Eduardo Fonseca Ed. 1182

A FEIRA DO VER-O-PESO, EM BELÉM. O TABLADO EM SANTARÉM E A OPINIÃO PÚBLICA!

Estive ausente, como é normal no final do ano, visitando as filhas, netos e netas, fazendo os genros gastarem um pouco para paparicar o sogro!…. E logo que chego à “Pérola encantada do Rio Tapajós”. A polêmica!
Tenho acompanhado a querela do caso da Feira do “Tablado’, em frente ao Mercadão 2000, no bairro do Laguinho, na nossa Santarém. É um tal de sai não sai! Fica não fica, dilata o prazo e assim vai se passando o tempo, e os feirantes vão ficando assim como o povo na incerteza.
Ora, para os que conhecem, como eu e quase os cem por cento dos santarenos conhecem a feira do Ver-o-Peso em Belém do Pará, ela como a nossa Feira do Tablado está localizada à margem de rio, a nossa do Rio Tapajós e a do Ver-o-Peso às margens do rio Guamá. E veja só Ver-o-Peso. Inaugurada em 1625 no antigo Porto do Pirí, a Casa de “Haver o Peso”, que inicialmente era apenas um posto de aferição de mercadorias e arrecadação de impostos, viria a constituir um grande mercado aberto. Um dos maiores do mundo. E nem por isso durante todo esse período se quis retirar de lá por uma questão, higiênica, estética, ambiental. Fez-se foi melhorar a sua urbanização e organização para melhor atender a população de Belém e dos visitantes, turistas de todos os cantos do mundo.
No aniversário do Ver-o-Peso tem bolo, tem festa, principalmente com apresentação da dança do carimbó, fogos e participação não só feirantes que ali vendem peixe, comida, especialmente, açaí com pescadinha frita ou camarão. Frutas regionais, verduras, folhas e ervas, perfumes e banhos de cheiro atrativos. É um patrimônio do povo de Belém, e do Pará.
Por que o tablado de Santarém não pode permanecer ali? Ou querem retirá-lo por uma questão de estética? Não creio que seja por vaidade pessoal? Não está atendendo bem a população?
A população santarena já se acostumou com o tablado naquele local há precisamente trinta e três anos, (o Mercadão, que era para o ano 2000 foi inaugurado em 1985), veja só, desde lá que a população santarena vai ao local para fazer suas compras, principalmente porque lá há venda diária de farinha (algumas embaladas no paneiro), tapioca, frutas, queijos, piracuí, abano, bolsas, cuias, tipiti e até peixe seco, além de ser ponto de referência para a comercialização dos produtos vindos não só da zona ribeirinha, ou transamazônica, principalmente banana, pois como se sabe os grandes navios graneleiros que vewm do Trombetas, principalmente, derrubaram as nossas bananeiras das várzeas.
Ora se preocupar com o tablado e não se preocupar com o comércio de peixe em caminhões, pesados no meio da rua, exposto, na calçada estes e outros alimentos que serão vendidos para a população expondo – não há risco, é enxergar só de um lado! Ou seja, só enxergar os problemas causados pelo lado do tablado. E os do entorno?
Por outro lado, parece-me que nada se tem feito contra o porto da Cargill que está “avacalhando” mais ainda com a cidade, onde outrora foi uma da mais lindas praias urbanas de Santarém – a Vera Paz, e os moradores do bairro do Laguinho, aspirando o pó da soja e outros grãos que são embarcados por ali, e os nossos já raríssimos peixes que hoje há por lá, estão se alimentando desse pó que polui o nosso rio azul.
E nem por isso querem impedir ou impediram de que acabassem com mais de sete campos de futebol, que eram utilizados para o lazer da garotada do bairro, destruíram até o sítio arqueológico, existente ali, segundo Pesquisadores da UFPa, que assim afirmaram, para dar lugar aquele amontoado de ferros, paus que está mais para sucataria e, não são incomodados, não prejudica a paisagem, a higiene, nem a estética, nem é crime ambiental.
E agora estão destruindo a última área de lazer do Laguinho, o campo existente ali, a da ASSIBAMA, associação dos funcionários do IBAMA, para construir a sede do ICMBIO – Ah! Saudades dos falecidos Francis Moura e Reginaldo!
Mas como costumam fazer audiências públicas, para tomar certas medidas de interesse da população que tal fazer, pelo menos uma pesquisa, como a Secretaria de Cultura fez em Alter do Chão, para se saber quem é a favor da permanência do tablado ou quem é contra. A população deve opinar, pois é ela quem usa, a Feira do Tabalado. É ela a grande beneficiada. Não basta apenas trocar de lugar transferir para outro lugar. Precisa sim, fazer um controle uma fiscalização, quanto ao zelo, higiene na manipulação dos alimentos. Que não vai se transformar em crime ambiental como o cais da Praça Tiradentes.
E os outros bairros de Santarém que não tem feira? Retirando o tablado dali vai resolver as necessidades de Santarenzinho, Rodagem, Caranazal, Maracanã, Cambuquira, Maicá, Urumari, São José Operário, Jardelândia, Amparo e Conquista, entre outros. Não merecem ter um mercadinho, com feira, como o mercadinho da Prainha, Tupaiulândia (Rodagem) e o da Buchada?
Quanto ao meu voto, sou pela permanência da Feira do Tablado e que lhe dê mais condições de atendimento da população, com higiene, organização setorial e limpeza. Tenho certeza que muitos concordam comigo! ///////// Há uma lavanderia na Av. Borges Leal, com a Trav. Prof. Luiz Barbosa, que me parece se considerar privilegiada, não respeita o Código de Postura do Município de Santarém, ou ninguém a incomoda. Continua estacionando veículos na calçada, inclusive, com sinalização, e o pedestre, vai para o meio da rua. E aí autoridades? ///////// Durante o mês que estive ausente perdi um grande amigo, e médico da minha família. Médico de família, na verdadeira acepção da palavra, O DR. ALBERTO TOLENTINO SOTELO, não foi só a minha família que se privou desse amigo e médico. Foi Santarém que perdeu um grande profissional que fez desta a sua Terra e aqui dedicou mais de cinquenta anos de sua vida prestando bons serviços. Minhas solidariedades aos seus familiares, principalmente, a minha amiga e colega Advogada Kátia Tolentino, Marcela Tolentino, Ricardo e Dr. Alberto e que o Senhor na sua Infinita bondade o receba em uma de suas moradas. ////////////. Também nos deixou a Senhora ZUÍLA CRUZ, esposa do seu CRUZ, genitora do Manuel Cruz da Banda Savana e da escritora Paula e irmã do meu ex-colega do Seminário São Pio X, DJALMA, residente em Manaus., minha solidariedade à família. ////// Também nos deixou e foi para a outra esfera espiritual, o meu amigo, ex-treinador do FLUMINENSE, PEDRO OLAIA, minhas condolências aos seus familiares, a todos RESQUEST IN PEACEM. /////// Hoje, no FLUMINENSE, o Baile de Saudade, com a melhor dupla romântica de Santarém. Milton e Milena, a partir das 22:30 horas. Imperdível!.

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