Usuários de transporte coletivo criticam motoristas

 O problema não é de hoje. As pessoas que precisam dos transportes coletivos em Santarém se queixam do serviço ofertado.

Não é necessário ficar muito tempo próximo a uma parada de ônibus para perceber a intolerância dos motoristas. Alguns idosos são deixados nas paradas por despreparo de funcionários.

“Eles não param, quase, para os velhos, só quando tem outras pessoas”. Conta o pescador Zionaldo Ribeiro.

No Brasil, uma lei determina que qualquer pessoa com mais de 65 anos de idade pode andar de ônibus sem pagar passagem. Para tal, basta apresentar a carteira de identidade ou o passe livre. Mas na prática, o idoso é desrespeitado.

“Eu só fico um pouco constrangido, né? Sabe que ele tem direito e muitas vezes a pessoa não pode nem ficar nervosa. A pessoa fica nervosa, passando mal, é melhor a gente fazer que não ouviu nada”. Conta o aposentado Odilon Andrade.

A Secretaria de Transportes de Santarém recebe, constantemente, denuncias sobre o problema e reforça que a lei deve ser cumprida.

“Eu já conversei com os diretores de empresa que dizem: ‘Ah, ele pode andar dez vezes?’. Ele pode andar quantas vezes ele quiser. O idoso tem esse direito garantido constitucionalmente regulamentado pela lei do idoso, tem a lei orgânica do município que traz outros benefícios também para eles para o idoso nesse sentido. Agora a gente sabe que tem, mas a gente coíbe multando, as vezes penalizando”. Afirma a chefe da divisão de planejamento da SMT, Natália Souza.

O ‘pega’ entre os motoristas de ônibus continua sendo alvo de reclamações. “Tem uns que fazem um tal de ‘pega’ na rua, fica um esperando pelo outro e na hora que se encontra quer passar um do outro para pegar passageiro. Acaba, que Deus nos livre, até causando um acidente”. Conta a agricultora Maria das Dores.

A contratação de motoristas temporários é apontada como um dos fatores que levam a falta de qualificação de quem atua no serviço.

“Não pode ser motorista temporário. O regulamento não permite. Nem tirar folga. As empresas às vezes têm esse hábito de tirar férias, contrata alguém, não pode, a empresa, pelo regulamento, ela tem que ter um quadro efetivo. E é por isso que a gente trata aqui na secretaria de um efetivo das operadores. O motorista não pode trabalhar hoje em uma empresa e amanhã em outra. Ele tem que ser cadastrado naquela empresa, o ideal é que ele seja cadastrado na linha, no ônibus para que a gente possa vigiar”. Alerta Natália Souza.

Paulo Sérgio, do Sindicato dos Rodoviários, defende que haja uma capacitação dos motoristas. “Muitos motoristas que estão trabalhando hoje em dia aqui na cidade de Santarém, eles não passam por esse treinamento. Então acontece algo que pode prejudicar tanto o trabalhador, o usuário e também quem trafega pista”.

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