MILTON CORRÊA Ed. 1213

SEGUNDO SIMPÓSIO REGIONAL NORTE DE FARMACOGNOSIA 25 E 26 DE OUTUBRO (UFOPA)
O Segundo Simpósio Regional Norte de Farmacognosia (II SRNF) acontecerá nos dias 25 e 26 de outubro de 2018, em Santarém, no auditório da Universidade Federal do Oeste do Pará –UFOPA, Unidade Tapajós.
Este evento é uma realização da UFOPA, em parceria com a Sociedade Brasileira de Farmacognosia e contará com palestras ministradas por pesquisadores de inúmeras ÁREAS TEMÁTICAS, como sejam: Farmacobotânica; Controle de Qualidade e Tecnologia de Fitoterápicos; Etnofarmacologia; Atividade Biológica; Aspectos Químicos e Analíticos de Plantas Medicinais.
O que é Farmacognosia?
A Sociedade Brasileira de Farmacognosia a conceitua como sendo o ramo mais antigo das ciências farmacêuticas e tem como alvo de estudo os princípios ativos naturais, sejam animais ou vegetais. Apenas a partir de 1815 foi introduzido o termo farmacognosia, que deriva do grego pharmakon (fármaco) e gnosis (conhecimento). Este termo foi usado pela primeira vez pelo médico austríaco Schmidt em 1811. A farmacognosia é disciplina obrigatória nas Escolas de Farmácia do Brasil a partir de 1920, sendo uma das maiores áreas do conhecimento farmaceutico.
A definição mais ampla de farmacognosia: “é a aplicação simultânea de várias disciplinas cientificas com o objetivo de conhecer fármacos naturais sob todos os aspectos”. Ou ainda, a farmacognosia é uma ciência multidisciplinar que contempla o estudo das propriedades físicas, químicas, bioquímicas e biológicas dos fármacos ou dos fármacos potenciais de origem natural assim como busca novos fármacos a partir de fontes naturais.
Originalmente – durante o século 19 e começo do século 20 – o termo farmacognosia era utilizado para definir o ramo da medicina que tratava das commodities cientificas, que tratavam das drogas vegetais brutas ou não processadas. Drogas vegetais são a parte utilizada da planta medicinal seca e estabilizada, podendo ser inteira, rasurada ou pulverizada. Apesar da maioria dos estudos farmacognosticos focar nas plantas e derivados, outros tipos de organismos também são considerado de interesse farmacognostico, como por exemplo, bactérias e fungos e também organismos marinhos.
A farmacognosia é interdisciplinar, fazendo interface com a botanica, etnobotanica, antropologia medica, biologia marinha, microbiologia, fitoquimica, fitoterapia, farmacologia, farmacia clinica, agronomia, entre outros. (Fonte: Sociedade Brasileira de Farmacognosia)

OS CAMINHOS DA FARMACOGNOSIA
De acordo com SIQUEIRA, J. M. (Portal Educação) Apostila de farmacognosia – teórico e prática, Campo Grande, 1998. A Farmacognosia foi, é e continuará sendo sempre área de conhecimentos interdisciplinar. A botânica, a química de produtos naturais e a farmacologia sempre constituíram as colunas mestres sobre as quais se apoia a farmacognosia. Para ser farmacognosta, não basta ser especialista em umas das três áreas citadas, é imprescindível ter visão conjunta. Só assim o profissional poderá ter conhecimentos adequados sobre as drogas, qualificando-se no sentido de ser autêntico representante desta área de conhecimento.
Em nosso país, possuidor de uma das floras mais variadas do mundo, riquíssima em plantas medicinais, a oportunidade para o exercício da farmacognosia assume importância maior.
A partir de maio de 1987 através de resolução XXXI Assembléia Geral da Organização de Saúde foi determinado o início de um programa com o fim de utilizar os métodos da medicina popular.
As plantas medicinais merecem atenção especial nos trabalhos derivados desta decisão. Uma das ocorrências deste fato no Brasil foi o estímulo ao retomo à Fitoterapia. A Central de Medicamentos destinou verbas para o estudo de Plantas Medicinais e eficácia de inúmeros vegetais no tratamento de enfermidade pode ser comprovada.
Em 1815, Seydler em sua Anacleta Pharmacognostica, criou o termo farmacognosia para designar a ciência que estudava as matéria de origem natural, usadas no tratamento de enfermidades. Este termo, que atualmente se refere com exclusividade as matérias de origem vegetal e animal. Formado de duas palavras gregas, a saber: PHARMAKON, que significa droga, medicamento, veneno e: GNOSIS, conhecimento. Sendo o objetivo da farmacognosia o estudo ou conhecimento das drogas, faz-se necessário, antes de mais nada, estabelecer-se um conceito a seu respeito.
Em farmacognosia, droga é todo o produto de origem animal ou vegetal que, coletado ou separado da natureza e submetido a processo de preparo e conservação tendo composição e propriedades tais, dentro de sua complexidade, que constitua a forma bruta do medicamento. Droga, é pois, toda a matéria sem vida, que sofreu alguma transformação para servir de base para medicamento. A história, a produção, o armazenamento, a comercialização, o uso, a identificação, avaliação e o isolamento de princípios ativos de drogas são aspectos tratados na farmacognosia. A identificação, verificação de pureza e avaliação de drogas são atividades diretamente relacionadas com os farmacêuticos.
Outros tipos de tarefas importantes igualmente estudadas pela farmacognosia correspondem aos conservação e armazenamento de drogas. A farmacognosia pode ser encarada tanto sob o ponto de vista utilitário como filosófico. A pesquisa de novas plantas medicinais, buscando o isolamento de princípios ativos e sua identificação, a verificação da atividade fannacodinâmica destes princípios ativos bem como a do extrato do vegetal envolvido, constitui atividade relevante.

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