ALIEN: COVENANT É BOM?

ALIEN: COVENANT (Alien: Covenant)

Por: Allan Patrick

Tem sagas no cinema que quando você é fã acabará não aceitando críticas ruins de forma alguma, porém se existe algo que aprendi, é que não podemos criar expectativas, pois quanto mais esperamos por algo, a chance de decepção é maior. E por mais que “O Oitavo Passageiro” seja um clássico da época, o longa acaba nos ganhando mais pela tensão e agonia do que pela essência em si, e claro que isso é o que mais desejamos num longa do gênero, e assim já se basta. Portanto, quando assisti “Prometheus” há quase 5 anos, acabei gostando do que vi, mais pela produção em si, do que pelo terror que tanto causava os filmes antigos. O caso é que aqui novamente temos uma produção de altíssimo nível, com cenografia impecável, excelentes cenas de ação, mas se no anterior ainda éramos surpreendidos pelo menos com algumas cenas de susto, aqui sequer temos isso, ficando apenas como uma aventura bem trabalhada aonde dá para brincar tentando descobrir o que vai acontecer na próxima cena, qual é a próxima evolução do alien, se vai sobrar alguém vivo, não posso falar muito se não vira spoiler, então vá, confira e se divirta com a trama, se você tem medo de longas de terror, pode ir tranquilo que irá dormir tranquilamente após a sessão.
A sinopse do longa nos situa em 2104. Viajando pela galáxia, a nave colonizadora Covenant tem por objetivo chegar ao planeta Origae-6, bem distante da Terra. Um acidente cósmico antes de chegar ao seu destino faz com que Walter, o andróide a bordo da espaçonave, seja obrigado a despertar os 17 tripulantes da missão. Logo Oram precisa assumir o posto de capitão, devido a um acidente ocorrido no momento em que todos são despertos. Em meio aos necessários consertos, eles descobrem que nas proximidades há um planeta desconhecido, que abrigaria as condições necessárias para abrigar vida humana. Oram e sua equipe decidem ir ao local para investigá-lo, considerando até mesmo a possibilidade de deixar de lado a viagem até Origae-6 e se estabelecer por lá. Só que, ao chegar, eles rapidamente descobrem que o planeta abriga seres mortais.

Tenho que ser sincero com o diretor Ridley Scott, pois após ganhar muito dinheiro, agora seus filmes são apenas mega produções bem feitas, que acabam esquecendo de trabalhar história, conteúdo ou qualquer outra coisa que faça o público ficar conectado, tenso e desesperado por algo, e isso é o que mais sentimos falta aqui, pois o filme em si é interessante de acompanhar, ficamos querendo saber mais sobre a civilização que morou ali, ficamos querendo saber mais da loucura de David, ficamos ansiando demasiadamente por mortes mais impactantes (que realmente choquem, apesar de algumas serem bem feias!), e até mesmo desejamos mais coisas nojentas na tela, mas o diretor parece preocupado apenas com a aventura em si e com mais efeitos (até agora não entendi o motivo de não ter sido lançado em 3D, já que o anterior foi!), e assim o restante acaba sendo perdido. Em momento algum posso falar que é um filme ruim, muito pelo contrário, de forma que gostei até mais dele do que de “Prometheus”, mas esperava algo mais aterrorizador, com base nas origens mesmo, que causasse tensão e fizesse com que perdesse o sono pensando no bichão (que ficou bem bacana, por sinal!!!), ou seja, uma aventura boa no melhor estilo de “Jurassic Park”. O que vai agradar quem gosta desse estilo, mas quem for esperando ver um terror sairá bem decepcionado com o resultado entregue pelo diretor. Michael Fassbender já é bom, dois então é pra destruir, e aqui tanto como Walter quanto como David, o ator incorpora semblantes, trabalha expressões e faz uma cena melhor que a outra, criando situações perfeitas de serem montadas.
Enfim, como filme geral, independente de gênero, é algo que vai divertir na medida do possível, e fazer passar um bom tempo, pois como frisei é melhor que seu antecessor, mas como desejávamos ver um terror mesmo, com muitas cenas tensas, sangue e nojeiras para todo lado talvez não agrade há muitos. Minha nota: 5,0!


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ATÉ O ÚLTIMO HOMEM (Hacksaw Ridge)

“Até o Último Homem” é baseado em uma história real que acontece durante a Segunda Guerra Mundial e tem como protagonista o médico do exército Desmond T. Doss (Andrew Garfield, ‘A Rede Social’) que se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas.
Assim, durante a Batalha de Okinawa, ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens. A postura ganha repercussão e o médico recebe uma Medalha de Honra do Congresso, tornando-se o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana. Minha nota: 9,0.

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