Google amplia acesso a Museu do Holocausto de Israel

Projeto do Google deve facilitar o acesso ao acervo do museu

O Google lançou dia 27 um novo projeto de recuperação histórica em parceria com o Museu Nacional do Holocausto de Israel Yad Vashem. O objetivo é facilitar o acesso do público a documentos e fotos da era nazista. O serviço foi apresentado na véspera do dia global de rememoração pelos 6 milhões de vítimas do Holocausto, que ocorre anualmente em 27 de janeiro.

Funcionários do Google e do museu Yad Vashem, criado no início da década de 1950, esperam que a internet ajude a manter viva a lembrança da tragédia judaica, e que também possa agregar novas informações sobre o tema. “Há muitas histórias importantes por aí. Se não as capturarmos, elas podem se perder”, disse Yossi Matias, diretor de pesquisas e desenvolvimento do Google Israel. Para evitar isso, sempre que alguém digitar no Google o nome de vítimas do Holocausto, haverá uma opção para acrescentar ao arquivo detalhes sobre essas pessoas, ajudando em sua identificação.

Para colocar o projeto em prática, a companhia indexou cerca de 130.000 fotos e documentos – de vistos a listas de transporte e testemunhos de sobreviventes – e outros milhares devem ser acrescentados posteriormente, disse Matias. Muitos desses documentos estão disponíveis há décadas no museu de Jerusalém, e alguns já estão no site do Yad Vashem.

“Esse é um grande passo à frente, estamos aproveitando a tecnologia pelo benefício de milhões de pessoas no mundo todo, para permitir que elas tenham acesso a essa nova informação”, disse Avner Shalev, diretor do Yad Vashem. “Não se trata só de não esquecer, mas de sermos ativos”, concluiu.

O executivo informou que a página do museu na internet recebeu mais de 11 milhões de visitas em 2010 e espera que a parceria com o Google leve mais pessoas ao site.

Com agência Reuters / Veja

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