A Morte Te Dá Parabéns! – Crítica

A Morte Te Dá Parabéns!

(Happy Deathday)

Por: Allan Patrick

Um dos super sucessos que teve grande êxito com a crítica e com o público em 1996, foi a icônica e inesquecível produção “Pânico”, que trouxe força e vigor ao subgênero “slasher movies”, e que inspirou outros derivados de sucesso seguindo a sua linha, como “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado” e “Lenda Urbana”, entre outras produções de pequeno porte que não vou citar. Com o passar dos anos centenas de produções foram feitas, assim desgastando o subgênero, ocasionando a abertura de outros subgêneros do terror, como os filmes de possessão demoníaca e a onda do momento, os found-footage, que são gravados em primeira pessoa como “A Bruxa de Blair” e “Atividade Paranormal”.

Tenho certeza que os fãs da franquia “Pânico”, sentiram muita falta dos filmes de assassinos mascarados, mas agora em 2017, o subgênero retorna das cinzas, com uma produção a altura, produzindo sensações que há anos não sentíamos no cinema, trata-se de “A Morte te dá Parabéns”.

A história acompanha Tree, uma universitária festeira que adora se embebedar para esquecer seus problemas. No dia do seu aniversário, ela é assassinada por um vilão mascarado mas acaba acordando novamente no mesmo dia, e começa a revivê-lo e morrer das mais variadas e inovadoras maneiras possíveis, até descobrir a identidade do assassino e seus motivos.

“A Morte te dá Parabéns” acerta em cheio, ao usar em uma trama batida introduzindo elementos inovadores, que podemos até denominar uma mistura de “Pânico”, com “Feitiço do Tempo”. O produtor Jason Blum aclamado e elogiado por sucessos como “Corra!”, “Uma Noite de Crime” e “Sobrenatural”, e o diretor Christopher Landon utiliza os batidos clichês do gênero, mas consegue revertê-los de forma criativa e agradável.

Mas o brilho do filme está concentrado na atriz Jessica Rothe, que por sinal está sensacional no papel da protagonista, é incrível como ela consegue nos convencer dos dramas e o terror psicológico que ela carrega naquele momento e na minha opinião já pode até ser considerada uma “scream queen” desta época, papel que já havia sido desempenhado por atrizes como Neve Campbell e Jamie Lee Curtis. O elenco traz jovens atores talentosos, e quem também merece destaque é o co-protagonista Israel Broussard. Temos um casting sensacional aqui.
Porém é importante esclarecer que não se trata de um filme de terror, podemos associá-lo mais na categoria suspense, aqui damos mais risadas do que pegamos sustos, mas com toda certeza isso não abala a qualidade da produção que relembra os clássicos slashers mas ao mesmo tempo os critica. É um deleite para os fãs da franquia “Pânico”, afinal, a grande diversão aqui é tentar descobrir quem está por trás da máscara. “A Morte te dá Parabéns” é um ótimo filme que promete reviver o subgênero esquecido nos anos 90, e definitivamente merece ser visto nos cinemas.
“A Morte Te Dá Parabéns” (Happy Deathday) está surpreendendo nas bilheterias norte-americanas e demonstrou o poder da produtora Blumhouse, de “Corra!” e ‘Uma Noite de Crime’. Para se ter uma ideia, o suspense arrecadou US$ 26,5 milhões em seu primeiro fim de semana e conseguiu tirar a liderança de “Blade Runner 2049”. O valor é mais alto do que as expectativas iniciais do estúdio, que girava na casa dos US$ 20 milhões. Mesmo sendo uma super produção, reconhecida e elogiada mundialmente por seus fãs, “Blade Runner 2049” já pode ser considerado um fiasco comercial. Em sua segunda semana, fez apenas US$ 15 milhões, com alta queda de 55% em relação ao fim de semana passado. O orçamento foi de altos US$ 150 milhões. “A Morte Te Dá Parabéns” realmente me surpreendeu, e mesmo muito cansado e com sono, por estar na última sessão do cinema, me diverti muito e recomendo. Minha nota 8,5!


DICAS NETFLIX

Trocando os Pés

(The Cobbler)

Um solitário sapateiro de Nova York (Adam Sandler) costuma consertar os sapatos de clientes experientes na arte de viver: que frequentemente tiram férias e vivem aventuras. Ao lado de seu amigo barbeiro (Steve Buscemi), ele espera a sua própria aventura, e vê a vida passar diante de seus olhos. Quando recebe uma generosa herança de família, surge a possibilidade do trabalhador assumir outro papel e ver o mundo de uma forma diferente. Trocando os Pés é uma comédia dramática, de tom familiar, doce e praticamente inofensivo. Minha nota: 6,5!

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