Fifa lança programa de voluntários e governo espera 100 mil recrutados

Ronaldinho, bebeto e Jaques Vagner

Aos poucos, Brasil e Fifa seguem se afinando e entrando no clima da Copa do Mundo. Juntos num só ritmo, como diz o slogan do Mundial de 2014, país e entidade máxima do futebol deram nesta terça-feira (21) mais um passo para a realização dos dois principais eventos esportivos dos próximos dois anos. Em Salvador, na Bahia, a Fifa e o Comitê Organizador Local (COL) lançaram o programa de voluntários para a Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações de 2013.

As inscrições para o projeto de voluntários para os trabalhos diretamente ligados COL/Fifa para o Mundial e Copa das Confederações começam nesta terça-feira no site da entidade. Posteriormente, será aberto um novo processo de recrutamento para voluntários ligados ao governo federal e às sedes. A expectativa do COL e do governo federal é de que 100 mil voluntários sejam recrutados.

No entanto, os voluntários que trabalharão exclusivamente subordinados ao COL/Fifa serão apenas 7 mil na Copa das Confederações e 15 mil na Copa do Mundo. Brasileiros e estrangeiros podem participar da seleção. As inscrições para primeira parte do programa poderão ser feitas através de um cadastro único no site da Fifa.

Dentro de 15 dias, será feita uma avaliação, e a depender do número de inscritos, o processo pode ser encerrado. A previsão é que os treinamentos online comecem em dezembro. Entre janeiro e fevereiro de 2013, será o momento das dinâmicas de grupo, enquanto entre abril e maio os voluntários passarão por treinamentos específicos para que em maio de 2013, um mês antes da Copa das Confederações, os voluntários estejam nos estádios.

O evento contou com a participação dos membros do COL, Ricardo Trade, Ronaldo, Bebeto, o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, além do governador da Bahia, Jaques Wagner e diversas autoridades locais. Durante a cerimônia, os representantes do COL explicaram detalhes do programa de voluntários. O diretor executivo do COL, Ricardo Trade destacou que é o momento de começar a tirar os olhos dos estádios e focar nas obras imateriais.

‘Nosso passo começa a passar para as operações. Temos que manter o olho no gato, que são os estádios e infraestrutura, mas focar no peixe, que são as cidades, a segurança, a televisão, e também o voluntariado, que é algo fundamental para fazer eventos como estes. Fui voluntário na Copa da África do Sul e sou testemunha do quanto é uma função querida. Os voluntários querem contribuir para o nosso país. Sem o voluntariado é muito difícil fazer uma competição desse tamanho. Esse é um dos muitos legados da Copa do Mundo e da Confederações. Esse programa está sendo discutido há muito tempo. As sedes terão uma participação muito grande. E é o que eu digo sempre, não é o COL nem a Fifa fazem a Copa do Mundo. Quem faz a Copa do Mundo é o povo’, disse Trade.

Secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes usou o exemplo das Olimpíadas de Londres para destacar que espera 100 mil voluntários para as duas vertentes do Mundial do Brasil.

‘Uma das marcas das Olimpíadas de Londres foi esse programa. Em Londres tivemos 70 mil voluntários, que levaram a marca da abertura, da boa vontade, da solidariedade. É uma iniciativa muito importante. O voluntariado é tão importante quanto os investimentos em obras e infraestrutura. Faz parte do legado imaterial da Copa do Mundo. O programa é uma das chaves do sucesso. Participação e solidadriedade são fundamentais, criando um clima de mobilização, não só nacional, porque também teremos voluntários internacionais, mas criando um clima de entusiasmo e energia positiva. Sem esse elemento, o sucesso da Copa do Mundo será diminuído. É isso que marca o sucesso desses grandes eventos que vamos organizar’, disse Fernandes.

Definido como ‘primeiro voluntário’, por Ricardo Trade, Ronaldo destacou que o programa é uma chance de mostrar ao mundo, o estilo brasileiro.

‘Gostaria de chamar atenção para essa importante missão, porque o sucesso da Copa depende da participação dessas pessoas. Queremos mostrar nossa cara, nossa alegria, respeito e hospitalidade. Vamos fazer não só a melhor Copa do Mundo, como o melhor projeto de voluntariado’, garantiu o Fenômeno.

Para o governador da Bahia, Jaques Wagner, o projeto será um marco na vida das pessoas que farão parte dele.

‘A voluntariedade é o tempero da paixão. E de tempero, o povo baiano entende. Não só na cozinha, mas na música, na esporte. Esses voluntários serão pessoas que vão falar para o resto da vida. Com certeza, teremos uma inscrição maior que o necessário’, disse o governador.

Fonte: Globoesporte.com

 

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