GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (Guardians of the Galaxy Vol.2)

Por: Allan Patrick

A primeira grande produção da Marvel Studios com grandes chances de não obter sucesso nas bilheterias no cinema foi “Guardiões da Galáxia” de 2014, com personagens pouco conhecidos, tratando-se de seres intergalácticos como árvores humanóides e guaxinins falantes. Podemos imaginar qual foi o resultado dessa fórmula. Resultou em um dos melhores filmes de super-heróis já produzidos, reconhecido por muitos fãs como o melhor filme da Marvel ao lado de “Capitão América 2 – O Soldado Invernal” de 2014 e “Os Vingadores” de 2012.
O grande acerto do filme consiste na mente brilhante e levemente maluca de James Gunn, um diretor pouco conhecido que havia nos entregado o interessante filme de terror “Seres Rastejantes” de 2006. Com o sucesso estrondoso do primeiro filme, Gunn obteve carta branca da Marvel, ou seja, liberdade para fazer o que quisesse dentro da Marvel, ao invés de seguir a mesma fórmula do primeiro filme, como Joss Whedon fez com “Vingadores – Era de Ultron” de 2015, ele decidiu extrapolar e ir muito além do que poderíamos imaginar (genial).
“Guardiões da Galáxia – Vol. 2” é um filme que foge completamente da “fórmula Marvel” e apresenta com sucesso a família mais desproporcional e absurda do cinema. Na trama, os guerreiros interplanetários viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida, enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt).
Chris Pratt está ainda mais à vontade como Peter Quill, com uma linha cômica ainda mais afiada, e apresenta uma perfeita química com a belíssima Zoe Saldana, que mais uma vez brilha no papel da guerreira Gamora.

Apesar do casal protagonista ter seu charme, o grande destaque do filme fica pelos coadjuvantes enfaticamente divertidos: o Baby Groot é com toda certeza de longe a melhor coisa do filme e um dos personagens mais fofos e divertidos criados na história do cinema e que enche o coração dos mais brutos de muito carinho e ternura.
O grandalhão Drax, o Destruidor (Dave Bautista), está divertidíssimo como o alívio cômico do filme, tirando até um pouco do brilho do guaxinim ranzinza Rocket Racoon (Bradley Cooper). A interação de Drax com a “feiosa” Mantis (Pom Klementieff) é hilária e arranca gargalhadas da plateia a cada cena. E o que falar de Michael Rooker? Seu Yondu é uma das melhores coisas do filme atuando em cenas de estremecer o coração.
Se não bastasse o retorno do elenco certeiro do primeiro filme, ainda temos a adição de astros dos arrasa quarteirões dos anos 80, que retornam com toda a sua glória: Sylvester Stallone e Kurt Russell estão sensacionais… nossa que filme fantástico!

Apesar de ter muitos efeitos visuais e cenas de ação ainda mais loucas e empolgantes, “Guardiões da Galáxia – Vol. 2” também é um filme mais intimista, que trabalha separadamente a personalidade de cada um de seus personagens antes de criar uma interatividade entre eles. Esse é o principal acerto do roteiro: personagens ricos e complexos, extremamente bem explicados, capazes de conquistar qualquer público.
O visual do filme traz imagens psicodélicas que deixam “Doutor Estranho” no chinelo, usando e abusando das cores Neon e de planetas brilhantementes criados em CGI. É um deleite visual nunca visto antes na história do cinema, que deve ser apreciado em uma sala 3D em toda a sua glória, o filme realmente joga toda hora coisas em você e a imersão principalmente quando se trata dos planetas é fantástica. Uma pequena obra-prima, que merece nosso respeito.
A trilha sonora com clássicos dos anos 70 é tão inspirada quanto a do primeiro filme. É difícil achar adjetivos para “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, posso dizer que ao assistir esse filme tive vários tipos de sentimentos como empolgação, tristeza, raiva, felicidade e muita ternura principalmente com relação ao Baby Groot. Ah, tenho uma dica quando terminar o filme não saiam da sala de cinema, existem 5 cenas pós-créditos muito legais. Minha nota sincera: 9,5.


LOCADORAS: 

ROGUE ONE UMA HISTÓRIA STAR WARS (Rogue One: A Star Wars Story)

A história se baseia em um grupo de combatentes da resistência se unindo para uma missão de roubar os planos da Estrela da Morte e trazer uma nova esperança para a galáxia. “Rogue One” está situado antes dos eventos de ‘Star Wars: Uma Nova Esperança‘ e fará um desvio dos filmes da saga, mas tem elementos que são familiares para o universo de Star Wars. O filme entra em um novo território, explorando a luta galáctica na perspectiva de uma guerra terrestre, mas mantém a essência que os fãs de Star Wars já conhecem. Minha Nota: 8,5.

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