Informe RC

DEPOIS DO DESASTRE, O ESQUECIMENTO- I

Editorial do jornal O Estado de S. Paulo, o popular Estadão, de 11/05, ainda antes do resultado do impeachment contra a presidente.

Com o malogro da desesperada tentativa de procrastinar o processo de impeachment usando como mão do gato a lamentável figura do presidente interino da Câmara dos Deputados, Dilma Rousseff acabou perdendo o que lhe restava de dignidade antes de perder o mandato de presidente da República. O Senado Federal deve aprovar hoje a admissibilidade do impeachment por crime de responsabilidade, decisão que implicará o afastamento da presidente por até 180 dias ou até a cassação definitiva de seu mandato, o que a esta altura é dado como coisa certa mesmo – embora eles não admitam publicamente – pelos partidários de Dilma. E, por se tratar de um julgamento eminentemente político, o destino de Dilma está desde já selado também pela manifestação da vontade amplamente majoritária do povo brasileiro.

DEPOIS DO DESASTRE, O ESQUECIMENTO- II

A base legal para o processo que permite o impedimento de Dilma são as “pedaladas” fiscais e os decretos que liberaram recursos sem autorização prévia do Congresso. Trata-se, como toda questão legal, de assunto sujeito a controvérsia. A controvérsia, aliás, é o fundamento do princípio democrático do direito à ampla defesa. Neste caso, quem tinha competência constitucional para decidir se a discussão do impeachment é admissível ou não era a Câmara dos Deputados. Uma maioria de mais de dois terços dos parlamentares decidiu que o processo deveria, sim, ser encaminhado ao Senado Federal, para confirmar a admissibilidade e, nesse caso, julgar o mérito do processo, decidindo se Dilma deve ou não ser afastada do cargo. É claro que essa ampla maioria de deputados refletiu o sentimento também majoritário dos brasileiros, do mesmo modo que estarão se comportando hoje, e certamente se comportarão no julgamento final, os senadores da República.

DEPOIS DO DESASTRE, O ESQUECIMENTO- III

Pesam, na formação da repulsa que a imensa maioria dos brasileiros manifesta pelo governo lulopetista, a recessão econômica em que o País foi jogado pela gestão irresponsável da presidente; a redução do poder aquisitivo da população e o aumento inédito do desemprego; a Operação Lava Jato revelando até que ponto o governo se comprometeu com a corrupção, transformada em método político; e as mentiras deslavadas com as quais Lula, Dilma e a tigrada enganaram a Nação durante anos. O Senado dará prosseguimento hoje a um processo eminentemente político que prosperou porque tem lastro jurídico suficiente, apesar dos protestos de Dilma e seus cada vez mais escassos seguidores. O fato é que, se o governo estivesse sendo bem-sucedido, Dilma não teria tido a necessidade de cometer os crimes das “pedaladas” e dos decretos ilegais com os quais tentou mascarar a falência fiscal do País. Fosse outro o seu estofo, diante da inevitabilidade do impeachment, Dilma Rousseff teria a dignidade de pensar no Brasil em primeiro lugar. Em vez disso, tenta incendiar o País à custa da inconsequência política e da falta de genuíno sentimento democrático dos “movimentos sociais” que o PT manipula.

DEPOIS DO DESASTRE, O ESQUECIMENTO- IV

Mesmo sem renunciar a seu direito de se defender jurídica e politicamente, Dilma não precisaria ter promovido o vergonhoso espetáculo da apropriação de espaços públicos, como o Palácio do Planalto, para promover manifestações partidárias e de entidades que sobrevivem à custa de recursos públicos contra instituições como o Parlamento e o Judiciário. Dilma poderia ter-se poupado, e ao País que jurou defender, da ignomínia de ter patrocinado a divulgação internacional de sua visão da crise brasileira, que implica desmoralizar as instituições nacionais, rebaixando o Brasil ao nível de uma republiqueta bananeira submetida a um “golpe” urdido pelas “elites”. Mas Dilma e o PT – Lula, como de hábito, quando a coisa aperta permanece atrás da moita – renderam-se ao que neles há de mais primário, na tentativa de “construir um discurso político” que lhes garanta a sobrevivência depois do desterro. Mas, principalmente no que concerne a Dilma, é razoável cogitar de sobrevivência política, tendo ela jogado no lixo 54 milhões de votos? É hora de Dilma Rousseff começar a se preparar para o destino que o Brasil lhe reservou generosamente: o esquecimento.

MAZELAS. CONFIRA SEU VOTO

1º) A praça abandonada (Tiradentes) se transforma em antro de desocupados. 2º) Obra inacabada na rodovia Fernando Guilhon (Santarenzinho) coloca em perigo vida de pessoas. 3ª) Do ex-vereador Bruno Pará, filho do advogado Osmando Figueiredo (PCdoB): o governo Von era previsível. Sem marcas próprias. Deve ter ouvido do pai. 4º) Caixa d’água abandonada pela Prefeitura, na Praça do Mirante, vira criadouro do mosquito da Dengue. 5ª) Com apoio do “líder comunitário” Ivan Leão, campeão de invasões e venda  de terras na rodovia Fernando Guilhon, vivendo desse expediente, o delegado Luís Paixão é o pré candidato do PROS a prefeito de Santarém, 6º) Considerado o que é, descaso: moradores de algumas ruas no bairro do Santarenzinho e Maracanã, quando chove, são impedidos de saírem de suas casas. 7º) A secretária da Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMMT) adverte: não pode haver venda de concessão de mototaxi. Mas há e ainda tem coisa pior, parte deles, fica assaltando pelas ruas da cidade. 8º) Vereador Henderson Pinto denuncia: Atacadão tem tratamento diferenciado da Prefeitura. Será? E o Shopping Rio Tapajós, não tem? 9º) Mercadinho da Prainha (Vila Arigó) está abandonado pelo poder público. Essas deficiências, carimbadas ao prefeito Alexandre Von, vão votar, em outubro, nos candidatos de oposição.

QUEM É O PAI?

Mais de meio século leva ao esquecimento. Aí passa a contar o tempo para historiadores, quando o fato vale a pena lembrar. Início do mês, o prefeito Alexandre Von (PSDB), candidato à reeleição nas municipais de outubro, em solenidade pomposa no Centro Cultural João Fona (antiga Prefeitura), sancionou a lei de “sua autoria”, criando a Guarda Municipal, a ser composta por um contingente de 50 guardas, a ser preenchido por concurso, com uma desvantagem aos futuros agentes: vão ser uniformizados, mas não poderão usar armas, o que mereceu críticas do delegado Jardel Guimarães, pelos tempos serem outros e policial desarmado é o mesmo que nada, não tem serventia. Vale a pena informar. A Guarda Municipal de Santarém foi criada por lei em 1963 (com 10 componentes) pelo ex-prefeito Everaldo Martins, o verdadeiro pai da criança.

BOM PASSEIO

Em época de crise, com desemprego e inflação crescendo, diariamente a mídia nacional divulga que prefeitos, devido a queda mensal nos repasses constitucionais da União, menos do estado, estão em atraso com servidores municipais, muitos ainda devendo o 13º salário. Nem parece. Milhares tomaram o rumo de Brasília, participando da 19ª Marcha de Prefeitos à capital federal, em defesa dos seus municípios, onde estão reunidos de terça (10) até esta quinta feira (12), levando os pleitos de seus munícipes. Nada contra, mas não tem explicações que tenha optado por um período em que estão sendo trocados a ex-presidente Dilma e todos seus ministros, no momento que assume a presidência o vice, Michel Temer, e a ordem de sua equipe econômica é diminuir a máquina do estado e dispensar servidores. Mas valeu o passeio com o dinheiro do povo.

CONJUNTO INACABADO

Na maioria dos estados, imóveis do programa “Minha Casa, Minha Vida”, financiados pela Caixa Econômica Federal, são alvos de denúncias e reclamações sobre a qualidade das obras. O que era para trazer tranquilidade, se transformou em maior dor de cabeça para os compradores. Na quinta (5), a ex-companheira, cercada por grande esquema de segurança, esteve em Santarém e entregou 3.081 residências iniciadas há quase 5 anos, quando prefeita a Maria do Carmo (PT), num conjunto incluso sem a construção de equipamentos públicos, como escolas, áreas comerciais, unidades de saúde, creches e delegacia de polícia, que deveriam ser construídos pela prefeitura, mas não foi. O prefeito Alexandre Von (PSDB) deve ter se sentido desobrigado, já que as casas começaram a ser edificadas na gestão anterior. Se existe culpa do residencial Salvação estar incluso, deve ser da Caixa, que deve ter negligenciado na fiscalização.

BOATO FALSO

Opositores ao governador Simão Jatene (PSDB), seus desconhecidos adversários na cidade de Itaituba, estão espalhando boato de que o estado não tem dinheiro para concluir o Hospital Regional do Tapajós. Até audiência pública na Câmara Municipal, com dezenas de autoridades locais, foi realizada para ver a maneira do imponente elefante branco de 5 pavimentos já levantados dê sinal de vida. O que não vai ser necessário. Simão Jatene ainda tem mais de dois anos e meio de mandato, tempo suficiente para edificar muitos regionais e apagar a boataria de seus fracos opositores, que breve vão palmeá-lo na inauguração. Itaituba é como Alenquer: até em minuto de silêncio, fazem política. Se não tem contra quem, fabricam. O que gostam é de boatar.

O MESMO DNA

Em Alenquer, início de 2009, a Defesa Civil do estado e do município lacrou, proibindo para uso público, por haver perigo de desabamento, o Trapiche em frente à cidade, construído com dinheiro do estado, e a ponte de madeira de 360m, sobre o rio Curuá (hoje, de concreto). Semana anterior, a mídia local tornou público da estrutura da Feira do Pescado ameaçar desabar, obra da ex-prefeita, que, há bastante tempo, vem recebendo pilares para evitar vir abaixo, assim como trechos da Orla em frente à cidade. Desta vez, a Feira do Pescado, próximo ao Mercadão 2000, recebeu sinal do perigo. Tempo suficiente para ser demolida e não receber remendos, o que não diminui a precaução de milhares de pessoas que transitam diariamente pelo local. Coincidência do destino: o Trapiche de Alenquer e a Feira do Pescado têm o mesmo DNA da empresa de engenharia, por sinal de Santarém, que não vem tendo sorte, há bastante tempo, com suas edificações, principalmente quando usa asfalto, os buracos vêm semanas depois.

ATOS E FATOS: COMO O PT DEIXOU O BRASIL

RÉU CONFESSO – A empresa Andrade Gutierrez assinou acordo de leniência com a Justiça e vai devolver 1 bilhão de reais aos cofres da União e assinar uma nota, estampada pela mídia nacional, pedindo desculpas aos brasileiros, por ter participado do assalto a Petrobrás superfaturando obras públicas, investigadas pela operação Lava Jato. – VENDA DE VEÍCULOS – Em 2015, mais de 1000 concessionárias de venda de carros fecharam as portas e 32 mil operários foram para a rua. A venda de veículos caiu mais de 20% em abril de 2016 em relação ao ano anterior. A situação das fábricas do ABC paulista ainda é pior. – PERTO DA CADEIA – Lula da Silva é acusado de integrar a organização criminosa que se instalou na Petrobrás, quebrando a petroleira, onde bilhões de dólares foram para os bolsos dos partidos e políticos com mandatos, aliados ao sonho de poder do PT. Para o Procurador Geral da República, era uma organização criminosa que jamais poderia ter funcionado por tantos anos e de forma tão ampla e agressiva no âmbito do governo federal, sem que o ex-presidente Lula dela não participasse. É o que afirma Rodrigo Janot. – NOMEOU A MADAME – O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), nomeou a mulher secretária do Trabalho e Assistência Social, para gozar de foro privilegiado, já que a mesma é envolvida com esquema de lavagem de dinheiro em campanha eleitoral, sendo sócia oculta de uma empresa de publicidade. – DESEMPREGO – A ex-companheira Dilma saiu do governo, deixando quase 12 milhões de desempregados, segundo o IBGE. Muitos afirmam serem mais de 20 milhões. A inflação, caso não fosse impeachmada a tempo, breve, suplantaria a da Venezuela. O custo é chegar à casa dos dois dígitos. – VENDITA – O falso Movimento dos Sem Terra (MST), que vive os últimos momentos do governo Dilma (5 anos e 4 meses), já tendo usufruído dos 8 anos do ex-presidente Lula, de onde, através do também falso programa de Reforma Agrária, se locupletaram de centenas de milhões, fora o saqueado de áreas invadidas. Semana passada, no interior paulista, invadiram uma suposta fazenda do ex-presidente Michel Temer. O vice informou aos desavisados em fim de carreira, não ser proprietário da área invadida. – FORAM ELES – O ex-senador, líder até novembro de 2015 da bancada do PT no Senado Federal, quando foi preso a mando do Supremo, com aval dos ex-colegas, Delcídio Amaral teve o mandato cassado (74 votos e uma abstenção), de acordo com o parecer do Conselho de Ética, acusado de tentar desqualificar trabalhos da operação Lava Jato e evitar a delação premiada de um ex-diretor da Petrobrás. Pediu desculpas pelos erros cometidos, mas deixou claro ter atendido a pedidos do ex, Lula da Silva, e Dilma. – O CASAL GOSTA DE DINHEIRO – Uma das mais ardorosas defensoras da ex-companheira Dilma no processo de impeachment, a senadora Gleisi Hoffman e seu marido, ex ministro das Comunicações e Planejamento nos governos petistas, foram denunciados pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo, acusados da prática de corrupção e lavagem de dinheiro subtraído no esquema criminoso contra os cofres da Petrobrás.

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