Viúva Negra – Mulher de 29 anos fica viúva pela terceira vez

Josieli chora a morte de seu 3º marido

Em uma rede armada no centro do pequeno barraco de madeira, a dona de casa Josieli Souza Martins, 29 anos, chorava sobre o corpo do companheiro, um ex-presidiário identificado apenas como Gleison, de 23 anos. Esta é a terceira viuvez de Josieli. Os outros dois antigos companheiros, segundo ela, eram envolvidos em roubos e foram mortos em acertos de contas. Gleison foi brutalmente assassinado a facadas, dentro do barraco onde ele morava, na rua da Bondade, na comunidade Pau D’arco, em Santa Bárbara, no Pará.

Segundo Josieli Martins, por volta de meia-noite, ela estava no barraco junto a Gleison e a um amigo dele, quando dois homens chegaram a casa – um deles portava uma faca, o outro portava uma faca em revólver.

Josieli, Gleison e o amigo tiveram mãos e pés amarrados com tiras de pano. Gleison e o outro homem foram atacados com facadas no pescoço e nas costas. A mulher foi poupada. “Um entrou com a arma, o outro ficou lá fora, com a camisa no rosto. Mandaram eu ficar de costas pra parede. Amarraram primeiro ele (Gleison), depois o outro rapaz, e eu por último. Só ouvi o barulho das facadas”, dizia Josieli.

Com ferimentos na jugular e perfurações nos ouvidos, Gleison sangrou até a morte. Com perfurações na traqueia e nas costas, o amigo da vítima sobreviveu e está internado no Pronto-Socorro da travessa 14 de Março.

Após a saída dos assassinos, a mulher fugiu do local e só retornou ao ver a chegada de policiais militares. O homicídio foi percebido pelos vizinhos somente após a fuga dos algozes, porque o amigo de Gleison gritava desesperadamente. Um dos assassinos, identificado como Rogério, foi reconhecido pela vítima que sobreviveu.

ABATIDO – A companheira de Gleison afirma que ele foi assassinado porque discutiu com um homem há poucos dias. Gleison já havia sido preso, sob acusação de tráfico de drogas. Gleison teve os pés e as mãos amarrados com tiras de pano, e sangrou até a morte com as facadas no pescoço e nos ouvidos. A forte cena do homicídio assemelhava-se à maneira artesanal de abater porcos.

(Diário do Pará)

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