Annabelle 2: A Criação do Mal – Crítica

Annabelle 2: A Criação do Mal

(Annabelle Creation)

Por: Allan Patrick

“Invocação do Mal” se tornou um grande sucesso de público e crítica e uma das melhores sagas de terror da atualidade com suas duas produções dirigidas pelo mestre do terror James Wan, mas erra feio ao tentar realizar um spin-off focado na boneca “Annabelle” (2014) com um filme realmente muito ruim, notoriamente criado às pressas, para angariar dinheiro para o estúdio.
Com a iminente criação de um universo cinematográfico que alguns críticos estão chamando de “Envocaverso” no estilo ‘Dark Universe’ da Universal Pictures, a Warner Bros. reuniu um time de profissionais super competentes para dar sequência a “Annabelle”, começando pela escolha excepcional ao chamar David F. Sandberg para dirigir “Annabelle 2: A Criação do Mal” (Annabelle Creation). Visando criar esse universo cinematográfico, baseados nos monstros apresentados nos filmes da franquia “Inovação do Mal”, inclusive nesta nova produção da boneca demoníaca aparecem algumas pistas que nos liga às futuras produções dentro desse universo.


Logo após ter acabado de comandar o sucesso “Quando as Luzes se Apagam”, Sandberg foi logo escolhido pelo estúdio, e de fato, consegue tirar o gosto amargo e sem sal do primeiro filme ao criar uma nova história de origem para a boneca do “coisa ruim”, muito mais sombria e interessante do que aquela apresentada no primeiro filme. Mostrando situações que realmente nos remetem ao medo, nos fazendo arrepiar até o último fio de cabelo da cabeça, ocasionando aquele calafrio na espinha, principalmente quando o diretor opta pelo silêncio em cenas que nos trazem muita tensão.


Em “Annabelle 2: A Criação do Mal”, anos após a trágica morte de sua filha, um criador de bonecas e sua esposa recebem em sua casa uma freira e cinco meninas de um orfanato que foi fechado, e elas rapidamente começam a descobrir a verdade por trás de Annabelle, a boneca possuída criada pelo anfitrião. Uma das garotas foi afetada pela poliomielite e tem um problema em uma de suas pernas, se tornando alvo fácil da boneca possuída. A partir daí, várias revelações e reviravoltas vão deixar o público boquiaberto com a origem da bonequinha sinistra.

É impactante como a sequência traça um caminho completamente diferente do primeiro filme e consegue capturar o clima assustador dos dois filmes “Invocação do Mal”, sendo até mesmo considerado facilmente como uma sequência direta de “Invocação do Mal 2”. E este é o principal acerto do filme. Sandberg consegue copiar todo estilo de filmagem de James Wan, construindo um clima sinistro na primeira hora da produção antes de começar a assustar sua plateia, desenvolvendo cada personagem, fazendo com que cada um tenha sua importância na trama, causando empatia com o público, para que nós possamos sofrer todo aquele clima junto com as personagens, quando as coisas começam a ficar mais obscuras, você teme pela vida de cada uma, chegando ao ponto do nosso batimento cardíaco bater na velocidade do batimento das protagonistas, acredito que nos identificamos tanto com elas, pelo fato delas fazerem coisas no momento de desespero, exatamente como alguns de nós faríamos e esse é outro acerto.

O elenco e sem dúvidas um show à parte. A atriz mirim Talitha Bateman, que interpreta Janice, a garotinha com problema na perna, comanda todo o espetáculo com uma atuação muito competente. Sua co-protagonista é a brilhante Lulu Wilson (essa menina tem futuro), que já havia roubado a cena em “Ouija 2 – Origem do Mal” e já pode ser eleita a nova queridinha de sua geração, esbanjando talento em filmes de terror. Temos também a sempre talentosa Miranda Otto, que apesar de ter pouco tempo em tela, é essencial para o desenrolar da história.
Os famosos clichês do gênero estão presentes no filme, mas embutidos de forma muito competente, e não estragam em nada a experiência, “Annabelle 2: A Criação do Mal” é um filme assustador e ao mesmo tempo divertido, que desempenha seu papel com competência diante da franquia “Invocação do Mal” e é de longe, melhor que o primeiro. A trama se conecta com os episódios anteriores e os que virão, como “A Freira’ e ‘Invocação do Mal 3”, deixando o público querendo mais… Ah, quase ia esquecendo, o filme possui DUAS cenas pós-créditos. Minha nota 9,0!

 


DICAS NETFLIX

NU

(NAKED)

Na trama, conhecemos Rob (Marlon Wayans), um professor substituto que não quer se dedicar tanto ao trabalho, e lá se vão anos. Sua noiva, Megan (Regina Hall), uma médica de sucesso vinda de uma família de um grande empresário, Sr. Swope (Dennis Haysbert), acredita que Rob um dia irá mudar e o defende de sua família. Assim, os apaixonados resolvem casar. Chegando no grande dia do casamento, uma situação, no mínimo, inusitada acontece: Rob acorda completamente como veio ao mundo em um elevador de um hotel que não era o que estava hospedado. Para completar a loucura, o dia mais desesperante da vida dele começa a se repetir inúmeras vezes. Minha nota 7,0.

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