Opinião | Jurassic Word – Reino Ameaçado – Sem Spoilers

JURASSIC WORD – REINO AMEAÇADO

(Jurassic World: Fallen Kingdom)

Por: Allan Patrick

Um dos filmes que despertaram minha paixão profunda pelo cinema sem sombra de dúvidas foi Jurassic Park de 1993, regido pelo maestro das superproduções Steven Spielberg, trazendo um filme notoriamente à frente do seu tempo, em uma época em que efeitos especiais eram raros, o homem conseguiu dar vida a dinossauros de uma forma convincente que deu origem a toda uma nova era de efeitos especiais, com uma ideia bastante original, Spielberg trouxe um novo público aos cinemas, amantes da fantasia, do fantástico, do impossível, arrastando milhões de dólares pelo mundo todo, mais precisamente US$ 914 milhões, lógico nessa época eu era uma criança, mas realmente pude ver como eram essas feras gigantes se ainda existissem. Devido ao retumbante sucesso de Jurassic Park, não demorou muito para acontecer uma sequência, O Mundo Perdido de Jurassic Park de 1997, com efeitos ainda melhores, podemos acompanhar os dinossauros soltos pela cidade, interagindo com o mundo moderno, eita… eu amei, logo após veio Jurassic Park III em 2001, sem a originalidade de seus antecessores, gerando uma animação morna entre os fãs, mesmo sendo a oitava maior bilheteria de 2001. A sequência de Jurassic Park III ocorreu quase quinze anos depois, quando Jurassic World chegou aos cinemas, onde, pela primeira vez, o parque dos dinossauros foi aberto. Assim como parques temáticos como Disney e Universal, em Jurassic Word vimos como de fato seria um parque de dinossauros. Jurassic World tornou-se a estreia de maior bilheteria da história do cinema, arrecadando US$ 524 milhões no primeiro final de semana, mas sendo ultrapassado seis meses depois por Star Wars: O Despertar da Força, que arrecadou US$ 529 milhões. Atualmente, é a quarta maior bilheteria da história do cinema, sendo a maior renda de um filme da Universal Pictures e o segundo da franquia a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão.

Steven Spielberg, responsável por tudo isso

Eis que então surge Jurassic World: Reino Ameaçado que traz em sua direção o excelente Juan Antonio Bayona, que traz um ar bem diferente ao filme, trazendo inovações, Juan é conhecido como o excelente diretor de filmes de terror e tensão como “O Orfanato” e “O Impossível. Jurassic World 2 pode ser considerado quase uma obra de terror, não é perfeito, mas dentro daquilo que se propõe é excepcional.

Ambientado três anos depois do filme anterior, Reino Ameaçado mostra o mundo após a chacina causada pelo terrível Indominus Rex. Muita coisa mudou e uma fatalidade está prestes a acontecer: o vulcão da Ilha Nublar foi reclassificado como “ativo” e pode entrar em erupção a qualquer momento. Diante disso, o governo dos Estados Unidos começa a fazer audições para saber se eles devem interferir e salvar os dinossauros restantes, ou se devem deixá-los na ilha para que a natureza possa agir.

Jurassic World: Reino Ameaçado é o segundo capítulo da trilogia, e não esconde a vontade de se diferenciar da franquia Jurassic Park. Mesmo com um enredo parecido ao de O Mundo Perdido(1997), podemos notar a diferença em seu desenrolar, deixando claro que não é apenas mais um reboot, e sim uma produção de conteúdo próprio e inovador.

Partindo dessa ideia, é obvio que os fãs da trilogia original iriam virar os olhos para essas novidades, desde o primeiro Jurassic Word, já podemos ter uma noção que essa saga traria uma pouco mais de imaginação e inocência chegando ao ponto de trazer à tona comparações, enquanto Jurassic Word, trouxe a nostalgia para os fãs, a sequência estampa o futuro da saga, trazendo um tom aterrorizante e mais tenso que o próprio “Jurassic Park: Parque dos Dinossauros” de 1993.  A nova ideia abordada no filme é bem surreal, mas a direção do filme conduz a trama de um jeito que te faz comprar a ideia e até mesmo ansiar pelo próximo capítulo. Não posso negar que saí da sala completamente surpreso e curioso para ver como irão lidar com o final de Reino Ameaçado.

As atuações estão à altura do primeiro Jurassic World. Chris Pratt, que tinha uma função mais humorística anteriormente, acaba tendo uma abordagem um pouco mais séria. Ele está numa representação perfeita do Indiana Jones de Harrison Ford, ele é bom.

Bayona entendeu o que a Universal queria e soube dar sua assinatura em cima do genérico. Certamente ele não está em seu melhor, como em O Orfanato (2007), por exemplo, mas é um trabalho muito competente. Ele cria tensão e faz suspense com os detalhes mais sutis. É uma das melhores coisas do filme.

Jurassic World: Reino Ameaçado é ideal para quem busca entretenimento de qualidade com toques de terror psicológico, com certeza vale o investimento no ingresso. Melhor que seu antecessor, se sustenta sozinho e promete novos rumos para franquia, deixa um gancho sensacional para o terceiro. Amei! Ah, tem cena pós-créditos. Minha Nota 8,0!

 


DICAS NETFLIX

A BARRACA DO BEIJO

(The Kissing Booth)

Melhores amigos desde sempre, Elle (Joey King) eLee (Joel Courtney) têm a inventiva ideia de gerenciar uma barraca do beijo durante um evento da escola. Para fazer da proposta um sucesso, a garota tenta convencer o galã Noah (Jacob Elordi), seu crush e irmão mais velho de Lee, a participar da brincadeira. Ele mostra-se irredutível, mas os dois acabam se aproximando como nunca, o que estremece a amizade de Elle e Lee. Minha nota 7,0!

 

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