Estado tem potencial para se tornar o maior produtor nacional de cacau

O Brasil, quinto maior exportador de cacau no planeta

Os produtores de cacau do Pará devem se preparar. O aumento de 15% no consumo mundial do fruto previsto para os próximos cinco anos mostra que o mercado está bem acordado, e deve gerar uma demanda de 650 mil toneladas, segundo dados da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

O Brasil, quinto maior exportador de cacau no planeta, está de olho nesta fatia – e pretende acelerar a produtividade das principais lavouras cacaueiras do País para abocanhar cerca de 60% dela. Bahia e Pará, que juntos produzem anualmente mais de 160 mil toneladas – e são os dois principais produtores do fruto no País -, devem disputar o mercado internacional amêndoa por amêndoa.

Com um crescimento geométrico da cacauicultura girando em torno de 7% ao ano no Estado, o produtor paraense pode levar vantagem, já que a Bahia não tem apresentado expansão neste indicador – apenas tenta recuperar o plantio em algumas áreas. Ainda que o futuro aponte para um cenário promissor, o Pará ainda tem muito o que semear, já que detém apenas 25% da produção nacional.

O diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira da Ceplac, Jay Wallace Mota, explica que ao todo a produção do cacau no Pará não ultrapassa 60 mil toneladas, plantadas em 120 mil hectares. “A Bahia produz anualmente 100 mil toneladas do fruto, que ajuda no sustento de 25 mil produtores assistidos e suas famílias. No Pará, o total de produtores é de apenas 9 mil. A ideia é fazer com que o Estado chegue à produção de 120 a 150 mil nos próximos anos”, assegura.

Mota enfatiza que, dentro das fronteiras paraenses, o cacau tem todas as possibilidades necessárias para expansão. “É um Estado com a maior disponibilidade de área do País; com o mais expressivo número de produtores interessados no plantio do fruto; tem um solo fértil; com um grande quantitativo de famílias assentadas em projetos do Incra; e que tem condições de manter uma grande produtividade”, pontua. Além disso, o diretor da Ceplac destaca que o cacau paraense é rico em gordura – o que vem sendo um grande diferencial ante outros mercados, já que nessas condições o fruto oferece um maior rendimento industrial devido o ponto de fusão elevado.

Uma parceria da Ceplac com o governo do Estado pode acelerar o processo de plantio do cacau no Pará – que precisa de quatro anos para dar os primeiros frutos. Segundo Jay Mota, o programa Funcacau (Fundo de Apoio a Cacauicultura) será imprescindível para que o Estado possa produzir 150 mil toneladas ao ano – fator que eliminaria a dependência externa. “Deixaríamos de importar, e com isso se reduziria o risco de trazer pragas e doenças que não existem no Brasil, mas que acabam vindo nas amêndoas dos frutos”, explica.

Mota lembra que, mesmo com longas distâncias, e estradas em estado precário de conservação, o preço do cacau – que é de R$ 5,00 o quilo – compensa para o produtor, pois o frete não chega a ser um problema.

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