Dr. Geller: “Escândalo de Altamira denegriu imagem da OAB”

Dr. Ricardo Geller, da OAB-Santarém

O presidente da Subsecção da OAB em Santarém, Dr. José Ricardo Geller, concedeu entrevista exclusiva ao jornal O Impacto, onde fala do escândalo envolvendo a venda de um terreno da OAB Altamira e do afastamento do Dr. Leandro Berwig do Conselho Seccional da OAB/PA, ente outros assuntos. Confira:

Jornal O Impacto: Como o senhor analisa o escândalo de venda ilegal de terreno que envolveu a Secção da OAB em Altamira?

Ricardo Geller: O episódio efetivamente denegriu a[P1]  imagem da OAB como um todo; uma situação que infelizmente ocorreu e que veio a conhecimento público e que está sendo apurada pelo Conselho Federal. Até o momento que tivermos uma definição quanto à apuração desses fatos pela Comissão do Conselho Federal, temos que ter um pouco de calma para não emitir parecer pessoal, até porque o parecer da OAB não é do Dr. José Ricardo Geller, o parecer é sempre institucional. As decisões têm que ser deliberadas em Conselho, em Colegiado, eu sou apenas o porta-voz do que a Diretoria entende. Está claro que este episódio maculou a imagem institucional, infelizmente.

Jornal O Impacto: Como o senhor analisou o afastamento do Dr. Leandro, do Conselho Seccional da OAB/PA, esta semana?

Ricardo Geller: Eu fiquei sabendo na quarta-feira, através de e-mail do Dr. Leandro, que me encaminhou uma cópia de seu pedido de afastamento. Ainda não tive oportunidade de conversar com o Leandro, que trabalha na mesma instituição de ensino que eu trabalho, (Ulbra). Ele foi para Belém fazer sua dissertação de mestrado; então, eu pressuponho que as razões que o levaram a pedir licenciamento tenham sido ligadas a este assunto.

Jornal O Impacto: Então, seu afastamento não teve nada a ver com o caso da OAB, denunciado pelo presidente da OAB em Altamira, que motivou o pedido de afastamento de vários conselheiros da Ordem?

Ricardo Geller: Eu não sei se foi esse o motivo, eu não estou a par dessa situação; a minha presunção quando recebei o e-mail foi de que Dr. Leandro está em seus últimos momentos de sua dissertação de mestrado e esta situação faz com que as pessoas tenham que se dedicar de forma quase que exclusiva.

Jornal O Impacto: Este pedido de afastamento pode ter sido por motivo pessoal?

Ricardo Geller: Sinceramente eu não sei. Você está me dizendo, não sei de onde você ouviu isso, nem de onde surgiu essa notícia; pode ter sido também por uma convicção pessoal do Dr. Leandro, de pessoas que pensam em rever seus valores em cima de determinados fatos, de uma determinada situação e decidem de uma ou outra forma.

Comissão de Ética – Sobre esse assunto, Dr. José Ricardo Geller esclareceu: “Na realidade, nós não temos uma Comissão de Ética, qualquer representação por parte de um cidadão comum é encaminhada à nossa secretaria. É feita, então, uma reunião de Diretoria onde é deliberado pelo aceite ou não da representação, dependendo de pressupostos de admissibilidade, existem representações que são formuladas, mas sem elementos essenciais que possam agilizar o projeto. Não é apenas a indicação do fato, é importante que se tenha documentos para juntar, que se forneçam testemunhas. Acontece de termos representação de advogados contra advogados, Mas o procedimento não difere, pode ser cidadão comum ou advogado que represente contra o colega por um fato qualquer. É nomeado um relator, que pertence ao Conselho da Sub-seccional, que vai notificar o advogado contra quem está sendo reclamado, para que prepare sua defesa dentro de um determinado prazo”, esclareceu Dr. Ricardo Geller. Ele explicou que após a audiência, o caso é levado para um Parecer Preliminar, que são interpretações dos fatos pelo relator da OAB, em Santarém. Este parecer vai para o TED: “Nada é julgado em Santarém, tudo é pelo Tribunal de Ética e Disciplina, da OAB/Pará, que fica na sede, em Belém”, afirmou Ricardo Geller.

Por: Carlos Cruz

Um comentário em “Dr. Geller: “Escândalo de Altamira denegriu imagem da OAB”

  • 17 de setembro de 2011 em 19:22
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    Ate que fim, o presidente da OAB falou do caso, que desmoralizando a classe no estado

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