Alerta – Obesidade pode resultar em diabetes e hipertensão

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a obesidade é uma epidemia mundial

Enne Queiroz diz que a pessoa obesa deve fazer tratamento

A obesidade tem alcançado índices alarmantes. No Brasil estudos revelam que mais de 50 por cento da população está acima do peso. Para a fisioterapeuta Enne Queiroz o assunto deve ser debatido junto aos pacientes, visando um tratamento adequado, para que todos tenha uma vida saudável e sem problema.

“A pessoa que está acima do peso, com obesidade, deve se prevenir, pois essa situação traz diversas doenças, como diabetes e hipertensão, sem falar de problemas físicos que atingem a coluna e articulações. Então, as pessoas precisam saber que a obesidade não é questão de vaidade, é principalmente questão de saúde prevenção de doenças. A questão da alimentação, com certeza, é o que leva à obesidade. Os hábitos alimentares ruins podem ser somados a fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e a própria depressão. Esses fatores quando não estão controlados, quando a pessoa tem problemas psicológico somatizados e não cuida, pode ocasionar a maus hábitos”, informou.

GRAUS DE OBESIDADE

Normalmente, a pessoa que está além do peso, fica se sentindo desconfortável, muitas vezes até na própria roupa na hora que eu vai colocar o sapato, calçar a meia e tem dificuldade. Qual seria o caminho para iniciar um tratamento? Perguntamos.

“O primeiro passo para quem tem problema com peso, mesmo que ainda não esteja no grau de obesidade, é justamente querer mudar. A mente é que determina o passo Inicial, porque muitas das vezes a pessoa diz que quer emagrecer, mas não muda o seu modo de pensar. Então, primeiro tem que querer de verdade. Não é só dizer da boca para fora que quer emagrecer e perder peso. O que acontece com grande parte das pessoas que estão acima do peso, não estão saudáveis com a parte estética, e precisam estar em algum evento, procuram emagrecer para aquele momento e fazem uma dieta por conta própria. Aí, quando o evento passa, elas deixam de se cuidar e voltam a engordar. A vida toda elas passam por essa inconstância: engorda-emagrece, e isso é extremamente prejudicial para saúde. Nós temos alguns graus de obesidade, em que a pessoa se olha no espelho e vê que está acima do peso e não se incomoda, mas tem um determinado momento, principalmente para a mulher com relação à vaidade, que ela olha no espelho e já não se sente bem com imagem que vê, já não gosta sair para fazer compras que é uma coisa que a mulher tem bastante prazer em fazer e não se satisfaz, porque ela vai comprar roupa e nada serve, nada agrada. Isso já começa a incomodar a parte psicológica, a auto-estima fica extremamente abalada. O segundo grau, é quando a pessoa começa a ter problemas físicos. Um sono ruim devido ao ronco, apneia, dores nas articulações e na coluna, por conta do excesso de peso; depois começa a aparecer nos exames, não é um colesterol e triglicerídeos alterado, é uma resistência à insulina, apontando para um diabetes, pré-diabetes e outras doenças. Quando de fato a pessoa apresenta algumas doenças, já é hipertensa, já é diabética,  já tem esteatose hepática, que é a gordura no fígado. A questão do gordinho saudável é um perigo, por que até quando essa pessoa vai ser saudável? O que a gente quer promover, é a saúde e a prevenção da doença, então, a questão de peso, não é somente vaidade é sim saúde”, disse Enne Queiroz.

DEPRESSÃO

Essa questão não é só das mulheres, é dos homens também, que pode levar à depressão: Voltamos a questionar.

“Na verdade, é um círculo vicioso. A pessoa que tem esse perfil, ou ela já vem de um quadro de depressão aí deixa se cuidar, engorda ainda mais ou vai engordando e essa auto-estima vai ficando mais baixa e aumentando o desgosto. Eu já tive relatos de maridos, mesmo de pacientes minhas, que falaram que davam dinheiro para as esposas saírem para fazer compras e elas voltavam chorando, tristes, ou então, não tinham realmente vontade de sair para fazer compras ou mesmo sair socialmente para jantar à noite, porque não gostavam de se arrumar, não se sentir bem. Com o processo de emagrecimento isso mudou completamente, a auto-estima melhorou bastante e consequentemente a vida social também”, avaliou a fisioterapeuta.

PREOCUPAÇÃO MUNDIAL

Questões relacionadas a obesidade e suas consequências para o organismo humano, tem sido motivo de preocupação em vários países. A Organização Mundial da Saúde (OMS), já considera uma epidemia a obesidade.

De acordo com a OMS, a obesidade é uma epidemia mundial e aqui no Brasil não é diferente, a maior parte da população já tem problemas com peso, inclusive as crianças, que a gente chama de obesidade infantil. Qual é o problema? Já foi comprovado em estudos que quando a criança é obesa e chega à fase da adolescência obesa, a probabilidade de ela ter problemas de peso pelo resto da vida é muito maior. Por isso que é importante cuidarmos desde criança e dentro do 5S a gente tem um programa para crianças também. O método 5S de emagrecimento, atualmente chamado 5S estilo de vida, foi o método criado por uma fisioterapeuta dermato-funcional que tinha problemas com peso também. Ela tinha passado por várias dietas, vários profissionais nutrólogos, endocrinologistas e nunca tinha conseguido manter o peso, sempre teve problema em voltar engordar. Então, ela viu que várias estratégias juntas ocasionavam uma perda de peso rápida, de forma saudável e sustentável, ou seja, conseguindo manter o peso depois que termina-se de fato o tratamento. O 5S hoje não é apenas emagrecimento, ele é estilo de vida, é o que a gente tenta passar para as pessoas. No método 5S nós temos três categorias: Nó temos o que diz que tenha determinação de 60 dias; nós temos o Slim que é o método de emagrecimento para as pessoas que não são obesas, mas têm sobrepeso leve ou aquelas pessoas que são magras, mas querem perder o percentual de gordura cinco seis quilinhos e aí também tem a determinação de dois meses; e o 5S tradicional, que foi o pioneiro, não tem tempo determinado, porque vai depender de quantos quilos a pessoa tem ou precisa perder e aí vai variar de 3 meses até 6 ou 10 meses, de acordo com a quantidade de peso que a pessoa vai perder e também conforme a conduta dela dentro do tratamento”, finalizou Enne Queiroz.

Por: Edmundo Baía Junior

Fonte: RG 15/O Impacto

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