O BRASILEIRO DESCONHECE A HISTÓRIA

A história de nosso País, por encenação ditatorial, não chega ao conhecimento das novas gerações. O brasileiro desconhece uma grande parte de todo conteúdo da história do Brasil. Conhecer fatos históricos está dependendo de acesso a informações consideradas “sigilo secreto”. Criaram até o “sigilo eterno” que parece gozação da cara de quem é historiador, estudante, professor em todos os níveis da área e tantos brasileiros voltados para o mesmo assunto. A história de um País é de interesse público e deve ser tratada de forma transparente por pertencer a todos os cidadãos.

Uma posição assumida por Fernando Collor e José Sarney agride a democracia. É uma tentativa de impedir que brasileiros de ontem e de hoje conheçam a realidade da história como de fato aconteceu. Em nossas escolas chega ao conhecimento dos alunos fatos ocorridos em outros países, enquanto isso, brasileiros estão impedidos de conhecer parte da própria história. Um projeto de lei tramita no Congresso Nacional que visa a manutenção de sigilo de informações ultra-secretas. A votação do projeto deve ficar na espera até o segundo semestre.

São argumentos que nada têm a ver com o acesso às informações precisas para conhecer melhor a história em todos os tempos, figuras montadas no poder aproveitam o momento para excluir o cidadão brasileiro de exercer a sua cidadania. O “sigilo eterno” que está nos propósitos de José Sarney e Fernando Collor diz respeito manter qualquer cidadão atualizado em relação a trajetória histórica nacional. Quem sabe o por quê da questão? Será que tem algo mais do que já se conhece deles na qualidade de ex-presidentes e de eternos membros do poder?

Verificando a linha de pensamento sobre fatos de longas datas, é possível constatar que o nosso País vem andando na contra- mão daquilo que representa o conhecimento sobre a verdade dos acontecimentos mais diversos, desde que aqui chegaram os exploradores no século XV. O “sigilo” chamado de “eterno” vem escondendo os fatos que aconteceram no passado. A exemplo disso temos o Estado do acre, onde teve participação direta do Barão do Acre, onde teve participação direta do Barão do Rio Branco.

O povo tem que conhecer sua história. Já existe a “Comissão de Verdade”, além do projeto de lei de acesso as informações públicas de ontem e de hoje. Falando de ontem, ainda permanece como segredo de Estado os “porões da ditadura”, voltados para a violência sem limite. Alguns fatos, ás vezes, chegaram ao conhecimento do público por declarações das próprias vítimas que sofreram repressões desde o início da década de sessenta. Foram até cruéis como torturas, assassinatos e ocultações de cadáveres. Não é por serem considerados “sigilo eterno” que venha impedindo o acesso a verdade. Quem sabe se o grupo de Sarney e Collor não muda de posição um dia… já que de acordo com a”revista Isto É” agrediu a democracia e tentam impedir que os brasileiros conheçam o próprio passado.

Por: José Alves

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