Mais de 1,4 mil faltam à prova da Ufra

Apesar das faltas, nenhum contratempo foi registrado durante as provas (Foto: Adauto Rodrigues)

Mais de dez mil candidatos disputaram, na manhã de ontem (16), o processo seletivo da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Do total de 11.730 inscritos, 1.484 faltaram e estão de fora da disputa por uma das 850 vagas ofertadas pela instituição. O exame foi realizado nos municípios de Belém, Castanhal, Capitão Poço, Parauapebas e Paragominas. O resultado pode ser divulgado dentro de 15 dias.

De 8h às 13h, os candidatos fizeram provas por uma vaga nos oitos cursos de graduação de Belém e do interior. Os cursos ofertados são de bacharelado em agronomia, informática agrária, engenharia ambiental, engenharia de pesca, engenharia florestal, licenciatura em ciências da computação, medicina veterinária e zootecnia.

Um erro de digitação em umas das questões causou dúvidas para alguns candidatos. “A questão 14 ficou confusa, a alternativa “D” estava duplicada e não sabia qual marcar, mas logo veio a organização da prova e corrigiu a questão”, afirma Thaylane de Souza, de 17 anos, que disputa uma vaga no curso de Medicina veterinária. Até o fechamento desta edição, nenhuma questão tinha sido questionada ou anulada.

De acordo com o coordenador executivo do processo seletivo da Ufra, Paulo Souto, tudo correu dentro da normalidade. “Tivemos apenas um erro digitação da questão 14, de língua espanhola, que foi rapidamente corrigido”.

ENEM

Em relação à somatória de pontos, o coordenador explica que a prova de ontem, com 60 questões de múltipla escolha abrangendo nove disciplinas obrigatórias do ensino médio, equivale à segunda fase, com um peso de 70% do total de pontos do processo. Os 30% restantes na avaliação correspondem à participação do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado final, diz Souto, pode sair até o final do mês de janeiro.

APOIO MORAL

O gesto de solidariedade de muitos pais que estavam aguardando no portão do NPI (Núcleo Pedagógico Integrado da UFPA) fez a diferença para muitos candidatos. “O vestibular é complicado para todo mundo. No caminho, muita coisa pode acontecer e desestabilizar emocionalmente o candidato. Acredito que ao acompanhar minha filha, posso deixá-la mais tranquila e fazer com que ela realize uma boa prova”, afirma a administradora Elisângela Maia.

“Em geral, achei a prova tranquila, as questões estavam dentro do que estudei. O problema é a concorrência, que está muito alta para o curso que estou disputando. Qualquer erro pode deixar centenas de pessoas na minha frente”, conta a Marilene Moura, de 20 anos. Ela disputa uma vaga no curso de engenharia ambiental, o mais concorrido do processo seletivo deste ano da Ufra, com mais de 40 alunos por vaga.

Diário do Pará

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