados do Amazonas e Roraima apresentaram resultados positivos em amostras.

A pesquisadora da seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do IEC, Sueli Guerreiro, explica que a dengue tipo 4 não é mais potente ou perigosa que as demais. Os sintomas da doença também são os mesmos: dor de cabeça, dores no corpo e articulações, febre, diarreia e vômito. “A infecção causada por qualquer um dos quatro tipos (1, 2, 3 e 4) do vírus do dengue produz as mesmas manifestações”, ressalta.

O tratamento e a prevenção da doença também são os mesmos, já conhecidos pela população. “Para evitar que mais um tipo de dengue circule em nosso país, o combate ao mosquito deve ser intensificado, principalmente nessa época de chuvas”. Sueli acrescenta ainda que, independente do tipo do vírus, a população precisa ficar atenta. “Se aparecerem os sintomas, é preciso buscar assistência médica”, completa.

O coordenador do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa, Amiraldo Pinheiro, afirma que já existem algumas atividades para monitorar a circulação dos 4 sorotipos da dengue. Ele afirma ainda que, em 2010, no Estado do Pará só circularam o sorotipo 1 e 2. “O sorotipo 1 circulou na região oeste do Estado e o sorotipo 2 na região metropolitana e demais regiões”.

Diário do Pará

Um comentário em “Brasil corre risco de epidemia de dengue tipo 4

  • 12 de abril de 2011 em 17:53
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    Saudações

    Conforme o Dr. Henio Lacerda presidente da Sociedade de Infectologia do Rio Grande do Norte o combate a dengue não é executado como deveria nem pelos governos e nem pela população ! Eu mesmo tenho uma patente anti dengue de vasos e pratos aprovada tecnicamente pela Secretaria de Vigilancia e Saude-Ministerio da Saude.Com muita luta lançamos uma inovação da coleta do excesso de agua da rega de vasos e xaxins de plantas e flores, que não permite ao aedes aegypti proliferar nestes ambientes. Pratos(porta vasos e xaxins) anti dengue,produzidos em plastico reciclado que está aprovado tecnicamente pela Secretaria de Vigilancia e Saude – Ministerio da Saude. Porém esta muito dificil colocar no mercado , pois quando faço a apresentação , é colocado pelo meus interlecutores de que para combater a dengue em vasos e só colocar areia nos pratos(porta vasos e xaxins) como manda o Governo Federal ( Ministerio da Saude),ai não há nescessidade de trocar os pratos comuns para vasos e xaxins que são fabricados oficialmente (permitidos) sem restrição, e faço uma observação : nenhum vaso, prato para planta e nem xaxins tem em anexo informação sobre o problema da proliferação da dengue nestes PRATOS , ora , campanha de combate a dengue sem informação sobre os cuidados sobre a mesma nos PRATOS e VASOS para plantas e flores é Hilaria !!! Obs.: No tocante a areia que é mandado colocar nestes Pratos na campanha de combate a dengue do Ministerio da Saude é um paliativo, pois esta areia com pouco tempo(quase toda areia contem terra e ou ficará misturada com substratos da terra dos vasos por causa da rega ficará endurecida, apodrecida, mofada e será dispensada em terrenos baldios, bota fora (entulhos e quinquilharias) e lixo ,infelizmente a maioria lixões a ceu aberto e como o ovo de AEDES quando desova em pratos e vasos pode grudar em algum grão desta areia que fica no minimo umida com a rega ,e fica até 400 dias hibernado e com chuvas a prolideração nestes ambientes será perpetuada. Outro fator que não é recomendado pelo Ministerio da Saude é de que estes pratos(porta vasos e xaxins) e vasos de plasticos quando quebrados etc , forém dispensados tem que serem lavados seguindo os ritos da lavagem de utencilios que usam agua para o seu reuso. Varias prefeituras brasileiras , Belo Horizonte por exemplo ja não mandam colocar areia nos pratos e que joguem fora estes, ora que loucura administrativa pois estes pratos(porta vasos e xaxins) comuns são fabricados oficialmente(sem restrição) com investimentos na produção ,sendo estocados, comercializados recolhendo impostos federal, estaduais e minicipais e a recomendação de jogar fora é um procedimento,ora não tem logica !!! Infelizmente desenvolvi uma invenção para o combate a dengue em vasos de plantas e flores ,e para concretizar o projeto vendi moradia,e para conseguir a fabricação das matrizes emprestimos bancarios , e depois desta luta toda de varios anos (13 ansos) ter que jogar a toalha é uma grande decepção !

    Desde Obrigado

    Atenciosamente

    Roberto Luiz de Lima

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