Cel. Anthenor: “Desocupação de invasão depende da justiça”

Cel. Anthenor espera conclusão do relatório

O anúncio que está sendo veiculado nos meios de comunicação, assinado pela SISA – Salvação Empreendimentos, não surtiu o efeito esperado. No anúncio, a empresa adverte que já conseguiu na Justiça autorização para a desocupação da área de sua propriedade pela Polícia Militar. A invasão avança a cada dia, agora na Rodovia Everaldo Martins até a entrada da Penitenciária Agrícola Silvio Hal de Moura. No começo, apenas a margem esquerda da Rodovia Fernando Guilhon havia sido ocupada.

Quem passa pelo local percebe que um trator trabalha sem cessar, fazendo a limpeza do local. As pessoas também ateiam fogo, como forma mais barata de fazer a limpeza.

Na nota divulgada na imprensa, adverte que os autores serão responsabilizados, ambiental e criminalmente, com multa diária de R$ 400 por dia.

Enquanto isso, a reportagem registrou construção de casa em alvenaria na área de invasão

A Secretaria de Meio Ambiente do Município já mandou técnicos ao local para avaliar os danos causados ao meio ambiente. A bióloga Andrea Linhares disse que não está descartada uma explosão na área do antigo Lixão do Cucurunã. “É uma situação bem complicada. O risco é iminente, em razão do acúmulo de gás metano, provocado pelo lixo colocado no local por muitos anos”, advertiu a bióloga.

Apesar de os técnicos da SEMMA terem feito a advertência aos ocupantes, o movimento só avança alheio aos perigos. O advogado da Empresa, Ândreo Rasera, garante que a área invadida, pertencente à empresa, mede 1.270 hectares. Quando indagado sobre os argumentos dos ocupantes sobre a falta de legitimidade da propriedade, o advogado responde com uma pergunta: Você acha que um Juiz depois de examinar toda a documentação, teve alguma dúvida de que a área pertence à SISA?

Em entrevista ao jornal OIMPACTO, o comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, Coronel Anthenor Nascimento, garantiu que a desocupação “temos que cumprir a determinação da Justiça, mas com cautela e dentro da legalidade”.

O Comandante informou que a desocupação está dependendo da finalização de um segundo relatório, que abrange a segunda etapa da invasão. Ele disse: “estamos vendo que as pessoas estão degradando, e nós estamos tomando pé da situação, inclusive com levantamento no número de pessoas envolvidas, identificação das lideranças, quantidade de crianças, e todos os demais cuidados, para depois agirmos, como já disse, com cautela”.

Depois da conclusão do segundo relatório, cabe ao Comando Geral da PM autorizar a desocupação.

Coronel Anthenor adiantou, também, que a imprensa, os órgãos de segurança pública, o Ministério Público e órgãos ligados ao meio ambiente, serão avisados com antecedência, para que possam acompanhar a desocupação.

O Comandante do 3º BPM mostrou-se preocupado, pelo fato de as pessoas no local, estão desconhecendo todas as advertências, deixando claro que pode haver resistência com a retomada da área. Mais uma vez ele usou a palavra “cautela”, para evitar maiores conseqüências.

Finalizando, Coronel Anthenor ponderou que “o Juiz analisou certamente com carinho e responsabilidade, para tomar essa decisão”, e persistiu: ”Durante a nossa atuação no local, vamos proporcionar bem estar não só pras pessoas, que são reconhecidas pela Justiça como proprietárias, como para as pessoas que ocuparam o local”, finalizou

Por: Carlos Cruz

Um comentário em “Cel. Anthenor: “Desocupação de invasão depende da justiça”

  • 12 de setembro de 2011 em 09:29
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    E porque então que ainda não tiraram as familias de lá? Deve ser porque esse documento não existe mesmo ou será que é mais uma jogada de marketing da familia que se diz dona porque o q muitos não sabem que essa tal de sisa salvação empreendimentos é do senhor Paulo Correa. e que até uns dias atrás ninguem nunca nem tinha ouvido falar nela! A verdade é que a alta sociedade e prefeita estão pensando q pobre não tem vez. É um puxa encolhe da prefeitura e da empresa e ninguem sabe, horas é da empresa horas é da prefeitura horasdo governo mas a verdade mesmo é essa esse terreno é do povo q foi quem teve a iniciativa de construir suas casinhas humildes mas tão fazendo enquanto q os que se dizem donos não tem competencia pra fazer nada a não ser deixar ser um matagal sem projeto nenhum. porque que só agora o projeto minha casa minha vida quer se realizar se até hoje nada foi feito.

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