MILTON CORRÊA Ed. 1155

Enactus UFOPA participa do maior Evento de Empreendedorismo Social da América Latina

Fonte: ASCOM ENACTUS / UFOPA
Os projetos Guerreiras do Quilombo e Manipirão, do Time Enactus UFOPA, são dois dos 68 projetos concorrentes do Campeonato Nacional Enactus, que acontece nos dias 20 e 21 de julho, no Rio de Janeiro
Liderados pelo Time Enactus UFOPA, os Projetos Sociais Guerreiras do Quilombo e Manipirão marcarão presença no Campeonato Nacional de Empreendedorismo Social Enactus Brasil 2017. Realizado entre os dias 20 e 21 de Julho no Rio de Janeiro, o evento reúne participantes da Enactus Brasil (www.enactus.org.br) de todo o País para dividir experiências e compartilhar resultados dos projetos colocados em prática durante o último ano.
O projeto Guerreiras do Quilombo visa fortalecer a organização das mulheres quilombolas da comunidade de Murumuru, contribuindo com sua organização social, produção artesanal e de subprodutos do açaí, além de colaborar para a estruturação da cadeia produtiva sustentável do açaí.
Na comunidade de Boa Esperança, o projeto Manipirão destaca soluções que minimizam o desperdício de matéria prima da farinha d’água e farinha de tapioca (mandioca), melhorando a eficiência do seu processo de beneficiamento e fornecendo ao mercado consumidor produtos de qualidade.
Projetos de todo o País disputam vaga para representar o Brasil em Londres
Maior evento técnico científico gratuito do país com o tema Empreendedorismo Social, o Campeonato Nacional Enactus Brasil também contará como atividade acadêmica para palestrantes e ouvintes. Na ocasião, assuntos como mobilização social, políticas públicas e educação, responsabilidade socioambiental e a presença da universidade na comunidade na qual está inserida estarão em pauta para debates de participantes, alunos, professores e competidores.
O público poderá acompanhar a competição de 68 universidades de todo o Brasil que apresentarão seus projetos na disputa de uma vaga para representar o Brasil na Enactus World Cup, competição mundial que em 2017 ocorrerá em Londres, no Reino Unido, em setembro.
Além de fazer a diferença no Brasil, os projetos Enactus criam novas carreiras e lideranças, gerando impacto social em todo País na batalha para chegar ao título de Campeão Nacional. “A vivência propiciada pelo evento será extremamente rica para os universitários, que poderão cruzar experiências, metodologias e pesquisas de especialistas sobre Empreendedorismo Social em um intercâmbio científico com estudantes do Brasil todo”, detalha o Gerente do Programa Enactus Brasil, Caio Moura.
Sobre a Enactus: organização internacional sem fins lucrativos que fomenta o empreendedorismo social dentro das universidades. Está presente em 36 países e em mais de 1700 instituições de ensino. No Brasil, atua desde 1998 e tem times espalhados em 84 universidades com projetos que causam impacto positivo na vida dos mais necessitados por meio de ações empreendedoras. Espera agregar o aprendizado na sala de aula e a criatividade dos jovens para colaborar com um mundo mais justo e sustentável.
No Brasil, a Enactus já impactou mais de 10.000 pessoas diretamente pelos projetos, em 2016.
Mais de 2.000 estudantes e 100 professores contribuíram para melhorar o ambiente por meio do empreendedorismo social. Enactus não é proposta de projetos, Enactus são projetos executados, é parceria e colaboração.


Projeto do governo reduz Floresta Nacional do Jamanxim

Fonte: Agência Câmara Notícias
Proposta transforma parte da floresta nacional em área de proteção ambiental, que possui regras de exploração menos rígidas. O tema já constou de medida provisória vetada pelo presidente Temer em junho e, agora, passa a tramitar novamente na Câmara por meio de projeto de lei
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 8107/17, do Poder Executivo, que desmembra 26,45% da área da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim para criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jamanxim, ambas localizadas em Novo Progresso, no sudoeste do Pará.
Em florestas nacionais, são permitidas apenas atividades de pesquisa e exploração sustentável, como as praticadas por comunidades tradicionais de ribeirinhos e extrativistas. Já áreas de proteção ambiental possuem regras de exploração menos rígidas, permitindo sua ocupação e exploração.
Segundo o projeto, a área da floresta sairá dos atuais 1,32 milhão de hectares (pouco mais do dobro do tamanho do Distrito Federal) para 953 mil hectares. E a APA terá outros 349 mil hectares (26,45% da área original da Flona, pouco acima de duas vezes o município de São Paulo), dividida em quatro áreas diferentes
A proposta permite a desapropriação de todo imóvel rural privado na área da Flona do Jamanxim pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
OCUPAÇÃO DA APA
O morador que estiver na APA deve comprovar ocupação e exploração da área antes de 13 de fevereiro de 2006. O texto condiciona a propriedade do imóvel à ausência de desmatamento ilegal na área regularizada e preservação de pelo menos 80% da área como floresta – como previsto no Código Florestal (Lei 12.651/12). A floresta preservada na área da APA terá uso prioritário para manejo florestal sustentável.
De acordo com a exposição de motivos assinada pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a área da Flona do Jamanxim tem sido palco de conflitos fundiários e extração e garimpo ilegais, além de grilagem de terra. “A criação da APA busca proteger a diversidade biológica, disciplinar a ocupação da região e fomentar o manejo florestal sustentável e a conservação dos recursos hídricos”, afirma o ministro.
Segundo Sarney Filho, um projeto de lei permitirá maior discussão do assunto, com a sociedade em geral e com a comunidade local, através de consultas públicas.
APA MENOR
O percentual de floresta transformado em APA é menor que o previsto na Medida Provisória 756/16, que foi vetada pelo presidente Michel Temer em 20 de junho, após críticas de organizações ambientais. O texto original da MP estabelecia que 41% da floresta viraria área de preservação, enquanto o texto alterado pelo Congresso transformava 37% da floresta em APA.
Na mensagem de veto à MP, o governo argumentou que as alterações do Congresso na medida provisória poderiam comprometer e fragilizar a preservação ambiental da região.
TRAMITAÇÃO
O texto será analisado por uma comissão especial, antes de seguir para o Plenário. A proposta tramita em regime de urgência constitucional e, assim, poderá ir diretamente para o Plenário e lá ter o parecer da comissão especial analisado.

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