Milton Corrêa Ed. 1218

TRANSPLANTES: BRASIL AUMENTA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS
O Brasil vai bater recorde no número de transplantes de órgãos, tecidos e células realizados no país, por causa do aumento de doações de órgãos. A reportagem é da Agência do Rádio, assinada por Janary Damacena. Se os números se mantiverem como no primeiro semestre deste ano, a expectativa é alcançar, até o final de 2018, 2.200 transplantes de fígado, 130 de pulmão e 382 de coração. Ainda segundo a projeção, os transplantes de medula óssea também vão alcançar seu maior número na série histórica, que é o de 2.684. Mas a história da doação de órgãos é, também, uma história de amor que envolve o doador, a família de quem doa e a pessoa que recebe. Aos dez anos de idade a menina Ana Júlia Alves precisou de um transplante de coração e a espera não durou muito. Um ano depois do transplante, Júlia fala de como era a vida antes e depois da doação. “Antes era, tipo, tudo ruim. Eu não conseguia nem pintar meus desenhos, não conseguia pentear o cabelo, beber água era muito ruim… Agora, hoje eu já posso fazer tudo isso, eu já posso brincar, posso correr, posso fazer tudo”. Neste ano o slogan é “Espalhe amor. Doe Órgãos”. Por isso, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adeílson Cavalcante, fala da importância de conscientizar a população para avisar a família pelo desejo de ser um doador de órgãos. “Nós temos que falar com as pessoas, temos que falar com o coração das pessoas. As pessoas têm que ver todos os dias exemplos positivos. E ver também as dificuldades, porque é um momento delicado por trás de um ato de solidariedade. A política pública esbarra em determinado momento de eficiência, mas ela não pode tudo. E a população tem que ter a certeza de que vai encontrar condições adequadas”. O balanço aponta crescimento de 7% no número de doadores efetivos de órgãos, passando de 1.653 para 1.765. Em números absolutos, o país conta com 3.530 doadores, em todo o ano de 2018. Esse número é 86% a mais que em 2010.
OITO EM CADA DEZ IDOSOS TÊM PERCEPÇÃO POSITIVA DA TERCEIRA IDADE, REVELAM CNDL/SPC BRASIL
Boa parte dos entrevistados tem orgulho de suas realizações e sente-se jovem para aproveitar a vida. Pesquisa mostra que 68% acessam a internet e 52% encontram dificuldades em achar produtos para sua faixa etária. O aumento da população idosa, que deve triplicar nas próximas quatro décadas no país, impõe uma série de desafios para a sociedade. Para entender como os idosos enxergam essa fase da vida, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizaram uma pesquisa, em todas as capitais, com a população acima dos 60 anos. O levantamento revela que em cada dez entrevistados, oito (82%) encaram a terceira idade de forma positiva e, atribuem, em média, nota oito para o grau de felicidade com o atual momento. Os sentimentos positivos que os entrevistados mais vivenciam nesse estágio de vida são tranquilidade (36%), felicidade (30%), disposição para realizar atividades do dia a dia (22%), independência (20%) e produtividade para manter-se ativos (20%). Há ainda 18% de idosos que se consideram saudáveis e 12% que possuem planos para o futuro. A pesquisa demonstra que, ao contrário de décadas atrás, pertencer à terceira idade hoje em dia não significa, necessariamente, sentir-se velho. De modo geral, 75% dos idosos atribuem à essa etapa da vida características positivas como ter mais sabedoria (40%), orgulho das próprias realizações (37%) e sensação de dever cumprido (35%). Embora 42% dos entrevistados não tenham respondido o quanto esperam viver, a expectativa entre os que responderam é de 90 anos, em média. Mesmo que a terceira idade seja vista de maneira positiva para a maioria dos idosos, 56% dos entrevistados enxergam algum atributo negativo atrelado à essa fase da vida, sobretudo pela perda da saúde (29%), não encontrar oportunidades no mercado de trabalho (15%), sentir-se desrespeitado (14%) e depender de outras pessoas (14%). “Os brasileiros estão envelhecendo melhor. Hoje, a população acima de 60 anos está mais ativa, gosta de manter um bom convívio social e de estar bem informada, além de ter uma preocupação maior com a aparência e até fazer planos para o futuro, porque ainda espera viver muito mais”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
PARA MAIORIA, RETARDAR EFEITOS DO ENVELHECIMENTO NÃO É PRIORIDADE; 61% SE SENTEM JOVEM PARA APROVEITAR A VIDA
Até que ponto o envelhecimento chega a ser uma preocupação? A pesquisa indica que 34% têm se sentido mais vaidosos — percentual que sobre para 40% na população entre 60 a 69 anos — e boa parte procura se cuidar com frequência para viver mais, seja por meio medicamentos para melhorar a saúde (71%) ou por tratamentos e atividades físicas (37%). O avanço do tempo é visto com naturalidade por muitos, sem que haja uma obsessão por aparentar uma idade que não condiz com a realidade. Prova disso é que 58% não se sentem incomodados ao perceber os efeitos do envelhecimento. Além disso, 81% mostraram-se pouco dispostos a gastar tudo o que têm em troca de uma aparência mais jovem e 80% disseram não fazer qualquer tipo de tratamento para retardar os efeitos do envelhecimento. Ainda de acordo com o estudo, 61% afirmam sentir-se jovens para aproveitar a vida, enquanto 38% reconhecem já ter sofrido algum tipo de discriminação por não serem mais tão novos. Também há uma nítida preocupação com a autoestima e experiências que preencham o tempo de maneira gratificante. Indagados sobre o que fazem para se sentir bem, 44% dos idosos buscam se alimentar de forma saudável, 37% tingem o cabelo, 36% procuram visitar regularmente o médico e 31% controlam o peso. Em contrapartida, 17% garantem não fazer nada a esse respeito. E ao contrário do que se imagina, a terceira idade não impede de pensar em fazer planos para o futuro. Dentre os desejos citados pelos entrevistados para os próximos dois anos, destacam-se a possibilidade de aproveitar a vida com familiares e amigos (32%), viajar pelo Brasil (21%), pagar dívidas pendentes (14%), comprar ou reformar a casa (13%) e viajar pelo mundo (11%). Sobre os medos em relação ao que pode acontecer, 33% mencionam a chance de ter uma saúde física deficiente, 32% temem ficar doentes a ponto de depender de outras pessoas e 31% citam a perda da lucidez.
68% DOS IDOSOS ACESSAM A INTERNET; SEIS EM CADA DEZ TÊM SMARTPHONE
Aprender novas habilidades, estimular a capacidade cognitiva e cultivar a convivência social são essenciais para manter-se ativo na terceira idade. E a tecnologia vem contribuindo quanto às formas de se relacionar com as pessoas e com o mundo. Dados da pesquisa mostram que 68% dos idosos acessam a internet, dos quais 47% costumam ficar conectados todos os dias, com uma média de acesso de seis dias por semana, e 63% possuem smartphone. Dentre o público da terceira idade que utiliza a internet, 77% acessam por smartphone, 40% pelo computador, 30% por meio do notebook e 14% pelo tablet. Segundo os entrevistados, os principais motivos para navegar na internet são manter o contato com conhecidos (68%), ficar informado sobre os principais assuntos que acontecem no mundo (47%), buscar informações sobre produtos e serviços (44%), fazer transações bancárias (28%), não ficar ultrapassado (21%) e fazer compras (21%). Quando se avalia os itens mais adquiridos pelos idosos que usam a internet, destaque para eletroeletrônicos (60%), eletrodomésticos (56%), viagens (43%), livros (33%), móveis (30%), roupas (30%) e remédios (28%). Apesar do hábito de fazer compras virtuais, oito em cada dez (80%) que utilizam a internet preocupam-se com fraudes, como o roubo de informações de cartões e documentos (80%). Além disso, 80% temem pela segurança e privacidade das informações pessoais durante a compra online via dispositivos móveis.
52% ENCONTRAM DIFICULDADES EM ACHAR PRODUTOS PARA A TERCEIRA IDADE
Dados da pesquisa também revelam o expressivo potencial de consumo ainda inexplorado pelo mercado em relação a esta parcela de brasileiros. Mais da metade dos entrevistados (52%) considera difícil encontrar algum produto específico para a terceira idade, principalmente alimentos próprios para a faixa etária (17%), locais para sair que tenham público da terceira idade, como bares, restaurantes e casas noturnas (16%), aparelhos celulares com letras e teclados maiores (15%) e roupas (12%). Outros 37% concordam que há poucos produtos voltados para o público da terceira idade. Já 45% mencionam não comprar alguns produtos ou serviços que sentem vontade por encontrar dificuldade em contratar crédito que facilite essa aquisição. Em relação aos locais que mais costumam fazer compras, 48% citaram ir com frequência às farmácias e drogarias, 36% em lojas de rua ou de bairro e 36% em lojas de departamento. Quanto aos aspectos a serem melhorados nos estabelecimentos, os entrevistados destacaram bom atendimento (48%), rótulos de produtos fáceis de ler (33%), bancos para descanso (32%), boa iluminação (27%) e embalagens mais fáceis de abrir (26%). Para a economista do SPC Brasil, o mercado ainda tem muito a oferecer ao público da terceira idade. “Os idosos podem ser consumidores ativos e exigentes, como qualquer pessoa. Querem investir em qualidade de vida, sabem de suas necessidades e prioridades, mas nem sempre encontram produtos e serviços que atendam a estas expectativas. As empresas têm uma oportunidade de ouro, sobretudo nas próximas décadas, em termos financeiros, já que a população idosa ainda irá crescer muito”, observa.
NÚMERO DE INADIMPLENTES QUE PAGARAM DÍVIDAS CRESCE 4,93% EM AGOSTO, APONTA PESQUISA
Segundo SPC Brasil, do total de dívidas quitadas, 55% são com bancos e financeiras e 26% com companhias de água e luz. A reportagem é da Agência do Rádio, assinada por Cintia Moreira. Segundo uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o volume de consumidores que conseguiram quitar parte das dívidas cresceu 4,93% em agosto no acumulado em 12 meses, embora a inadimplência atinja 41% dos brasileiros. De acordo com o levantamento, as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do país foram as que mais quitaram as dívidas. Do total de inadimplentes que pagaram as pendências em agosto, a maior parte (44%) tem entre 30 e 49 anos. Entre todas as dívidas que foram pagas em agosto, 55% são com instituições bancárias, como faturas de cartões de crédito, cheque especial, financiamentos, empréstimos e seguros. O segundo tipo de dívida em atraso que mais foi colocada em dia é com companhias de serviços básicos, como água e luz, que representam 26% do total de pendências quitadas. Em terceiro lugar, aparecem as dívidas regularizadas no crediário ou boleto no comércio, com 10%.

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