Eduardo Fonseca Ed. 1158

A VIDA NÃO É COMO A GENTE QUER/LEVARAM NOSSO AEROPORTO PRA MARIA JOSÉ (PAXÁ)

É isso mesmo, caro leitor, “A vida não é como a gente quer”, como nos diz o saudoso poeta e sambista, Paxá, membro desde a fundação do mais aristocrático bloco carnavalesco santareno, Breguelhegue. Quando da mudança do nosso Aeroporto Eduardo Gomes, localizado no final da Trav. Barão do Rio Branco e indo para exterminar uma das mais belas praias de Santarém, a Maria José, porque ficou proibida a frequência de banhistas, e assim a tradicional Piracaia, que eram feitas ali em noites, principalmente de luar.
O aeroporto passou para Maestro Wilson Fonseca, sem nada contra o seu “Isoca”, de quem tive a felicidade de desfrutar de sua amizade, e dele ouvi muitas coisas maravilhosas, em papo agradáveis, mas creio que já tem muita coisa em Santarém, com o nome dele, e pouco, com o nome de outros ilustres filhos santarenos. Como por exemplo: Sílvio Braga, Cléo Bernardo, Santino Sirotheau Correa, José Maria Matos, Evangelista Damasceno e muitos outros esquecidos, talvez por falta de conhecimento dos seus trabalhos e das suas virtudes.
Alguns merecem simploriamente uma lembrança como: Elias Pinto, com a praça que chama de Três Patetas; Manuel de Jesus Moraes, foi-lhe construída uma quadra de esporte, que hoje muitos não sabem a denominação e apelidaram-na de quadra da Orla, ou do Mascotinho. A Praça da Bandeira ou da “chatinha”, hoje é chamada de ponto dos Camelôs. A Praça Antonieta Dolores Teixeira, hoje é chamada de Praça do Júlia Passarinho; Haroldo Veloso ganhou um Colégio, embora alguns intelectuais santarenos não gostassem dele, diziam que ele só trouxe problemas para Santarém. A Vera paz virou Cargill; Maracangalha, UFOPA; Coroa de Areia é o Tablado. E daí?
Digo isso porque tramita na Câmara de Santarém um projeto para mudar a denominação da Trav. 15 de agosto para Benedito Antonio da Cota Guimarães (remanescente da família do Barão de Santarém), mesmo assim deixaríamos uma data histórica, que foi a adesão (forçada) do Pará à Independência do Brasil, porque como até hoje, a colônia portuguesa era muito forte, principalmente em Belém. E uma das lembranças de que o Pará quis se separar do Brasil. O que nos levaria a desperta mais ainda o espírito separatista para o estado do Tapajós. Num momento que mesmo o Comitê ou Instituto pró Estado do Tapajós, ocupando uma das dependências do Palácio Jarbas Passarinho, ainda, segundo o seu diretor, não conseguiu uma audiência com o senhor Prefeito Municipal. Sinal de que a questão da divisão do Estado não está massificada no meio dos diversos segmentos santarenos.
Benedito Guimarães, quando jovem foi líder estudantil, mantinha campanhas filantrópicas, para os tuberculosos, que habitavam uns barracões, onde hoje é o Hospital São Camilo. Lembro-me bem, quando garoto, que ele organizou a primeira feira livre de Santarém, na Praça antiga Rodrigues dos Santos. Ia com os demais estudantes da ASEAS, onde com dois caminhões, um do seu Gonçalo Lima e o Belarmino Paiva Lima, juntamente com estudantes iam buscar os produtos nas colônias para venderem na Praça. Ajudou muito nas Campanhas sociais com apoio do Dom Tiago, além de atuar na política – vereador, deputado estadual e deputado federal – e na vida esportiva como um dos últimos abnegados do São Francisco.
E assim, é bom que julgue muito bem a questão da história e do merecimento para que não se apague no tempo, a nossa combalida história, a também, desprestigiada cultura santarena, pelos seus próprios filhos que se empolgam com as cópias de outras culturas.
UMAS E OUTRAS: Gostei de ver a atuação de agentes da SMT no aeroporto de Santarém, por volta de três horas do dia 10/08/2017, organizando o trânsito para não se estacionar em lugar onde impedido. Aí me lembrei que este mesmo zelo não tem na zona comercial de Santarém, no Mercadão 2000 na feira da Cohab, feira do Aeroporto Velho aos domingos. Qual a razão? Ou estão folgando de dia para trabalhar de noite ou tem um destacamento especial para o aeroporto pela parte da noite. //////// Num País, “quebrado”, como se diz na gíria, acabam de aprovar para a reforma eleitoral, três bilhões e seiscentos milhões de reais, para as eleições de 2018 porque não vai ter caixa 2. Será? É uma afronta ao eleitor. E o salário mínimo R$ 979,00. ////// Nesta sexta feira, tem BAILE DE SAUDADE em homenagem aos pais, numa promoção da Associação dos Ex Alunos do Seminário São Pio Décimo, na Sede do Fluminense. Imperdível.

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