Tribunal amplia pena de Vaccari Neto de 10 para 24 anos

O  ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto teve a pena de uma de suas condenações na Lava Jato aumentada de 10 anos para 24 anos de prisão. A decisão foi anunciada na manhã desta terça-feira (7), por unanimidade, pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Corte responsável pelos recursos às sentenças impostas pelo juiz Sérgio Moro.

Nessa ação penal, Moro condenou  João Vaccari  por prática de corrupção passiva em esquema de pagamento de propina do Grupo Keppel em troca de contratos para o fornecimento de sondas para a exploração do pré-sal pela Petrobras. O ex-tesoureiro do PT já havia sido condenado em outras quatro ações penais e obteve duas absolvições no TRF-4 . Com a nova decisão do Tribunal, agoras suas penas já ultrapassam os 35 anos de prisão.

“Vaccari, direta ou indiretamente, em unidade de desígnios e de modo consciente e voluntário, em razão de sua posição no núcleo político por ele integrado, solicitou, aceitou e recebeu para si e para o Partido dos Trabalhadores os valores espúrios oferecidos pelo Grupo Keppel Fels e aceitos também pelos funcionários da Petrobras, agindo assim como beneficiário da corrupção”, afirmou o relator do recurso, desembargador João Pedro Gebran Neto, durante o julgamento nesta manhã.

João Santana e Mônica Moura

O tribunal também julgou na manhã desta terça-feira os recurso propostos pelo casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelas campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). Os marqueteiros haviam sido condenados por Moro por crime de lavagem de dinheiro e tiveram as penas mantidas em 8 anos e 4 meses de prisão.

Os desembargadores do TRF-4 também mantiveram a pena imposta ao operador Zwi Skorniczi em 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão.

Em nota, a defesa de João Vaccari Neto afirmou que irá recorrer da decisão do Tribunal e que as acusações são baseadas apenas na palavra de delatores. O ex-tesoureiro está preso desde abril de 2015 no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e já teve vários pedidos de liberdade rejeitados pela Justiça. O último deles foi negado justamente pelo TRF-4, em setembro.

Fonte: Último Segundo – iG

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