A Freira | OPINIÃO – SEM SPOILERS

A Freira

(The Nun)

Por: Allan Patrick

O filme “Invocação do Mal” surgiu em 2013 e se destacou sendo um verdadeiro fenômeno de crítica, arrebentou nas bilheterias e proporcionou uma grande notoridade e uma moral gigantesca para o diretor James Wan, que já tinha em seu currículo os sucessos “Jogos Mortais” e “Sobrenatural”. O filme revitalizou o gênero terror, que andava em baixa, consequentemente abriu os poderosos olhos da Warner Bros para investir em uma sequência de filmes, que hoje é intitulada “The Conjuring Universe” ou “Universo Invocação do Mal”.

A sequência de “Invocação do Mal 2” foi outro grande sucesso, tão bem aceito quanto o primeiro, trazendo derivados como “Annabelle” que foi destroçado pelo público e pela crítica. Com mais cuidado, a Warner investiu alto ao chamar David F. Sandberg (“Quando as Luzes se Apagam”) para dar vida à sequência, o sucesso “Annabelle 2: A Criação do Mal”.

Em 2018, o estúdio arrisca novamente com “A Freira”, levando em conta o estrondoso sucesso de um dos personagens, na minha opinião, mais assustadores já apresentados na franquia, o demônio Valak, que usa como blasfêmia uma forma religiosa. Cruzes!

A história começa quando um jovem (Jonas Bloquet) encontra uma Freira enforcada na frente de um convento na Romênia, um padre (Demián Bichir) com um passado assombrado e uma noviça (Taissa Farmiga) prestes a fazer seus votos finais são enviados pelo Vaticano para investigar o caso. Juntos, eles desvendam o segredo profano da ordem. Arriscando não só suas vidas, mas também sua fé e suas almas, eles confrontam a força malévola que assume a forma da mesma freira que aterrorizou o público em “Invocação do Mal 2”, à medida que o convento se torna um horripilante campo de batalha entre os vivos e os amaldiçoados. Quando o trio chega à abadia, toma conhecimento que uma terrível força sobrenatural está aterrorizando e assassinando as freiras do convento, e precisa solucionar o caso antes que eles também sucumbam às forças do mal. De novo, cruzes!

“A Freira” tem muitos pontos positivos, mas tem um ponto que talvez não agrade alguns fãs do gênero. Acompanhamos nas propagandas e divulgações como “O Capítulo mais Tenebroso da Franquia”, infelizmente o filme, em minha humilde opinião, não cumpre essa proposta e diverte mais do que assusta. Não estou dizendo que é ruim, na verdade eu gostei muito, mas para todos aqueles indivíduos que vão ao cinema buscando os famosos “jumpscares” (sustos fáceis) que de fato deram todo o sucesso para franquia a tornando conhecida, eles estão presentes no filme sim, mas não funcionam como deveriam. O medo está em sua atmosfera, no entanto, não é crescente, ele se faz presente em altos níveis graças à bela ambientação que o longa possui, feito em castelo verdadeiro da Romênia, transformado em convento, como também em seu entorno.
Acredito que o ponto negativo está na direção do novato Corin Hardy, responsável pelo competente “A Maldição da Floresta”, mas não repete a proeza aqui. Praticamente todos os sustos são previsíveis, tendo em vista que a direção utiliza diversas vezes os mesmos recursos para tentar desenvolver os jumpscares, por exemplo, a música baixa, a câmera gira para um lado, gira para o outro e quando ela volta a focar a protagonista, de repente “boo”. Essas situações anunciadas antes do susto deixam o terror bem menos assustador do que deveria.

“A Freira” é o filme mais divertido de toda a franquia, cercado por piadinhas rápidas que funcionam e aliviam a tensão entre as cenas de tensão. Na verdade o terror dá espaço para uma aventura investigativa, trazendo algo bem diferente dos filmes anteriores, tornando-se um ótimo filme de suspense.

Um dos grandes acertos, encontramos no elenco. Taissa Farmiga está MARAVILHOSA no papel da Irmã Irene, surpreendendo com uma personagem de personalidade forte e bastante dramaticidade, com uma atuação poderosíssima de dar inveja até à sua irmã na vida real, Vera Farmiga, a estrela de “Invocação do Mal”.

Mesmo não se enquadrando no nível de complexidade dos filmes anteriores deste universo,”A Freira” é um spin-off que respeita os passos da franquia Invocação do Mal e deixa comprovado que uma boa história pode proporcionar desdobramentos tão interessantes e promissores quanto. Gostei do filme, minha nota 7,5.


DICAS NETFLIX

Sicario: Terra de Ninguém

(Sicario)

Na zona fronteiriça sem lei que se estende entre os EUA e o México, uma agente idealista do FBI está inscrita por uma força-tarefa oficial de elite do governo para ajudar na crescente guerra contra as drogas. Liderados por um consultor enigmático com um passado questionável, a equipe sai em uma jornada clandestina forçando Kate a questionar tudo o que ela acredita, a fim de sobreviver. Minha Nota: 8,5!

 

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