Ameaça de greve ronda o Detran

Os servidores do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) se reunirão hoje com o diretor geral do órgão, Sérgio Duboc, para tratar sobre o aumento salarial da categoria.

Caso a resposta seja negativa para o reajuste, a categoria fará uma assembleia para decidir se vai ou não entrar em greve. Os servidores querem a implementação da Lei de Reestruturação do órgão, aprovada e sancionada em setembro do ano passado, que garante 40% de aumento salarial.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Detran, Elias Monteiro, a categoria está reivindicando a padronização do serviço prestado pelo órgão para o interior, concurso público regionalizado por agência de atuação; a extinção das gerências regionais, permanecendo apenas as gerências das agências; além do reajuste salarial. “A Lei prevê uma nova estrutura para o Detran”, afirma.

Atualmente a remuneração básica dos servidores do órgão está em R$ 540. Com a implementação da Lei, os salários poderão aumentar para R$ 650 para o nível fundamental, R$ 797 para o nível médio e R$ 900 para os servidores com nível superior.

O sindicato espera que a direção do órgão apresente o resultado da avaliação da Lei hoje. A expectativa é que ela seja considerada legal e assim possa entrar em vigor.

PARALISAÇÃO

Porém, se a resposta for negativa, a categoria não descarta a possibilidade de paralisação dos serviços. “A categoria está mobilizada para reivindicar caso a Lei não seja aprovada e um dos instrumentos que temos é a greve”, afirma Elias Monteiro.

Caso a paralisação seja aprovada, a expectativa é de que em média 1.500 servidores entrem em greve em todo Estado, o que corresponde a 90% do quadro funcional, segundo o sindicalista.

Diário do Pará

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