HALLOWEEN – Opinião sem spoilers

HALLOWEEN

Por: Allan Patrick

Os fanáticos por filmes de suspense e terror têm oportunidade de acompanhar nos cinemas a melhor fase de filmes desses gêneros, graças a produtoras como Blumhouse e a A24, que vêm produzindo filmes de baixo orçamento, mas com qualidade de blockbuster, primando sempre por uma boa dose de inovação em seus filmes.
Depois de a Blumhouse usar e abusar de forma exaustiva nas sequências de suas grandes franquias, como por exemplo, “Uma Noite de Crime” e “Atividade Paranormal”, finalmente decidiram resgatar os direitos de adaptação de um dos maiores clássicos do terror: “Halloween, A Noite do Terror”, dirigido pelo visionário diretor “John Carpenter” em 1978.
Na época o terror chocou as plateias do mundo todo ao trazer uma história aterrorizante e um dos assassinos mais icônicos da história do cinema: Michael Myers. A produção é considerada um dos precursores dos slasher movies “filmes de horror”, sendo lançado poucos anos após o grande precursor “O Massacre da Serra Elétrica” (1974), de Tobe Hooper. Seria mais fácil refilmar o clássico, mais em uma decisão arriscada a Blumhouse decidiu fazer uma sequência direta do primeiro filme, esquecendo os outros dez filmes da franquia divididos em sete sequências, o remake e sua sequência.
Eu estava muito preocupado e desacreditado para este novo filme, mas minhas expectativas aumentaram quando soube que o filme havia sido ovacionado pela dura e implacável crítica internacional recebendo 85% de aprovação. E de fato fui surpreendido ao ver um filme nostálgico, com um clima oitentista, mas completamente atualizado, a produção traz de volta Jamie Lee Curtis, a mais icônica Scream Queen do cinema.
Na trama, uma equipe britânica de documentaristas vem aos Estados Unidos para visitar Michael Myers na prisão, na intenção de relatar os acontecimentos da noite de terror do maníaco ocorrida há 40 anos, mas seu projeto se torna ainda mais interessante quando Myers escapa, recolhe sua máscara e procura se vingar de Laurie (Jamie Lee Curtis), deixando uma trilha de corpos pelo caminho. Nas décadas que se seguiram, Laurie se preparou para o retorno inevitável de Michael, para proteger principalmente sua filha Karen (Judy Greer) e sua neta Allyson (Andi Matichak).
Os primeiros minutos do filme são bastante interessantes, apesar de darmos de cara com Michael Myers, o assassino que curiosamente sempre sabe onde todos estão, inclusive sua máscara perdida. O terror dá espaço para um suspense leve, sem muito sangue ou cenas assustadoras. Se você procura um banho de sangue e mortes chocantes como na franquia “Pânico”, pode ficar bem decepcionado. São poucas as vezes que vemos Michael em ação, apenas a trilha de corpos mortos que ele deixa no caminho.
Mas o que me chamou a atenção mesmo, foi o grande retorno de Jamie Lee Curtis como Laurie Strode, 16 anos após seu péssimo desfecho no tenebroso “Halloween: Ressurreição”, este novo filme mexe de forma profunda com a nostalgia dos fãs. A trilha sonora de John Carpenter está presente e é um dos principais pontos positivos, afinal essa trilha completa o antagonista de forma arrepiante.
Além da trilha, existe um plano-sequência dirigido por David Gordon Green (Segurando as Pontas) muito bem feito, em um momento que Michael ataca uma de suas vítimas. Green entrega um ótimo trabalho de fotografia e planos bem realizados. Infelizmente o brilhantismo de Green é estragado por um roteiro cheio de furos, que quase não decola. Eu disse quase.
Depois de seu fim de semana de lançamento “Halloween” continua arrasando nas bilheterias, e quebrou um novo recorde nos Estados Unidos. Com US$ 126 milhões arrecadados, o filme ultrapassou o primeiro “Pânico” (US$ 103 milhões) que detinha o recorde de maior bilheteria para um SLASHER desde 1996. Internacionalmente, o filme acrescenta US$ 25.6 milhões ao seu montante. Ao total, ‘Halloween’ já acumula mais de US$ 172 milhões mundialmente. “Halloween” é mais um slasher movie que tenta inovar, mesmo com algumas falhas, ainda intriga, assusta e diverte ao mesmo tempo conseguindo permanecer à frente na lista nos melhores da franquia. Gostei, minha nota: 8,0!

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