MILTON CORRÊA Ed. 1204

COMO NEGOCIAR UM AUMENTO DE SALÁRIO AINDA EM 2018?
Por Marcelo Olivieri (*)
Já estamos no meio do ano e, apesar da promessa de recuperação econômica prevista no início do ano, as incertezas eleitorais e a greve dos caminhoneiros tornaram 2018 uma caixinha de surpresas. Todo esse contexto torna a negociação de aumento de salário ainda mais delicada. Apesar disso, é possível conquistar um reajuste na folha de pagamento que esteja à altura dos resultados que foram entregues no primeiro semestre.
A maioria das pessoas acha que o aumento de salário precisa estar atrelado ao aumento de trabalho, mas a verdade é que a negociação é feita em cima do que já foi entregue, e não como uma promessa para entregar mais. Nesse sentido, o primeiro passo para conseguir negociar um aumento é fazer um bom trabalho dentro das funções que você já tem. E, por fazer um bom trabalho, entende-se planejar metas e prazos, mensurar resultados e fazer as entregas dentro ou acima do esperado.
Quando se está diante da liderança pleiteando uma remuneração maior, ou uma promoção, você precisa “provar” porquê merece aquele reconhecimento. Nada melhor do que números para sustentar seu argumento. Sempre sugiro que o profissional faça um levantamento de seus resultados, projetos concluídos, os desafios que surgiram e como foram superados, e metas atingidas. Mostre o que tem feito pela empresa, pela área, pelos seus colegas.
O marketing pessoal também faz diferença nessas horas. A maneira como o profissional é visto e se expõem diante dos pares e líderes, influencia no tom de sua negociação. Como a imagem que passamos não se constrói do dia para a noite, mas sim ao longo do relacionamento, a dica é manter-se bem visto por todos.
A melhor maneira de medir seu desempenho é pedir feedbacks constantemente da liderança. Isso mesmo que você leu, peça por feedbacks, não fique esperando as reuniões de calibração anuais, até porque ainda não são todas as empresas que incluem esse tipo de oportunidade como parte dos processos internos.
Dessa forma, o termômetro estará sempre regulado e o profissional conseguirá escolher o time perfeito para ter essa conversa. Outra variável que precisa ser coloca no papel é o momento econômico da empresa. Se o mercado não está indo bem, demissões estão acontecendo por falta de dinheiro, não adianta reunir dados sólidos e argumentos convincentes. O “não” será uma resposta certa nesses casos. Vale o bom senso entre as metas que o profissional alcançou e o impacto que a empresa está sofrendo com a crise ou incertezas do mercado.
Se para a maioria dos profissionais o assunto ainda gera frio na barriga, do outro lado da mesa a liderança também precisa se preparar para ter essa conversa. De modo geral, durante a negociação, além de avaliar os resultados, a empresa também vai olhar o conjunto da obra. Ou seja, quais as habilidades comportamentais e técnicas, se ele busca assumir riscos e responsabilidades, se possui bom relacionamento interpessoal, se investe em treinamentos e aperfeiçoamento profissional.
Quando a empresa não tem uma política de remuneração clara, plano de carreira definido, a negociação pode demorar um pouco mais, uma vez que o líder precisará analisar com calma a demanda profissional. Em muitos casos, o líder direto também precisará submeter o pedido para uma gestão superior ou diretoria. Para não criar expectativas que talvez não possa cumprir, é importante acolher os argumentos sem fazer promessas.
Nem sempre o profissional receberá um “sim” como resposta e, caso isso aconteça, o melhor caminho é entender e alinhar com o seu superior o que precisa ser feito para alcançar essa meta. O “não” precisa ser seguido de um feedback bem estruturado, acompanhado dos motivos e de novos alvos a serem buscados. Caso contrário, o funcionário ficará desmotivado e certamente irá se descolar do propósito empresarial.
Terminar 2018 com um salário maior do que o começou requer, acima de tudo, muito trabalho e dedicação. A boa notícia é que estamos entrando no segundo semestre. Aqueles que alcançaram as metas precisam mensurar seus resultados e defender o aumento. Os que ainda não alcançaram, tem tempo para virar o jogo e buscar uma remuneração maior ainda esse ano.
(*) Marcelo Olivieri é bacharel em psicologia e possui MBA em Gestão Estratégica. Com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de marketing e vendas, Olivieri é diretor da Trend Recruitment.

GOLPE POR WHATSAPP USA O SAQUE DO PIS PARA ENGANAR USUÁRIOS
Caixa Econômica Federal esclarece que não solicita informação de dados ou senha pessoal para verificação de direito a benefícios sociais. Milhares de pessoas caíram, em mais um golpe de hackers. Desta vez, a mensagem falsa foi viralizada pelo WhatsApp e dizia que a pessoa que trabalhou de 2005 a 2018 tinha direito ao saque do PIS no valor de R$ 1.223,20. A reportagem é da Agência do Rádio, assinada por Cíntia Moreira. A fraude induzia o usuário a compartilhar a informação para 30 amigos ou grupos do WhatsApp. E só depois, a pessoa poderia fazer o saque. A disseminação de conteúdos maliciosos, como este, é bem parecida com outros golpes que já ocorreram neste ano. Normalmente há um link, que redireciona para uma página e solicita os dados pessoais do usuário. Por meio de nota, a Caixa Econômica Federal esclarece que não solicita informação de dados ou senha pessoal para verificação de direito à benefícios sociais. De acordo com o banco, no site e nas agências são disponibilizadas orientações de segurança com o objetivo de alertar seus clientes quanto ao risco de golpes, seja por e-mails spam, WhatsApp, sites falsos ou telefone.

VÍCIO EM VIDEOGAME É RECONHECIDO COMO DOENÇA PELA OMS
O diagnóstico considera, por exemplo, a falta de controle e a prioridade dos jogos na vida da pessoa. O vício em videogames foi incluído na nova Classificação Internacional de Doenças (CID) como perturbação mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O diagnóstico considera, por exemplo, a falta de controle e a prioridade dos jogos na vida da pessoa. A partir de agora, os médicos deverão estudar mais a fundo a questão. A reportagem é da Agência do Rádio, assinada por Cintia Moreira. Para o diagnóstico do vício em videogame, a OMS diz que é necessário haver um comportamento extremo com consequências sobre as “atividades pessoais, familiares, sociais, educativas ou profissionais” e, “em princípio, manifestar-se claramente sobre um período de pelo menos 12 meses”. O psiquiatra Cirilo Tissot explica que o mais indicado, nesses contextos, é observar o comportamento e procurar ajuda médica em casos mais graves. “Os médicos, há muito tempo, vem observando que existem certas pessoas que desempenhavam um comportamento patológico ao jogar. O problema é como o médico poderia diagnosticar isso se não existiam critérios de como descrever esta patologia. Então, a Organização Mundial da Saúde colocou esses critérios, que são exatamente assim: observar a pessoa no último ano e observar se no último ano a relação que ela tem com o seu objeto de prazer, no caso os jogos, desempenhava nesta pessoa uma falta de controle, em que ela deixava de cumprir com suas responsabilidades em função do jogo”. A pesquisadora Andrea Goulart, de 43 anos, fez mestrado na Faculdade de Ciência da Informação da UnB. No seu estudo, Andrea descobriu que, quando a pessoa joga videogame, ativa-se uma área no cérebro relacionada ao desejo por drogas. “Quando você faz uma ressonância magnética funcional, a área do cérebro que é ativada quando eles jogam é a mesma área do cérebro que também é ativada quando a pessoa usa drogas tipo cocaína, metanfetamina. Então, o quê que eles falam? Que este impulso de jogar, ativa as mesmas áreas cerebrais que são relacionadas pelo desejo por droga. Ele não precisa de uma substância química, para ser gerado. Ele é gerado pelo próprio cérebro”. Mas para a professora da Universidade de Brasília, Ivette Kafure Muñoz, que orientou o mestrado de Andrea, se a pessoa souber dosar, o jogo também pode trazer benefícios. “De maneira moderada, como tudo na vida, são oportunidades de criatividade, desenvolvimento, ajuda no aprendizado das crianças e dos adultos também”. A Classificação Internacional de Doenças, publicada nesta semana, traz códigos para as doenças, sinais ou sintomas e é usada por médicos e pesquisadores para rastrear e diagnosticar uma doença. Atualmente, o mercado mundial de games movimenta mais de cem bilhões de dólares por ano, sendo maior do que os mercados de cinema e música juntos.

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