A MUTILAÇÃO DA IMAGEM DE SÃO PEDRO, O SUMIÇO DA ESTÁTUA DA ÍNDIA IERECÊ, EM BELÉM E AS DEUSAS ROMANAS E GREGAS DE SANTARÉM

Um morador de rua de Belém, na quinta-feira (12.04.012) mutilou uma imagem de São Pedro, com cerca de um metro e meio de altura. Imagem secular e de inestimável valor histórico, de vez que é uma obra do puro barroco Espanhol, confeccionada em madeira no ano de 1640, trazida pelos portugueses para o Brasil, em 1753 e que se encontrava em um pedestal na Igreja das Mercês.

A peça, pelo lado profano é, também, de valor econômico inestimável. É tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de ser parte do culto dos devotos católicos. Com a queda, causou-lhe danos no braço, perdeu lascas e teve a chave que o Santo segura quebrada. A chave é o principal símbolo de São Pedro, pois representa o acesso ao reino dos céus. “Jesus deu a chave a Pedro com a função de Comandar a Igreja”, após ter negado a Cristo por três Vezes. Desde lá já tem “trairagem”.

Falo isso porque a nossa catedral de Nossa Senhora da Conceição que fica aberta o dia inteiro, parece-me que sem sacristão, segurança, vigia, ou coisa parecida, corre o mesmo risco de acontecer o que aconteceu na Igreja das Mercês. Mantê-la fechada servirá de assunto para as críticas de alguns adeptos à Igreja Católica e causar comentários entre o rebanho, alegando até motivo da debanda para outras religiões, destas franqueadas que assolam o País, leiloando um pedacinho do céu, de acordo com a sua contribuição. “Larga tudo o que tens e segue-me”, ao pé da letra.

Assim como na capital, em Santarém possui em frente à catedral uma série de moradores de rua que habitam o coreto da praça Monsenhor José Gregório, onde há um especial que, visivelmente, apresenta distúrbio mental, vive a ameaçar as pessoa que transitam na área.

Ele entra e sai à hora que bem entende na Igreja Matriz. No meio do culto religioso, vai até o altar mor. O sacerdote, sacristãos, beatas, beatos e os fiéis, que ali estão, ficam intimidados, quietos! (só assim se concentram em suas orações, não ficam olhando quem está na frente ou do lado e, principalmente, o decote das “cunhatãs” santarenas). Se alguém for barrá-lo é arriscado a ser agredido, como muitas pessoas já foram nas ruas do centro comercial desta abandonada e suja e, agora alagada, Cidade de Santarém.

Resta-me, nesta oportunidade, alertar aos coordenadores do Museu de Arte Sacra da Diocese de Santarém, para que tomem as providências para não deixarem aquele valioso local, muito vulnerável, precisam proteger o patrimônio ali existente. O mundo esta cada vez mais cão!

Ao lado da mutilação da imagem de São Pedro, descobriu-se que sumiu a estátua da Índia Ierecê (Jaci) que ficava exposta na Praça da República na capital paraense. Logo agora, na semana em que se comemora o dia do índio. Os verdadeiros! Não esses “tabajaras”, “genéricos”, que são os verdadeiros proprietários desta Terra, tomada por Cabral e os portugueses com as Capitanias Hereditárias, instituíram os grileiros oficiais. Sumiu, tomou doril.

Assim como aqui em Santarém aconteceu com a águia que ficava no original Teatro Vitória. Depois foi colocada na pracinha da orla próximo de Mascotinho. De lá… “Conceição! (…..) sumiu, ninguém sabe, ninguém viu”. Soube que foi reencontrada depois de muitos anos pelo artista, o imortal, Laurimar Leal e levou para o Museu João Fona e de lá foi entregue pela atual Prefeita e agora, ex-secretária de Cultura para o IPHAN, a fim de restaurá-la para ser colocada no remodelado Teatro Vitória, quando da sua futura inauguração. Quando será? Espero que não aconteça com ela o mesmo que aconteceu com estátua do Coronel Haroldo Veloso e a da Jules Rimet, entre outras peças históricas que pertenciam ao patrimônio do Município e se encontram em lugar incerto e não sabido, Igual o placar eletrônico original do Colosso do Tapajós.

Aí, lembrei-me do Museu João Fona. Mal conservado pelo Poder Público Municipal, mostra clara do abandono e do descaso. Como cidadão santareno temo pelo seu acervo quase na totalidade existente graças ao trabalho árduo e incansável do nosso artista plástico, o imortal, Laurimar Leal. Hoje, por um mínimo, já com a idade avançada, 73 anos, e com deficiência visual, que não lhe permitem estar atento a tudo, durante as ocasiões de grandes visitas ali realizadas.

Não há um guarda municipal (só se voltasse o saudoso Justo ou o Pedrão), nem outro tipo de segurança, como em qualquer museu do mundo e, ainda, tem uns “pavulagens” que são administradores de plantão, dizendo que a presença de guardas e seguranças causam má impressão a quem vai visitar o museu. Pasmem!

A maioria dos funcionários lotados lá não tem nenhum compromisso com a arte e a cultura, e não estão nem aí para esta parte da nossa história e lá estão, e como alguns dizem “…para olhar coisas velhas e cacos de barro”.

Quando ouvi pela primeira vez essa expressão, recordei-me do que ocorreu quando o Capitão Elmano de Moura Melo, primeiro interventor do regime militar em Santarém, mandou tocar, (atear) fogo, no arquivo dos jornais existente na biblioteca Municipal Paulo Rodrigues dos Santos, usando a expressão “é só jornal e papel velhos”.

Meu falecido irmão, Edivaldo Santarém, que ali trabalhava desde a sua instalação e tendo amor pela biblioteca, além de ser uma pessoa ligada à cultura e grande leitor, chegou a chorar, vendo a atitude arbitrária do militar-administrador-interventor, parecendo o que aconteceu na Alemanha logo após ser iniciado o protestantismo. Será que os tempos voltaram? São os mesmos?

Ainda resta lembrar, em defesa do nosso patrimônio cultural, a quem esteve presente na inauguração do Complexo da Matriz, que ia da Praça da Bandeira (chatinha), até a Monsenhor José Gregório, construído na Administração Ronaldo Campos. Tinha em toda a sua extensão expostas as estátuas das deusas romanas e gregas, em belo trabalho do artista, imortal, Renato Sussuarana.

Hoje não se vê nenhuma delas. Foram destruídas para acomodarem camelôs, bicheiros, hippies e muitos outros ditos informais, que ali fizeram tablados, para executarem suas rendosas atividades, sob os olhos do descaso de vários governos, até o atual que conseguiu acabar, destruir uma Praça, – a do relógio – (e para onde foi o relógio?) e não resolveu nada. Continua a mesma avacalhação!

Espero que agora passada a semana santa e já começa a amiudar a articulação para realização das convenções político-partidárias, para lançamento das candidaturas a Prefeito, vice e vereadores. Época em que “tudo pode” para não perder o voto.

Que não deixem a cidade mais abandonada do que já está (deve se transformar em um canteiro de obra, como de costume, “jogada manjada” acontece de quatro em quatro anos. Falta criatividade, o povo já cansou). E que os nossos representantes nos poderes municipal, concluam e sancionem o Código de Postura do Município e a fiscalização funcione. Será a última alternativa, para não se ter a desculpa de dizer que o nosso Código é “caduco”.  Façam isso por amor a Santarém.

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