Megatubarão – OPINIÃO | SEM SPOILERS

MEGATUBARÃO

(The Meg)

Por: Allan Patrick

Quando vi pela primeira vez um filme sobre tubarão, foi na Tela Quente nos anos 80, e foi o clássico “Tubarão” de 1975, era criança e morria de medo daquele bicho, o filme me impressionava muito, desde então poucos filmes sobre tubarões causaram essa impressão, vieram filmes como “Do Fundo do Mar” de 1999, depois “Águas Rasas” de 2016, filme que trouxe um frescor mais realista para o gênero, não podemos descartar a ideia de que os peixes assassinos atualmente estão bem presentes em projetos filmados para canais de TV, como SyFy, onde estrelam filmes de baixo orçamento.

Em 2018 a Warner faz suas apostas em uma grandiosa produção estrelada pelo bicho pré-histórico. Com o orçamento astronômico em torno de US$150 milhões, Megatubarão é um filme gigantesco dentro e fora das telas, na linha dos maiores e mais caros blockbusters da história. Por muito tempo o longa era apenas uma ideia louca, muito parecido no que vemos em “Serpentes a Bordo” de 2006. Imagine o conceito mais alucinado e absurdo, e depois desenvolva uma premissa plausível. Ela pode ser como cobras soltas em um avião ou um tubarão de 25 metros aterrorizando pessoas. Essas ideias insanas se concretizaram de forma empenhada e convincente.

Megatubarão é mais do que apenas uma ideia inacreditável para um filme, é baseado em um livro, escrito por Steve Alten. O roteiro escrito por Dean Georgaris (Sob o Domínio do Mal), Jon Hoeber (Battleship) e Erich Hoeber (Red – Aposentados e Perigosos) vai direto ao ponto sem perder muito tempo. Aqui encontramos personagens medianos e cenas pouco emblemáticas. O humor satisfaz, embora para este tipo de filme tão excêntrico, quanto mais cômico, melhor.

Agora no quesito tensão, suspense e momentos nervosos, tenho que ser justo, Megatubarão se sai muito bem. Em cada momento do filme, criamos uma sensação inquietante. O diretor Jon Turteltaub (A Lenda do Tesouro Perdido) expõe tudo que aprendeu na escola Spielberg de esconder a criatura até o perfeito momento, faz uso de planos mais intimistas e sufocantes para passar um efeito de isolamento em meio à imensidão do oceano. As coisas mudam quando a criatura aparece e a produção investe em enquadramentos abertos que tentam passar de forma eficaz a escala do tubarão.

Na trama, um submarino de águas profundas, parte de um programa internacional de observação subaquática, o mesmo foi atacado por uma criatura gigantesca, que se pensava estar extinta. Agora, ele se encontra incapacitado no fundo da fossa mais profunda do Oceano Pacífico… com a tripulação presa dentro dele. Com o tempo se esgotando, o mergulhador especializado em resgates em águas profundas Jonas Taylor (Jason Statham) é recrutado por um visionário oceanógrafo chinês (Winston Chao), contra a vontade de sua filha Suyin (Li Bingbing), para salvar a tripulação e o próprio oceano desta ameaça incontrolável: um tubarão pré-histórico com mais de 20 metros de comprimento conhecido como Megalodon. O que ninguém poderia imaginar é que, anos antes, Taylor já havia encontrado esta mesma criatura aterrorizante. Agora, junto com Suyin, ele deve confrontar seus medos e arriscar sua própria vida para salvar todos os tripulantes… ficando frente a frente com o maior e mais poderoso predador de todos os tempos.

No elenco encontramos rostos conhecidos incorporado papéis estereotipados em produções do gênero. Temos o herói destemido (Statham), o ricaço ambicioso (Rainn Wilson), a mocinha honrada (Li Bingbing), o alívio cômico (Page Kennedy), o melhor amigo (Cliff Curtis), o desafeto (Robert Taylor), a técnica em informática estilosa (Ruby Rose) e a criança (Sophia Cai).

Megatubarão é um filme B e expõe algo interessante utilizando um certo embasamento científico ao focar no desbravamento e mapeamento de territórios inexplorados nas profundezas do oceano. Proporcionando justamente o que o público do gênero onde estou embutido deseja ver, ouvir e sentir, adrenalina, tensão, medo, ação e bons efeitos e que efeitos, é notório como os US$150 milhões foram bem investidos, sendo que boa parte desse investimento curiosamente provem de investidores da China.

Megatubarão é um produto pronto para consumo no mercado asiático, mercando que possui um público que vibra com tal tipo de produção, Megatubarão é satisfatório em sua proposta, cumprindo o prometido com honestidade e sem grandes desvios. A galhofa até consegue ser levada a sério dentro de suas possibilidades, tratado mais como os filmes de monstros no estilo de Godzilla e King Kong.

O objetivo de “Megatubarão” é provocar tensão, é incontestável que fiquei grudado na cadeira do início ao fim, o longa consegue ser divertido, mesmo levando em conta o fato de não se levar a sério, uma ótima pedida para você que pretende ir ao cinema se divertir, gostei do filme, minha nota 7,0!


DICAS NETFLIX

CASO 39

(Case 39)

Emily Jenkins (Renée Zellweger) é uma dedicada assistente social que está diante do caso 39, referente à garota Lilith Sullivan (Jodelle Ferland). Os pais de Lilith tentam feri-la, o que faz com que Emily intervenha. Encantada com a garota, Emily oferece que more com ela até que seja encontrada uma família adotiva. Só que há um mistério por trás da garota, já que todos que se aproximam dela aparentam enlouquecer. Minha nota 8,0!

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