Presidente do TCM revela que calote de prefeitos do Pará chega a 85%

 

O presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, conselheiro José Carlos Araújo, disse ontem, em Castanhal, que 85% dos prefeitos e presidentes de Câmara do Pará tiveram suas prestações de contas rejeitadas pela Corte. Esse dado, segundo ele, é preocupante e exigirá cada vez mais um esforço do Tribunal de dar continuidade ao trabalho de treinar gestores e presidentes do Poder Legislativo, “para que todos estejam cada vez mais preparados e qualificados para exercer o controle interno dos seus municípios, cumprindo o seu papel, sabendo como e onde aplicar corretamente os recursos públicos”.

A declaração do presidente do TCM foi feita no final da manhã de ontem, no plenário da Câmara Municipal de Castanhal, durante a abertura de evento de treinamento denominado Controle Interno Avançado e Licitação, que o órgão promove no município até sexta-feira, para servidores de 18 municípios da região nordeste do Estado. José Carlos Araújo diz que certas irregularidaes “nem sempre se configuram em malversação dos dinheiros públicos, mas em alguns casos se devem a falta de uma melhor capacitação e qualificação dos servidores, apesar de o Tribunal desenvolver trabalho orientador e pedagógico constante”. Ele disse ainda que o TCM vai intensificar sua programação de cursos, seminários e encontros regionais para dar maior abrangência na disseminação de conhecimentos técnicos junto às administrações municipais.

O evento foi promovido a pedido do prefeito de Castanhal, Hélio Leite. E o TCM decidiu convidar prefeitos, secretários e presidentes de câmara municipais de mais 17 municípios paraenses. “Administrar um município é planejar, estruturar, cuidar das coisas da prefeitura. Tem que saber licitar, buscando alternativas para uma prefeitura mais célere. É isso que passo aos servidores, para que todos sejam gestores responsáveis, cada vez com mais conhecimento, saber com aplicar as leis. Administrar é complexo, fazer obras e também estar convicto de ter uma prestação de contas certa”, disse Hélio Leite.

Do ORM

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