Briga entre presos resulta em morte em Oriximiná

Marinaldo (detalhe) foi morto dentro da Delegacia de Polícia
Marinaldo (detalhe) foi morto dentro da Delegacia de Polícia

Uma briga envolvendo vários detentos dentro da cadeia pública de Oriximiná, Oeste do Pará, na noite de quarta-feira, 24, resultou em um morto. Marinaldo Farias de Souza, 19 anos, que cumpria pena por ter furtado um telefone celular há cerca de um ano, foi assassinado brutalmente com 21 perfurações de estoques, dentro do cárcere, por companheiros de cela.

A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar os autores do crime. A Comarca de Oriximiná havia interditado as celas da Delegacia por não disponibilizar de estrutura necessária para acomodar os detentos, porém, por falta de vagas nos presídios da região, os encarcerados ainda estão cumprindo pena na cadeia local.
A Justiça de Oriximiná havia julgado e condenado Marinaldo para cumprir sete anos de reclusão. A Polícia não deu nenhuma informação sobre os autores do crime. Após ter sido encontrado dentro da cela, o corpo de Marinaldo foi encaminhado para o necrotério do Hospital Municipal.

Peritos destacaram que Marinaldo recebeu vinte e uma perfurações por todo o corpo, mas que a parte mais afetada foi no lado esquerdo do peito. Ele também recebeu um golpe extenso na altura do pescoço, o qual teve que ser costurado por um técnico de enfermagem do Hospital Municipal.
Familiares ficaram perplexos e revoltados pela forma bárbara como tiraram a vida de Marinaldo. “Nós queremos justiça, a Polícia Civil vai ter que descobrir quem matou meu irmão”, disse um rapaz que pediu para que não citássemos o nome dele na matéria.

Ele conta que sempre fazia visitas e que o irmão nunca comentou se alguém teria se desentendido com ele. Marinaldo sempre aparentava tranqüilidade e ao mesmo tempo estava feliz porque logo estaria em liberdade provisória, haja vista que um terço da condenação estaria cumprindo nos próximos meses. “Logo ele seria colocado em liberdade, alguém fez essa maldade com meu irmão”, disse aos prantos o parente da vitima.

Um irmão de Marinaldo conta que quando chegou à Delegacia, as celas estavam abertas, os presos todos em um único cárcere e o corpo da vitima no interior do cárcere onde cumpria pena com outros detentos. No hospital após um técnico costurar a parte mais afetada, o corpo de Marinaldo Farias foi liberado para que a família pudesse realizar o velório.

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