Operação da PF prende Joesley Batista e vice-governador de MG

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (9/11) o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), e o executivos da JBS Joesley Batista, em desdobramento da Operação Lava-Jato. O executivo da JBS Ricardo Saud também é alvo de um mandado de prisão, mas está fora do país e não foi localizado até as 7h30 da manhã.

  A Operação Capitu investiga um suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura (MAPA), durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que na época era comandado por Antonio Andrade.

Ao todo, são cumpridos 62 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso do Sul. Joesley foi preso em São Paulo e Andrade, no interior de Minas Gerais, na cidade de Vazante.

A Operação se baseou em delação de Lúcio Bolonha Funaro – doleiro ligado ao MDB – sobre supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam direta ou indiretamente no MAPA em 2014 e 2015. A organização criminosa atuava na Câmara dos Deputados e no MAPA e era formada por empresários e executivos da JBS.

O vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade, foi ministro da Agricultura entre março de 2013 e março de 2014, durante o governo Dilma Rousseff (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

“Esse grupo dependia de normatizações e licenciamentos do MAPA e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão do Ministério em troca de atos de ofício, que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado”, informou a PF. A JBS teria pago, por exemplo, R$ 2 milhões pela regulamentação da exportação de despojos e outros R$ 5 milhões pela proibição de um remédio de parasitas de longa duração.

O empresário Joesley Batista já havia sido preso em setembro de 2017 depois que a Procuradoria Geral da República (PGR) rescindiu o acordo de delação premiada por suposta omissão de informações nos depoimentos. O empresário foi solto em março por decisão do juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12 vara da Justiça Federal de Brasília.

Fonte: correiobraziliense.com.br

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