Eduardo Fonseca Ed. 1173

CÍRIO 99

“A Cidade outra Vez se embandeira”, pela nonagésima nona vez. E no próximo ano de 2018 será o histórico Círio Centenário.
E mais uma vez o povo contrito dando demonstração da sua fé vai em romaria levando a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos “mocorongos” em procissão se “arrastando que nem cobra pelo chão”.
E o povo caminha da Igreja de São Sebastião, no bairro da Prainha, até o elevado da Praça da Conceição, caminhando direto por toda a extensão da Av. São Sebastião, indo até a Av. Cuiabá, recebendo suas homenagens em todo o seu percurso, até a maior delas, na esquina da Cuiabá com a Av. Tapajós: a dos estivadores, fogos!, fogos!, fogos!, que por longos anos, foi mantida pelo seu idealizador, o saudoso presidente do sindicato dos estivadores, conhecido popularmente por “Chico Caroço” (não havia naquela época leis que diziam que o cognome era crime de discriminação ou bylling), aí tínhamos: “Faieco”, “Manduca”, “Dudu”, “Basinho”, maestro “Isoca” comandando uma das bandas que animava o Círio, Matamatá (meu tio Arildo). “Caixa d’água”, “Leão”, “Porco”, “Fubá”, “Seu Pepeu”, “Ximica”, entre muitos outros personagens que não faltavam no Círio de Nossa Senhora da Conceição, de outrora.
Aí lembro das figuras tradicionais dos santarenos que acompanhavam o círio, dentre elas. O mestre “Caracho”, ía com uma vara suspendendo os fios das bandeirinhas ou o dos postes, fios para transportar a eletricidade, que anteriormente era baixinhos, para a imagem passar. Juntamente com “Babico”, sempre acompanhando descalço, iam pelo chão, este na grande maioria coberto com folhas de mangueiras. Seu Otávio Pereira e o serviço de propaganda volante Guarany, Machadinho, comandando a barca da santa. Hoje temos uma boa parte coberto com papeis picados. E alguns moradores ainda capricham na ornamentação da rua ou das suas casas, geralmente, à noite e vai até pela madrugada, quase na hora da imagem da Santa passar, resolvem parar.
Ai passa para a outra parte do ritual, prepara – se a recepção dos amigos e familiares para se postarem em frente até a hora da romaria passar, uns doam água, uma tradição antiga, que vi quando criança, pessoas colocarem uma mesa com um pote e um pucaro e copos às vezes delata de leite moça, servindo água, para os romeiros.
E depois vem o almoço em família. O pato no tucupi, pelo menos, não falta. Mas em lares mais abastado tem além dele a maniçoba, o sarapatel, o desfiado de pirarucu seco e de outros bons acompanhamentos. Dá-se então, a verdadeira confraternização entre as famílias santarenas, antecedendo o Natal.
Na chegada da procissão, fogos! fogos! fogos!, a missa celebrada pelo nosso bispo “Pop”. Um copão de garapa, na quase secular garapeira Ipiranga,, com “Caxiado”, Dona “Ninita” e a musa Dalila, uma paisagem da Pérola do Tapajós.
Então vem o arraial! Com as barracas multicoloridas, já não são mais aquelas de brinquedos que divertiam as crianças, os tiro ao alvo, a casinha do preá, ainda há a de vendedores de algodão doce, e muitos balões e outros brinquedos em plástico, com ar, ou seja, infláveis. Nas noites, são noites das diversas paróquias, promovendo as cerimônias religiosas além das apresentações culturais , e logo após a volta pelo arraial, pelo “largo” que já não é tão animado, como outrora. E aqui em Santarém, sumiram os brinquedos artesanais feitos de Miriti.
No arraial deste ano, as barracas se modificaram um pouco e nelas deve aparecer, com certeza, o jogo de azar chamado de “Maria Pretinha”, terá também, outras formas de jogos que já se instalaram na Praça da Matriz, “A Rifa” trazida por colombianos, Peruanos, Haitianos e agora terão Venezuelanos.
Outro cuidado deve se ter no entorno dos mercados, ali proliferam outros desmandos e outras irregularidades que o pessoal da Civil e da Polícia Militar se encarregará de deixar os romeiros mais sossegados.
E que mais uma vez se peça a Nossa Senhora da Conceição que proteja a todos nós, e também, os romeiros, os pagadores de promessa, há! Estes estão sumindo, talvez por respeito humano. O tijolo na cabeça, a melancia no ombro, os livros, a casa em miniatura, parte representativas do corpo humano, em cera. O carro dos milagres!
No lado profano, Nossa Senhora não deixe de nos proteger livrando-nos principalmente do ataque dos “galerosos”, “trombadinhas”, “Trombadão”, “panterinhas”, “calça fofa” e os” tatuados”, que tirarão onda de trabalharem como mototaxista, para pegarem as vítimas. Cuidado romeiros!////////////////////////// /////// No dia próximo 08 de dezembro, dia da Festa da Nossa Padroeira, será a abertura do 5º encontrão dos ex alunos do Seminário São Pio Décimo, será no auditório do Hotel Sandis, até o dia 10.12.2017. estão convidados todos os ex alunos do Seminário São Pio Décimo de Santarém, que ali estudaram de 1962 a 2017. Contatos (093) 99176-4472 sejam bem vindos! Não haverá taxa de inscrição!//////////// Hoje no FLUMINENSE, para receber os romeiros tem um BAILE DE SAUDADE, promoção do Clube Master Santarém, a partir das 23 horas, com PATRICK e Banda, participação especial de ODILSON MATOS E IVONE. Imperdível!

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