Paraenses dadas como mortas no RJ são encontradas vivas

Em meio à tragédia do Rio de Janeiro, paraenses foram protagonistas de uma historia surpreendente, com um final feliz. Uma dada como morta e outra desaparecida foram encontradas vivas. Antônio Sequeira, de 46 anos, viu, através do Jornal Nacional, da Rede Globo, que um dos maiores desastres ambientais do País tinha ocorrido na área onde a sua irmã, a doméstica Maria de Fátima, de 48 anos, morava com a filha dela, Verônica, de 8 anos, no município fluminense de Teresópolis. Preocupado, ligou para o celular de Maria de Fátima, que estava desligado. Ao encontrar o nome da irmã no site do IML (Instituto Médico Legal) do Rio, desconfiou que ela estivesse morta. Para piorar o desespero da família, ele não teve notícias da sobrinha, que foi considerada desaparecida. Ontem, no entanto, a história teve uma reviravolta e as lágrimas deram lugar à alegria.

Antônio foi ao Rio de Janeiro na noite do último domingo para trazer o corpo da irmã e tentar descobrir onde estava a sobrinha. Mas ele não reconheceu o cadáver de Maria de Fátima no IML e percebeu que tratava-se de uma outra pessoa, com o mesmo nome. ‘Eu senti que tinha uma chance de me encontrar com ela, como aconteceu’, conta. Enquanto o irmão estava no IML, a doméstica ligou para os familiares, em Belém, para avisar que estava bem. Logo em seguida, Antônio Sequeira recebeu a boa notícia. ‘O reencontro foi muito especial. Uma alegria muito grande. Está tudo bem, graças a Deus. Foi um grande susto que a gente espera que nunca mais aconteça’, conta.

Ele retorna ao Pará na próxima quarta-feira, sem as duas, que continuam morando na casa delas em Teresópolis, que não foi atingida. ‘Aqui é seguro’, afirma Antônio. Maria de Fátima diz que demorou para entrar em contato com a família porque seu celular não funcionava e os telefones públicos da região estavam quebrados. ‘Fiquei calma, porque eu sabia que não tinha acontecido nada. Para mim, se a pessoa morre a notícia chega rápido. Não adianta desespero’, enfatiza. Ela conta que soube da preocupação dos familiares através do ex-marido. ‘Ele mandou eu ligar para a minha mãe porque ela estava na televisão. Eu disse: ‘Não acredito que ela está fazendo isso, que eu ia pagar esse mico’, brincou. Segundo ela, a área em que mora não foi atingida pelas enchentes, mas sofre com a falta de água nas torneiras.

Em Belém, a notícia de que Maria de Fátima e Verônica estavam vivas deixou eufórica a família, que mora no bairro do Castanheira. ‘Foi uma gritaria aqui’, conta Denise Siqueira Pereira, de 19 anos, sobrinha de Antônio.

Para outra família paraense envolvida na tragédia, o momento ainda é delicado e de expectativa. A administradora Dóris Barros, moradora do bairro da Marambaia, viajou para o Rio de Janeiro para dar apoio à irmã e ao sobrinho mais velho. O cunhado e um sobrinho caçula dela, de 10 anos, ainda estavam desaparecidos até a manhã de ontem.

ORM

notapajos.com

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