MILTON CORRÊA Ed. 1216

IBOPE: 57% DOS BRASILEIROS DEFENDEM IGUALDADE DE GÊNERO NO LEGISLATIVO
Na Câmara, são 51 mulheres do total de 513 deputados, enquanto no Senado são 11 representantes femininas para 81 senadores.
Uma pesquisa divulgada pelo Ibope revelou que mais da metade dos brasileiros defende a igualdade de gênero no Legislativo. O levantamento contou com a parceria do Instituto Patrícia Galvão e a ONU Mulheres. A reportagem é da Agência do Rádio, assinada por Clara Sasse com a colaboração de Cássia Santos. De acordo com o resultado, 57% dos entrevistados concordam totalmente que homens e mulheres devem ocupar o mesmo espaço na política e acham que deveria ser obrigatório em todos os setores do Legislativo. 20% dos entrevistados, no entanto, disseram concordar parcialmente com isso. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres representam menos de 11% do Congresso. Na Câmara, são 51 mulheres do total de 513 deputados, enquanto no Senado são 11 representantes femininas para 81 senadores. Na pesquisa Ibope foram ouvidas 2002 pessoas, entre 16 e 20 de agosto, em 141 municípios, com homens e mulheres acima de 16 anos.

RENDA DAS MULHERES É 42,7% MENOR QUE A DOS HOMENS, APONTA LEVANTAMENTO
O dado foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud. A reportagem é da Agência do Rádio, assinada por Cintia Moreira. Apesar de as mulheres apresentarem melhor desempenho na educação e terem maior expectativa de vida no Brasil, a renda delas é 42,7% menor que a dos homens. O dado foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud. Segundo a coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud, Samantha Salve, esse levantamento apresenta um novo Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH. E, nele, são considerados o acesso da população à educação, saúde e perspectivas econômicas. “Quando a gente olha o IDH desagregado por sexo, a gente percebe que tanto a expectativa de vida, quanto os anos esperados de escolaridade, a média de anos de estudo, eles são maiores para as mulheres do que para os homens; com exceção a renda; ela é significativamente menor para as mulheres do que para os homens. A gente sabe também que o desemprego é maior entre mulheres do que homens. As mulheres passam até quatro vezes mais, do seu dia, trabalhando em atividades domésticas e de cuidado do que os homens”. De acordo com a pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, Marjorie Nogueira Chaves, a participação das mulheres no mercado de trabalho e o aumento no nível da escolaridade entre as mulheres vem crescendo nos últimos anos, mas a desigualdade salarial ainda se mantém. “Principalmente quando a gente faz uma comparação entre homens brancos e mulheres negras. A gente percebe que há uma discrepância enorme com relação aos salários. Desde quando elas se formam, quando elas alcançam o nível superior, elas ainda tem dificuldades de assentar neste mercado de trabalho. Então elas acabam, por exemplo, não recebendo promoção, elas acabam não conseguindo alcançar o teto das carreiras, porque não costumam ser indicadas para estes cargos”. Países como Uruguai, Venezuela e Argentina mantêm padrões muito mais justos entre homens e mulheres, ainda que todos eles sustentem a disparidade econômica por gênero de quase 50% entre a renda de um e outro.

INDÚSTRIA 4.0 LEVARÁ O PAÍS A ALTO NÍVEL DE PRODUTIVIDADE, AFIRMA ESPECIALISTAS
Houve um aumento da incorporação de tecnologias digitais em vários segmentos da atividade empresarial, nos últimos anos. A reportagem é da Agência do Rádio, assinada por Camila Costa. A chamada nova revolução industrial, a indústria 4.0, promete levar os ganhos de produtividade além do nível operacional. Impacta, entre outras coisas, na potência de produtividade do País. O novo conjunto de tecnologias, como big data, internet das coisas, inteligência artificial, promete melhorar a remuneração dos profissionais capacitados; otimizar o aproveitamento das novas tecnologias; encurtar os prazos de lançamento de novos produtos; flexibilizar as linhas de produção e, no fim da linha, melhorar a qualidade de vida das pessoas. Segundo o diretor-nacional de Operações do SENAI, Gustavo Leal, a indústria 4.0 se apropria das novas tecnologias de base digital e, com isso, há uma profunda mudança na forma da produção das coisas. “Isso tudo vai trazer um enorme ganho de produtividade para as empresas e vai trazer para o Brasil também uma excelente oportunidade de nós resolvermos uma série de problemas que nós temos no que diz respeito à competitividade e prosperidade da indústria”. A combinação do Big Data com o emprego da Inteligência Artificial, por exemplo, melhorará o uso de insumos e aumentará a qualidade dos serviços executados. Já pensou em poder, em uma mesma linha de produção, criar bens personalizados de acordo com a necessidade de do cliente? Em cor, tamanho, funções? Essa é a customização em massa, uma maneira de produzir de uma vez só vários tipos de bens. A incorporação de novas tecnologias pelas empresas permitirá esse tipo de serviço, segundo o diretor-nacional de Operações do SENAI, Gustavo Leal. “Nós precisamos muito, como país de termos estratégias muito bem definidos em relação à preparação de uma infraestrutura adequada para isso, principalmente no que diz respeito à conectividade, à velocidade de internet. Mas, talvez, o desafio principal seja a capacidade que o país venha a desenvolver de formar as pessoas com perfis competentes, adequados para esse novo patamar tecnológico”. Última pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, sobre o assunto, revela quais setores têm mais utilizado tecnologias digitais e quais, por alguma razão, ainda não fizeram esse caminho. Mais de duas mil empresas de todos os portes foram entrevistadas e disseram fazer uso de dez tipos de tecnologias digitais, em diferentes estágios da cadeia industrial.

ALÉM DOS EFEITOS DA CRISE, DESCONTROLE FINANCEIRO ESTÁ ENTRE PRINCIPAIS CAUSAS DA INADIMPLÊNCIA NO PAÍS, REVELA PESQUISA CNDL/SPC BRASIL
Mais da metade dos entrevistados sabe pouco ou quase nada sobre seus rendimentos, enquanto 45% ignoram valor das contas básicas, como água e luz. Perda do emprego, queda na renda e compras por impulso são maiores responsáveis por atrasos no pagamento de dívidas. O cenário macroeconômico do país tem contribuído para o alto nível de endividamento dos brasileiros, somado à falta de controle das finanças pela população. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que dentre os principais vilões da inadimplência, os mais citados são a perda do emprego (37%), que chega a 38% nas classes C e D, a redução da renda (24%) e a falta de controle financeiro (12%). Considerando apenas aqueles que se endividaram por descontrole do orçamento ou porque tiveram crédito fácil, 39% afirmam que quiseram aproveitar as promoções oferecidas pelas lojas, levando-os a contrair gastos extras sem avaliar o orçamento. Já 24% reconhecem não ter negociado bem os preços no momento da compra e 14% disseram que costumam comprar mais do que o necessário para se sentir bem quando estão ansiosos. O levantamento mostra também que seis em cada dez brasileiros inadimplentes (61%) têm pouco conhecimento sobre a própria renda, entre salários e outros rendimentos. Para muitos, negligenciar as finanças se estende até os compromissos mais importantes do dia a dia. Um termômetro disso é que 45% reconhecem saber pouco ou quase nada sobre o valor das contas básicas que precisam pagar no fim do mês, mesmo que elas não estejam em atraso, como água, luz, telefone, aluguel, condomínio, plano de saúde e mensalidade escolar. Já 61% desconhecem o número exato de parcelas das compras realizadas por meio do crédito e, em geral, 36% não planejam o orçamento mensal. “A conjuntura econômica continua afetando o bolso da população, que sente dificuldades financeiras com a perda do emprego ou a redução da renda. Mas a atitude do próprio consumidor tem papel fundamental diante dessa situação preocupante de alta inadimplência. O brasileiro possui o mau hábito de `andar no escuro´, ao não conhecer profundamente quanto gasta e quanto ganha”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

ANSIEDADE E PROBLEMAS NO TRABALHO CONTRIBUÍRAM PARA DESEQUILÍBRIO NO ORÇAMENTO DOS INADIMPLENTES
Além da falta de controle sobre o orçamento, as emoções diante de determinadas situações acabam gerando um consumo desordenado em muitas pessoas. Ao investigar que tipo de acontecimento pode ter contribuído para o desequilíbrio das finanças no período em que os entrevistados fizeram a dívida, a pesquisa constatou que o fator número um está ligado à ansiedade (21%). Em seguida, foi mencionada a insatisfação ou problemas no trabalho (13%) como responsável por esse tipo de comportamento. Outros 12% contraíram dívidas em momentos de estado emocional abalado por dificuldades financeiras, enquanto 9% passavam por problemas no relacionamento familiar. Mas mesmo após vivenciar todos os contratempos associados à inadimplência, a má notícia é que pouco são os consumidores dispostos a adotar novos hábitos para evitar a reincidência. Entre os que se endividaram por descontrole financeiro ou compras impulsivas praticamente seis em cada dez não tentaram mudar a atitude para reverter esse quadro (58%). Metade desses entrevistados alega não ser esse um problema tão grande (50%), 19% afirmam que o hábito faz parte do seu jeito de ser e que nunca irão mudar e 17% garantem que a situação não provoca nenhum incômodo. Ainda sobre as medidas tomadas para manter as finanças em dia, apenas 19% buscaram algum tipo de ajuda para resolver suas dificuldades, enquanto 81% não fizeram nada. Nesse último caso, 49% justificam sua decisão dizendo que são capazes de resolver esses problemas sozinhos, ao passo que 18% afirmam não ter dinheiro para contratar ajuda profissional

37% GASTAM MAIS DO QUE PODEM PARA APROVEITAR A VIDA E 37% JÁ DEIXARAM DE PAGAR ALGUMA CONTA PARA COMPRAR ALGO QUE DESEJAM
O autocontrole é uma barreira importante contra o consumo exagerado, embora seja uma tarefa difícil para muitos. Quase metade dos inadimplentes ouvidos pela pesquisa disseram que quase sempre cedem aos desejos e impulsos quando querem comprar alguma coisa (46%), enquanto 43% não conseguem controlar os gastos, 42% demoram para cancelar serviços ou assinaturas que não usam e 31% vivem fora de seu padrão de vida. A impulsividade e a imprudência financeira de parte dos inadimplentes ficam evidentes também quando respondem sobre sua relação com o dinheiro em várias situações. Para 40% é comum perder a noção do quanto podem gastar em uma balada ou jantar, extrapolando o orçamento, ao passo em que 40% se sentem pressionados a gastar mais dinheiro quando estão com amigos e família, 37% gastam mais dinheiro do que podem para aproveitar a vida e outros 37% às vezes deixam de pagar uma conta para comprar algo que têm vontade. O estado emocional dos entrevistados também interfere na gestão do orçamento, uma vez que 36% admitem comprar, algumas vezes, coisas que não haviam planejado para se sentirem melhor. Já 27% excedem o orçamento para ficarem mais bonitos. “Se o consumidor cede frequentemente à impulsividade para satisfazer seus desejos de compra, se continua gastando sem planejar ou fazer reserva financeira é necessário reconhecer que algo precisa mudar. Valorizar o bem-estar imediato é uma tendência natural do ser humano, mas se a atitude não for bem pensada, pode trazer grandes prejuízos no médio e longo prazo. O primeiro passo é reavaliar o orçamento, identificando todas as despesas e receitas do mês, para então saber onde estão os gastos que podem s er cortados”, orienta a economista do SPC Brasil.

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