Dívidas afligem 70% no Pará

A cada quatro paraenses economicamente ativos, três fecharam o ano de 2010 com dívidas. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (Peic), realizada pela Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomércio) e Confederação Nacional do Comércio (CNC), mostra que, em média, 70% da população paraense findaram o ano passado com faturas em atrasos ou a vencer. A Peic aponta que os endividados do Pará levam cerca de 60 dias para saldar seus compromissos financeiros, comprometendo aproximadamente 28% da própria renda com parcelas de crediários, empréstimos pessoais ou financiamentos.

O maior grau de endividamento está entre as famílias que recebem até dez salários mínimos: quase 70% dos trabalhadores do Pará com esta faixa salarial estiveram comprometidos com algum tipo de parcelamento em 2010. No caso dos consumidores com ganhos acima de R$ 5,4 mil, pelo menos 66% deles possuem faturas a pagar.

As contas acumuladas fazem parte do cotidiano de 37% das famílias paraenses e pelo menos 16% delas não possuem condições de se livrar das dívidas, segundo o levantamento da Fecomércio. Sobre o nível de endividamento dos consumidores do Pará, 17% se classificaram como muito endividados; 29% como mais ou menos endividados; 22% como pouco endividados e 32% como sem dívidas.

O maior vilão dos consumidores paraenses ainda é o cartão de crédito: mais de 83% das famílias têm dívidas graças ao dinheiro de plástico. O segundo maior causador de endividamento no Pará é o crédito pessoal, que representa 14% do montante de débitos. Os carnês e os créditos consignados aparecem, respectivamente, com 12% e 11%.

O cartão de crédito é o maior algoz, tanto para os consumidores com faixa de renda acima de 10 salários mínimos quanto para os clientes com remuneração abaixo de R$ 5,4 mil. O mês de dezembro aponta o maior índice de utilização do cartão em todo o ano. Os paraenses também são reféns do financiamento de carros (3,5%) e do cheque especial (3,2%).

Famílias são otimistas em relação ao emprego

A Fecomércio também mediu o Índice de Satisfação das Famílias (ICF) e revelou que o indicador mantém o cenário de otimismo. Em relação ao emprego, o levantamento realizado em dezembro aponta que 47,9% dos trabalhadores paraenses acreditam estar ocupando uma vaga segura no mercado profissional. Mantiveram-se entre 14% e 22% aqueles que apresentaram menos segurança em relação ao mercado. Um total de 10% indicou estar sem emprego. Dos paraenses empregados, quase 80% possuem uma perspectiva positiva para este ano, assim como 11% enxergam o cenário sob uma perspectiva negativa.

No caso da renda – para ordenados inferiores a 10 salários mínimos -, 62% dos paraenses disseram acreditar que a remuneração esteve melhor em 2010, ao passo que 12% apontaram uma redução nos ganhos. Aproximadamente 25% avaliaram o cenário como igual ao ano imediatamente anterior.

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notapajos.com

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