MULHER MARAVILHA é bom?

MULHER MARAVILHA 

(Wonder Woman)

Por: Allan Patrick

A mais recente produção do Universo Estendido da DC é Mulher-Maravilha, está em cartaz nos cinemas. O longa estrelado por Gal Gadot e Chris Pine não só foi o primeiro filme de super-herói dirigido por uma mulher, Patty Jenkins, como foi a primeira aparição solo da heroína nas telonas. Anteriormente, a personagem só havia protagonizado uma série de TV dos anos 70, na pele de Lynda Carter. Entretanto, bem antes que Gadot e Jenkins trouxessem Diana Prince para as salas escuras dos cinemas, Hollywood já tinha a promessa de fazer um filme sobre a Amazona. Mas falharam miseravelmente. Sandra Bullock, Catherine Zeta-Jones, Megan Fox, Christina Hendricks e Beyoncé Knowles foram algumas das cotadas para viver a Mulher-Maravilha. Mas para alegria dos fãs, “eis que surge, Gal Gadot”.

Falando em fãs, a DC vinha perdendo os seus, já que a Marvel, sua arqui-rival, construiu seu universo cinematográfico ao longo de quinze filmes (contando com o recém-lançado Guardiões da Galáxia Vol.2) e já tem engatilhado para este ano Thor: Ragnarok (estreia em novembro) e a co-produção de Homem-Aranha: De Volta ao Lar (lançamento em julho), enquanto a DC sob o comando da Warner lamentava os fracassos de crítica de Batman Vs Superman e Esquadrão Suicida, ambos de 2016, filmes que eu, Allan Patrick, mesmo observando alguns pontos negativos, particularmente gostei e me diverti assistindo. Mas aqui, a DC vira o jogo completamente. Mulher-Maravilha, não é só a salvação da DC nos cinemas, é também responsável por inúmeros acertos. Começando pela estética, em parte muito diferente dos outros filmes da casa. Lembrando a fórmula Marvel, marcada por cenários visualmente coloridos, um tom que nas últimas produções da DC eram extremamente sombrias e carregadas. Já Mulher-Maravilha não é nada disso, a produção prova que não precisa se apoiar em apenas um tom estético, o que vemos aqui, são situações de tons diferentes de acordo com o a história do filme que vêm de ambientes extremamente coloridos e alegres a ambientes sombrios e escuros tudo bem orquestrado pela brilhante diretora Patty Jenkins. Falando em Patty Jenkins, a diretora entrega uma super produção, harmoniosa e representativa, exatamente como todos nós queríamos. Jenkins, também esteve vinculada à direção de Thor: O Mundo Sombrio (2013) mas acabou recusando a direção por visões divergentes entre ela e os produtores, aqui a cineasta exibe um verdadeiro espetáculo no comando desta produção milionária (US$ 120 milhões), acertando em praticamente tudo e inclusive nas transições entre ação, humor e drama. Jenkins acerta onde seus companheiros de estúdio (Snyder e Ayer) erraram. A diretora não se apressa na construção de seus personagens, dando ênfase a momentos calmos, nos quais por exemplo, duas pessoas apenas conversam e expõem suas visões. Ao mesmo tempo suas cenas de ação empolgam, com takes em câmera lenta (slow-motion) nas lutas, aqui realizadas de forma clara, sem o uso excessivo de efeitos computadorizados. A trilha sonora de Rupert Gregson-Williams é marcante, e de um peso que eleva nossa empolgação que rendem inclusive os já icônicos solos de guitarra a la Guns N’ Roses.

A história foi escrita a três mãos, incluindo a de Zack Snyder, simples e sem grandes novidades, a força está mesmo nos diálogos do roteiro de Allan Heinberg. Antes de tornar-se Mulher-Maravilha, ela era Diana, princesa das Amazonas, treinada para ser uma guerreira invencível. Criada numa isolada ilha paradisíaca, Diana descobre que um grande conflito assola o mundo para além de suas fronteiras quando um piloto americano cai com seu avião nas areias da costa da ilha. Convencida de que é capaz de vencer a ameaça de destruição, Diana parte da ilha. Lutando lado a lado com homens numa guerra que pretende acabar de vez com todas as guerras, ela vai descobrir todos os seus poderes… e seu verdadeiro destino..

Finalizando, todos os aplausos devem ir para a protagonista Gal Gadot. A atriz israelense, esbanja carisma no papel, além de uma tremenda badass, ao ponto de nos fazer acreditar que ninguém mais ficaria tão bem como a personagem. Mulher-Maravilha ainda arruma tempo para levantar questões atuais e necessárias, de certa forma, indispensáveis para um filme como este, como o feminismo, por exemplo, rendendo interessantes discussões quando a protagonista adentra o mundo machista do ano de 1910. Jenkins e Gadot assumem o controle do filme mais surpreendente e cativante do ano e podem quebrar mais paradigmas do que imaginam. Devido ao grande sucesso de público e crítica, já se especula uma continuação. Amei o filme, pois a Diana Prince de Gal Gadot resgatou algo que a tempos não havia visto no cinema, a essência de um herói, que acredita no amor entre os homens e busca a paz mundial incansavelmente, lembrando até mesmo o personagem do saudoso Christopher Reeve de Superman O Filme de 1978 onde podemos notar na forma em que a Mulher Maravilha olha e sorri para a humanidade. Sem mais comentários. Ah, esse filme não tem cenas pós-crédito. Minha nota 9,5!


DICAS NETFLIX

A VIDA É BELA

(La vita è bella)

Durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam. Uma obra de arte incrível. Esse filme embora tenha um teor de comédia e drama, que é algo raro ao se retratar à 2° guerra mundial,  consegue passar uma mensagem de pureza, inocência da visão das crianças que tanto sofreram nos campos de concentração nazista. Um clássico incrível! Nota: 8,5!

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