Oposição e governo não chegam a um acordo sobre doação de área ao Pro Paz‏

Erasmo Maia

Com já era previsível, os ânimos ficaram acirrados na manhã desta quarta-feira, na Câmara Municipal de Santarém, quando foi colocado em votação o Projeto de Lei de iniciativa do Executivo Municipal, doando uma área de 94.000 metros quadrados no bairro da Nova República, para a construção da sede da Unidade Integrada da Polícia ligada ao Pro Paz. Na semana passada, os vereadores Carlos Jaime (PT) e Rogélio Cebulisk, o Gaúcho (PSB), já haviam se manifestado contra doação da totalidade da área. A alegação dos vereadores era de que lá existe uma área de conservação ambiental, onde estão localizadas duas bombas de capitação de água da Cosanpa.

Na última sessão da semana passada, a matéria deveria ser colocada em votação, mas com a ausência do vereador Gaúcho, o vereador Carlos Jaime pediu vistas, para que Celubisk participasse da discussão.

Na sessão desta quarta-feira, a matéria voltou à pauta. O vereador Erasmo Maia apresentou emenda ao artigo 2º. Na redação original, o artigo diz textualmente que a área deverá ser usada exclusivamente para a construção de imóvel onde será instalada a Unidade Integrada da Polícia. Pela nova redação proposta pelo vereador Erasmo, sai a palavra exclusivamente e entra “uso da Companhia de Saneamento do Pará e Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social”. Erasmo, que apesar de ser oposição ao governo municipal, tem interesse de defender o projeto pertencente ao Governo do Estado, do qual seu partido o DEM é aliado.

Os ânimos começaram a ficar acirrados, quando o vereador Celubisk apresentou outra emenda para que a área inicialmente de 94 mil metros quadrados, fossem reduzidos para 5 mil metros,  espaço suficiente para a construção. “Eles só precisam de 3.500 metros quadrados e nós estamos oferecendo 5.000. Eu não entendo porque os vereadores da oposição estão querendo mais do que necessitam”, argumentou Cebulisk. E prosseguiu: “Nós temos projetos do PAC 2 para a construção de mais 3 poços. Um poço não pode ser construído com uma distância de pelo menos 150 metros”, segundo Gaúcho. Ele teme que quando for preciso, não se tenha uma área, que hoje está disponível, e que se for doada, certamente dará falta.

O vereador Erasmo Maia defende a manutenção da área da forma com está no projeto, mas alterando a sua destinação como sendo para a Cosanpa e para a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Ele assegura que isso faz parte de um acordo entre os governos Municipal e Estadual.

“Destinar a área onde será instalada a Unidade Integrada de Polícia cabe à Secretaria de Segurança Pública, e não ao vereador Celubisk. Ele está valorizando o debate, sem um contato mais próximo com os colegas dele e até mesmo o governo, que desconhece o teor dessa emenda que ele está propondo”, ponderou Erasmo.

Como não se chegou a um consenso, o vereador Henderson Pinto apresentou proposta, para que o Projeto de Lei fique sobre a mesa, até que a prefeita Maria do Carmo volte a discutir internamente tanto com os técnicos, como com a sua bancada, para dar um ponto final à polêmica.

Fonte: RG 15/O Impacto

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