Eduardo Fonseca Ed. 1166

A VOLTA DA COROA DE AREIA

Eu fiz questão de ir até lá para caminhar um pouco e sentir aquela areia meio encardida. (Era branquinha na minha infância), para sentir se era a mesma areia da nossa tão afamada “Coroa de Areia” que a natureza apresentou para os santarenos. Mas o homem, esse animal, oportunista e desalmado, fez questão de destruí-la. No entanto, a natureza é valente, resiste, resiste. Demora, mas reaparece se o homem se descuidar e deixar, é claro!
A primeira vez que fui à Coroa de Areia fui levado pelas mãos do meu saudoso pai. A turma dele brincava pelada na Coroa de Areia e nós crianças, já meio crescidos, tomávamos banho na beira, sem aquele célebre aviso. Não sai da “beira”! Cuidado! Naquela parte para lá é mais fundo! Deixava-se até a Vera Paz de lado. Esta ficava para as noites de luar (como a de ontem à noite) e ali se fazer uma Piracaia: peixe, limão, sal e pimenta malagueta, ao som de um violão.
Os donos das embarcações respeitavam a Coroa de Areia. Também naquela época, não era essa quantidade de embarcações que tem hoje. Que já tem, me parece, até uma Secretaria Municipal de Portos que é semelhante ao Caviar do pagode do Zeca Pagodinho: “nunca vi, nem comi, eu só ouço falar”. Pois é! Só se ouve falar que tem, mas não se vê nenhuma atividade. Mais tarde com o número crescente de embarcações que tomaram conta de toda a orla de Santarém, os barcos, eram notificados pela Capitania, para não ancorarem ali. E cumpriam.
Passada essa preocupação romântica. Hoje já não existe mais por parte da Delegacia Fluvial, creio eu, porque os barcos estão atracando de ambos os lados. E a água não presta mais para banho, porque além da descarga dos dejetos dos barcos, dos esgotos, das fossas residenciais, ainda tem aquele mercado de peixe, – que chamam, não sei por quê? de “tablado”, que muitas coisas são jogadas ali no rio Tapajós. De Belo, apenas uma ou outra garça que vem pousar no beiral do mercado. Embaixo na areia estão os urubus se alimentando dos restos de vísceras dos pescados. Aliados ao mau cheiro da água de esgoto que desce para o leito do rio.
Depois de alguns anos, já universitário na capital do Estado, em uma de minhas férias, coincidiu e pude ir até a Coroa de Areia. Ainda tinha uma acanhada pelada, mas o gostoso era sentar na areia, mergulhar para o lado do rio mais cheio e apreciar a natureza da antiga Ponta Negra e tomar uma “Mangaratiba”, para esquentar, era o que orçamento permitia comprar. E sentir a água gostosa do Tapajós, enquanto uma ou outra criança, “empinava papagaio”, tranquila e alegre. Outros comiam melancia nas margens. Outros pescavam com meio litro a pesca do “enfia”. Outros tomando a sua “Correinha”, cachaça de rolha, com limão. O que se via era um verdadeiro piquenique, sem violência.
Voltei para Santarém, após quinze anos fora, digamos assim. E aqui observei a ausência dessa beleza que o Tapajós nos apresentava e nos presenteava, quando começava a baixar a água. Por alguns tempos não tivemos a Coroa de Areia, mexeram demais com a natureza, mas de vez em quando ela tentava aparecer, como agora, apareceu tímida e a população santarena, que já está ficando muito branca e aloirada não se dá nem conta. Também pudera! Os montes de embarcações que tomaram conta do local não deixam que se veja essa beleza da natureza. Mas para mim que curti as praias da frente da cidade, não poderia deixar de ir visitar um marco da minha Cidade e da minha infância a “Coroa de Areia”.
UMAS E OUTRAS: Virou moda na cidade que quando se quer fazer alguma coisa se diz que foi determinação da Promotora de Justiça do estado do Pará, Maria Raimunda. Pois é! Soube da última. O recém nomeado administrador do Mercadão 2000 informou, aos produtores orgânicos que vendem, nos dias de sábados, em um espaço acanhado ali, de que não poderiam mais usá-lo nos dias de sábado, nem outros dias da semana, por ordem da Promotora de Justiça do Estado do Pará, Maria Raimunda, e que ali seria construída uma praça, não lhe ofereceu nenhuma alternativa para ficarem ali e atenderem seus fregueses. Ainda não se sabe se tem algum cunho de verdade, ou estão usando o nome da Promotora para poder fazer alguma coisa, sem que haja reação, com o servidor público e, assim, a população, passe a criticar a Promotora. ////// Se o governo se preocupasse em fazer as coisas funcionarem a contento em benefício da população, não seria necessária a interferência do Ministério Público, através da Promotora. ///// Um exemplo é a Operação Calçadas Livres, que só funciona em alguma parte da cidade e ainda não chegou em outras, como na Borges Leal esquina com Prof. Luiz Barbosa, a lavanderia ali existente usa todo o espaço da calçada para estacionamento dos veículos dos sócios ou proprietários do estabelecimento, quem quiser andar que ande na rua arriscando a ser atropelado por um carro ou pela rainha de proporcionar acidentes: as motos e aos chamados mototaxistas. /////// Pela quantidade de emendas supressivas, aditivas, modificativas, no Projeto da FAIXA AZUL, para regulamentar o pagamento do estacionamento na via pública e pela quantidade de isenções (policiais Militar e Civil, deve seguir os Bombeiros, veículos de transporte de valores. Deve-se cumprir a Lei da Acessibilidade, dos idosos, oficiais de justiça, até mesmo, as viaturas da Imprensa, aí deve seguir os comerciantes, moradores da área, etc e etc). A ficar assim e mais os que irão pedir para ser incluídos, a Lei da FAIXA AZUL vai deixar o município no VERMELHO. //// Por sinal, durante a votação das emendas desta Lei. Por ocasião da rejeição de uma emenda proposta pelo vereador Antônio Rocha e Ronan Lira, ouviu-se uma sonora gargalhada do vereador Valdir Matias, que defendia a rejeição da emenda. A partir daí foi um show de decoro parlamentar. Com agressões verbais de ambos os lados. Agora, imaginem qual a impressão das pessoas que estavam assistindo à sessão pela primeira vez. Que bela atuação dos nossos representantes, ou os edis, e que são muito bem pagos pelo povo. Lamentável! ///// Quero lembrar aos amigos e parentes que no dia de hoje, no ano de 2005, deixava-nos o meu saudoso e querido pai ÉLVIO FONSECA, lembre-se dele em suas orações, pelos doze anos de sua ausência e de que se encontra desde aquela data na mansão celeste. ////// Nesta sexta feira o FLUMINENSE reinicia suas promoções sociais. Esta será uma promoção filantrópica, para ajudar o músico e intérprete RICK MIRANDA que se encontra em tratamento de saúde. A promoção será coordenada pelo cantor AMIARILDO, com a BANDA ESTAÇÃO PONTO COM e seus convidados. Participe!.

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