Em extinção, puxadeiras ainda são referência em saúde na Amazônia

Dona Guilma atua há 28 anos com dom de ajudar os doentes

Em termo sociocultural, os últimos anos têm sido devastadores para algumas das manifestações típicas da região. Alvos de preconceitos de muitos, mulheres que exercem a vocação, dom e missão da cura utilizando métodos alternativos estão cada vez mais raras de se encontrar em Santarém.

Há alguns anos, era muito comum quando alguém tinha problemas de saúde relacionados com luxações, no braço, na perna ou nas costas, as pessoas procurarem os puxadores, na grande maioria eram idosos, pessoas que na prática não tinham o conhecimento da medicina, mas que por um dom dado por Deus, conseguiam resolver as mais complexas situações. Hoje, em pleno século XXI, essa prática está quase extinta. A cada ano fica mais difícil encontrarmos às puxadeiras. Nesta semana a equipe da TV Impacto encontrou uma senhora que tem feito a diferença na vida de muitos santarenos, não apenas com relação a membros ‘desmentidos’, mas em diversas situações, como tratamento de calvície, pedras nos rins, esterilidade, artrite, artrose, emagrecimento, manchas na pele, entre outros. Estamos falando de Dona Guilma, de 43 anos, moradora do bairro Amparo, na grande área do Santarenzinho. Ela atende de bebês a idosos, para todos os tipos de males. Além de puxar, ela produz remédios medicinais que tem gerado muitos testemunhos positivos em Santarém.

Dona Guilma é considerada “mãos de fadas”, pois trabalha há 28 anos com massagem relaxante e produz remédios caseiros desde os seis anos. Dessa produção de remédios caseiros e garrafadas brotaram diversas histórias como pessoas que não podiam engravidar e hoje estão com seus filhos. Tem quem era careca e hoje exibe belas cabeleiras, pessoas obesas que hoje esbanjam saúde. Porém, o testemunho mais recente foi de uma pessoa que sofria de gastrite: “Seu Estácio estava desenganado da medicina pronto para morrer, então, eu fui visitá-lo e consegui formular a garrafada e o comprimido para ele. Agora, ele está curado”, diz dona Guilma, segundo ela tem remédio até para preguiça. Dona Guilma trabalha em sua própria residência na Rua Sena Lemos, 110, esquina com a Rua Val Paraíso, no bairro da Conquista e atende pelo telefone (93) 99175-0619, um ambiente muito agradável, ao chegar no espaço, você já encontra uma tranqüilidade, você relaxa desde o momento em que você entra no espaço da Dona Guilma.

Ela tem a solução para vários tipos de problemas até mesmo os mais inusitados. A cura para vários tipos de vícios, como Alcoolismo, tabagismo, homem mulherengo e muito mais. Perguntamos à dona Guilma de onde vem sua inspiração para produzir esses remédios que combatem todos esses males: “É dom de Deus mesmo, eu creio que cada problema que vem, Deus está no controle resolvendo a situação, Ele me dá sabedoria para eu criar, formular os remédios, garrafadas, comprimidos, então, flui”, diz dona Guilma. Mas o serviço mais procurado pelas pessoas que vão até dona Guilma é mesmo as massagens relaxantes, onde durante o processo descobrem problemas que nem imaginavam que tinham; durante sua massagem, ela mexe com todos os ossos e nervos. Segundo diversos relatos e inclusive da nossa repórter Gláucia Rodrigues que se submeteu a massagem, a dor realmente some, deixando o paciente em um estado de relaxamento profundo. Tem massagens para diversas situações.

Você já ouviu falar da “Mãe do Corpo”? Segundo informações que consultamos no site maecorujasa.com, “Algumas mulheres relatam que mesmo após o parto sentem como se o bebê estivesse dentro da barriga, muitas mulheres inclusive se assustam achando que podem estar grávidas de novo, visto que esses sintomas podem ser sentidos até um ano pós-parto. Segundo os mais antigos, a mãe do corpo existe de verdade e é um ser que vive dentro do corpo durante a gravidez e após o parto, ficará procurando a criança. Quando não encontra o seu bebê, ela fica impaciente e insiste na procura. Por isso as mulheres sentem os movimentos que parecem ser de um bebê dentro da barriga mesmo após o parto. Diz a lenda que a mãe do corpo também pode sair do lugar, causando dores no abdômen. Segundo a crença, a mãe do corpo sai do lugar por força errada da mulher na hora do parto, por pegar peso após o parto e também se cair no resguardo. Logo após o parto, as parteiras colocam a placenta em cima do ventre da mulher que acabou de dar à luz, e usam óleo de andiroba para massagear o baixo ventre. Depois pronunciam algumas palavras para acalmar a mãe do corpo e devolvem a paz a ela e a mulher que acabou de dar à luz”.  Mas segundo Dona Guilma, todas nós temos a mãe do corpo e quando esse suposto órgão está fora do lugar, é gerado diversos sintomas como dores na cabeça, mal estar, preguiça, dores nas costas, diarréia, não dá vontade de fazer nada, até o estado psicológico muda. Os médicos afirmam que a “Mãe do Corpo” é a palpitação, tem órgão que se enche de gases, as pessoas muitas vezes não se alimentam direito, aí os gases entram e suspendem, na hora do “vamos ver”, a pessoa está agitada, ocasionando o deslocamento da mãe do corpo, só com massagem conseguimos fazer ela retornar para o seu lugar de origem.

Por: Edmundo Baía Junior

Fonte: RG 15/O Impacto

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