VENOM | OPINIÃO – SEM SPOILERS

VENOM

Por: Allan Patrick

Amigos, antes de expressar minha humilde opinião, gostaria de deixar claro que não sou formado em cinema e muito menos sou crítico. Sou apenas uma pessoa que ama cinema e adora compartilhar opiniões sobre o maravilhoso mundo da sétima arte. No caso de “Venom”, com certeza é um filme que vai dividir opiniões. Para começar, acompanhamos na produção a história de um híbrido que possui duas entidades e não estou me dirigindo ao personagem Venom e sim a insana mistura entre um humano e um parasita alienígena.Nem as críticas negativas conseguiram ofuscar o sucesso do anti-herói “Venom”. O longa superou todas as expectativas. A adaptação arrecadou surpreendentes US$ 205 milhões em seu primeiro final de semana ao redor do mundo, com US$ 80 milhões apenas nos EUA, o filme arrecadou mais US$ 125 milhões no mercado internacional.“Venom” certamente surgiu no universo Marvel Comics, mas quem possui todos os direitos sob o personagem é a Sony. Existe um acordo feito com a gigantesca Disney, que atualmente tem o domínio de 90% das propriedades da editora de quadrinhos quando se trata do mundo audiovisual, que levou Homem Aranha a se juntar com os maiores heroís da casa (Os Vingadores) nas acertadas formas de Tom Holland. Um sonho de milhares de fãs consolidado graças ao notório poder das redes sociais. Devido a essa simbiose entre Sony, Marvel e Disney, Holland participou de três filmes no papel do maior herói da Editora Marvel: Capitão América: Guerra Civil (2016), Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017) e Vingadores: Guerra Infinita (2018). Também teremos a continuação do Homem-Aranha: Longe de Casa (2019) que já está programada para o ano que vem. A Sony, por outro lado, cheia de planos para os personagens do mundo do célebre herói, derivados logicamente, não iam faltar, muitos projetos não vingaram, mas uma coisa foi em frente, o filme solo do vilão Venom, que acaba de invadir os cinemas do mundo inteiro.
Venom nasceu como o maior vilão das histórias do Homem-Aranha nos quadrinhos, o mesmo já havia dado as caras no cinema numa quase participação especial no terceiro filme do super-herói em 2007, dirigido por Sam Raimi. Neste momento, a Sony aposta num filme protagonizado por ele, transformando-o em anti-herói, personagem que já assumiu igualmente em sua contraparte de papel.
A partir de algumas modificações acertadas para se enquadrar nas limitações do roteiro onde não se poder usar todos os elementos necessários para um filme de origem próprio ao personagem, a trama nos trás as desventuras do jornalista investigativo Eddie Brock, interpretado por talentoso Tom Hardy. O ator além de estrelar, produz o longa e transforma Brock num repórter celebridade, famoso por seu programa que derruba poderosos e não tem papas na língua. Sua maior característica também pode ser traduzida em sua maldição. O filme começa nos trazendo um clima de suspense.
A primeira cena que abre o longa, que se desenrola antes dos créditos, se identifica com uma produção de terror. Aqui, em algumas situações, não sentimos a falta de uma censura mais alta, neste caso é de 13 anos, já que o protagonista não destoa de suas marcas mais notórias: como por exemplo, sair arrancando cabeças à base de mordidas. Tudo bem que não vemos exatamente os dentes cravando na carne, sangue, detalhes viscerais ou decapitação, algo que seria legal diante de uma classificação adulta, mas entendemos os gestos. Ainda assim, são algumas perfurações torácicas, possessões e cenas tensas envolvendo os experimentos da maligna corporação Vida com as criaturas interplanetárias.
Uma vez assumindo a forma do anti-herói, o filme se transforma e abraça certo teor insano com uma leve pitada de humor. Não poderia ser diferente ao lidarmos com tais elementos de fantasia tão exagerados que levá-los a sério seria um desafio maior ainda para cada um de nós. A ideia é brincar com os conceitos de “O Médico e o Monstro”, onde a esquizofrenia do personagem principal se torna uma de suas qualidades mais apreciáveis no roteiro, dando muito pano para manga, para debates e conflitos internos entre Brock e a criatura, algo que é sem sombra de dúvidas a melhor coisa do filme.
Mas encontramos a força de “Venom” em suas entrelinhas. Na insana relação quase amorosa entre o protagonista e seu parasita. Por falar no simbionte, a tal gosma preta e suas ideias ganham um aprofundamento que nunca imaginariamos. Um desenvolvimento inesperado, que serve para humanizar este ser e mostrar um lado dele que jamais vimos. Algo muito ausente no cinema de monstro, nos quais as criaturas são basicamente máquinas de matar. Aqui não, Venom tem consciência, mesmo que em grande parte do tempo deseje apenas “almoçar” humanos…kkk. A entidade dá até mesmo dicas de romance para Brock, acredite isso acontece!
Hardy está empenhado e transita bem entre uma carga dramática mais temperada com um bom timing cômico e desempenha até mesmo trechos pra lá de amalucados, nos quais ficamos desejando que o filme tivesse investido mais. Afinal, na minha humilde opinião, o maior pecado de Venom é não abraçar de vez a loucura a que a ideia se propõe. Mas apesar das críticas negativas que a produção vem sendo bombardeada no mundo inteiro, acredito que Venom tem seu valor, eu me divertir muito assistindo e certamente recomendo para aqueles que amam este gênero. Minha nota 7,0!

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