Informe RC

CIDADE SEM MEMÓRIA
Descontando esforços, o Instituto Boanerges Sena, dirigido pelo engenheiro agrônomo Cristovão Sena, filho do homenageado, ainda está longe de recuperar nossa história, talvez por falta de apoio oficial “recursos” para cumprir sua nobre e necessária missão. A verdade é que somos uma cidade ainda sem história e memória. Muitos são homenageados em excesso, só falta terem o nome dado a Igrejas, substituindo os santos, ou a abrigo de ônibus. Outros mocorongos de nascimento e por opção que contribuíram para seu desenvolvimento estão esquecidos como se nada tivessem feito em vida, ou melhor, existido. A Academia Santarena de Letras e Artes devia tomar iniciativa e ajudar o prefeito Alexandre corrigir estas distorções injustas. Quem não debita ao descaso do brilhante jornalista santareno Lúcio Flavio Pinto um dos mais profundos conhecedores e divulgador da Amazônia pelo mundo, com honrarias recebidas no País e no exterior ainda não ter recebido do poder municipal a medalha Felipe Betendorff?
CIDADE SEM MEMÓRIA II
Numa das últimas homenagens prestadas pelo governo passado em julho de 2011, comemorando 350 anos de fundação de Santarém, quando centenas de medalhas foram concedidas a exaustão com direito a Hino Nacional e da Cidade, foi o mesmo que nada, a honraria não tem valor nenhum, é de mentirinha. Até hoje nenhum dos homenageados recebeu diploma e cópia do Decreto concedendo a outorga. Esquecimento? De verdade só a festança patrocinada pela Prefeitura nos salões do Barrudada Hotel e o pagamento das medalhas. Assim tem sido escrito parte de nossa história ou estória. Como uma das missões do Vereador é legislar, as excelências mirins, no início ao final do mandato, deixarem nomes como de Silvio Braga, Cléo Bernardo, Elias Ribeiro Pinto, Benedito Guimarães, Rui Barata, Santino Sirotheau Corrêa, João Otaviano Matos e outros santarenos ilustres no Baú da Saudade, como se não tivessem nascido e fossem figuras de ficção, sem dar as ruas, praças, escolas e a logradouros públicos, passa a ser sacanagem, própria de locais sem história e memória, onde Santarém não pode e nem deve ser incluída. Ainda tem tempo de consertar, o amanhã pode ser tarde.
MATAM E NÃO PEGA NADA
Santarém tem sido um paraíso para aqueles que cortam vidas no trânsito, onde por lei o crime é afiançável. O único desta trope de irresponsáveis que matam e ficam impunes a ir a júri popular foi um mototaxista clandestino em 2008 por nos idos de 90, ainda menor, atropelado uma menina na estrada do Aeroporto, assim mesmo por ter na sua folha corrida na Polícia um histórico de maus feitos entre os quais de assaltante e usuário de drogas, hoje no rol dos foragidos da Penitenciária do Cucurunã. Dos recentes tidos como bárbaros: os autores do pega (2010) que mataram uma estudante na Rui Barbosa numa parada de ônibus e da gestante na estrada de Alter do Chão, continuam livres e soltos debochando da Justiça. O último, no primeiro domingo do mês com o condutor embriagado, ignorando Lei Federal do Álcool Zero, pilotando uma possante caminhonete L200, assassinou próximo a vila de Alter do Chão uma doméstica de 43, quando retornava do trabalho, mãe de 9 filhos menores de 12 a 4 anos, preso hora depois, e o veículo de luxo depredado a paus e pedras jogado barreira abaixo por populares revoltados, escapando o homicida de ser linchado por interferência da Polícia, foi liberado 3 dias depois por bondade de um Juiz bom samaritano que arbitrou muito rápido uma fiança merreca de 20 salários mínimos, para responder pelo crime em liberdade “eterna”.  O matador está livre, a vítima enterrada. E as 9 crianças? Estão órfãs, quase passando fome, maiores vítimas dessa desumanidade. Vamos torcer para o honrado magistrado, num futuro próximo, se o processo andar, presida este júri.
NÃO SÃO IGUAIS
Batedor de carteira e ladrão de galinha, principalmente se forem negros ou pardos, quando pegos em flagrante e são presos, os procedimentos para serem condenados é vapt-vupt, em menos de 90 dias estão cumprindo penas em cadeias ou penitenciárias. Os bem posicionados socialmente, mesmo políticos sem mandatos, os inquéritos custam andar, as brechas nas leis para retardar os feitos são ilimitadas. Calcule o reboliço que possa dar quando o acusado de cometer falcatruas é um ex-presidente da República. Vamos ao o que interessa: o Procurador Geral da República encaminhou ao Ministério Público Federal de Minas Gerais, justificando os porquês, o depoimento do publicitário Marcos Valério (condenado pelo Supremo no processo do mensalão a 40 anos de prisão) no qual afirma do ex-presidente Lula saber a época “2003 a 2005” da existência do mensalão, tendo contas pessoais pagas com dinheiro do esquema para ser investigado. Será? Em procedimento anterior recente, Juiz em São Paulo não acatou denúncia do Ministério Publico paulista de que o ex, junto com outro ex da Previdência Social, Amir Lando, tinham causado prejuízos ao INSS de vários milhões de reais. Batedor de carteira, ladrão de galinha e ex-presidente da República não são iguais nem física nem penalmente como afirma a Constituição Federal. Iguais mesmo só carro cheio de japoneses ou prêmio de consolação ao perdedor.
SITUAÇÃO PIOR
A participação desastrada da empresa de engenharia Melo de Azevedo na região Oeste paraense com serviços superfaturados, segundo auditorias in-loco de técnicos do Tribunal de Contas da União, continua causando preocupações. Em Oriximiná parte do cais de arrimo no ano passado foi levado pelas chuvas deixando o prefeito Luís Gonzaga “PV” todo encalacrado, ainda em risco de perder o mandato. Em Santarém, onde as estripulias financeiras da Melo são bastante conhecidas, por medida de segurança a Coordenadoria da Defesa Civil local pediu interdição de um trecho da orla “maior parte bichada com risco de vir abaixo” para resguardar vida de pessoas durante a programação do carnaval, o que deve perdurar. A área que não serviu para foliões brincarem também não serve para passeio de humanos. Se o Darlison Maia, chefe da Coordenadoria, com técnicos em estrutura do lado, for em frente, vai ver do Terminal Fluvial Turístico e do Mercado de Peixes (próximo ao Mercadão 2000) estarem em situação pior. Por onde a Melo de Azevedo passa os estragos vêm logo atrás.
HERANÇA
Na 1ª entrevista concedida a imprensa local na 5ª (7) o prefeito Alexandre Von “PSDB” não economizou “elogios” aos responsáveis ao expor a situação como recebeu a Prefeitura da administração passada que mandava às favas a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a folha de pagamento de pessoal inchada de benesses e gordas gratificações, atingindo próximo a 63% quando a lei permite 51%. Diante do exposto pelo atual colocando a nu todos os setores da administração, citando débitos junto a órgãos federais e restos a pagar acima de 32 milhões, o rosário de crimes de irresponsabilidade e desmandos praticados no governo da ex-prefeita “PT” e seus orientadores bem próximos, sobrepõe muitas vezes pior a deixada na prefeitura de Belém pelo ex-gestor Dulciomar Costa “PTB” ao tucano Zenaldo Coutinho. O pior quinhão da herança recebido por Von, segundo o próprio, prende a empréstimos consignados a funcionários temporários já dispensados junto a casas bancárias e financeiras, em apuração, somam dezenas de milhões. Segundo advogados, são de responsabilidade da Prefeitura pelo aval dado pela Secretaria de Administração com o xamegão do ex-Secretário que, segundo comentam, é o mais complicado.
O PADRE TEM RAZÃO
O Rio Grande do Sul, talvez seja o único Estado da Federação, de prefeitos condenados acusados de peculato que foram presos. Normalmente cumprem prisão preventiva de 5 dias, posteriormente liberados para responderem pelo crime em liberdade com ações sem previsão de data para chegar ao final. Pelo menos tem sido assim, pode até mudar. No Pará, onde a choradeira dos empossados em 1° de janeiro, recebendo prefeituras de adversários foi quase geral, raras exceções, quase 20 bem intencionados ou não “o tempo pode mostrar” decretaram sem base jurídica alguma Emergência, que permite fazer compras e contratar obras sem licitação. É como disse o padre Edilberto Sena em entrevista a este jornal: ética na política é conversa fiada, entram e saem de prefeituras, depenam, metem as mãos e pés no dinheiro público, ficam impunes, rasgam a Constituição e no final o povo paga a conta. Os que mais gritam hoje, amanhã podem fazer pior. O padre tem razão no seu desabafo recheado de descrença.
PROMETEU, VAI DAR
Na abertura dos trabalhos da Assembléia Legislativa, o governador Jatene anunciou do Estado ir investir, a cargo da Secretaria de Transporte, acima de R$1 bilhão na pavimentação de mais de 1000 quilômetros de rodovias e a construção de pontes em concreto, com serviços a serem iniciados no segundo semestre do ano. Nesta estimativa estão incluídos a ponte sobre o rio Curuá (+ de 300 metros) e o asfalto do porto de Santana a Monte Alegre (80 km). Para a região da Calha Norte é bem representativa, não o esperado, que seria a pavimentação da PA-254 de Oriximiná a Prainha prometida há décadas e aguardada por uma população onde as cidades são iluminadas na base do diesel a espera da de Tucuruí. Como Jatene gosta de surpresas deve garantir concluir a estrada cansada de esperar no segundo mandato.
SÓ FALTA O BICO
Tem chamado a atenção de muitos, os esforços dos garis da Clean Service de retirar os entulhos acumulados (lixo) em algumas ruas da cidade o que não se via da empresa no final da administração anterior. Coisa de quem deseja a partir de junho ou julho novo contrato para ser a titular do recolhimento do lixo na cidade ao custo de muitos milhões de reais. Antes trabalhavam de roupagem vermelha, as cores do PT, agora o uniforme mudou, passou a ser azul e amarelo, quando gozados por alguns moradores os garis ambientalistas respondem serem as cores da bandeira do Município. Vamos lá que seja, mas pra tucano só falta o bico preto. Resta saber se a Clean já colocou onde despeja os detritos balança pesando diariamente a carga dos carros coletores, antes feito aleatoriamente na base do “cálculo”, para evitar do Ministério Público do Estado tomar providência.
VIOLÊNCIA
Nos últimos 10 anos o Brasil evoluiu na distribuição de renda através de bolsas “dinheiro” sem sinais de erradicar a miséria, mas aumentou em número de crimes bárbaros, seqüestros, destruição de caixas eletrônicos, assaltos seguidos de mortes, traficantes, usuários de drogas e vítimas de balas perdidas, fruto da guerra entre policiais e bandidos. Hoje a falta de segurança para freqüentar escolas, ir e retornar com vida do trabalho é a maior preocupação das famílias brasileiras, chegando a todos os estados. Municípios, por menor que sejam, possuem gangues e a turma do crak. Conclusão: a insegurança está generalizada. Em Santa Catarina, tomada pelo terror, em menos de 15 dias acima de 100 ônibus foram incendiados e postos policiais metralhados por bandidos mascarados. A tortura de presos no interior das prisões vem sendo apontada como causa. Conversa furada. Como os crimes não param, o povo está perdendo a esperança na ação das autoridades. A impunidade e corrupção geram violências, afirmam cultores do direito.
BRINCADEIRA
Na ditadura comunista mais duradoura do planeta (53 anos) em Cuba, comandada pelos irmãos Fidel e Raul Castro, “eleições” gerais do faz de conta se realizam em vários dias (8 milhões e meio de eleitores distribuídos por quase 30 mil “seções eleitorais), invejada por chefes de estados e políticos da América do Sul e Caribe, com vantagens: não existe surpresas, derrotados e nem candidatos de oposição. Partido só um, o Comunista Cubano, e a votação é pelo “voto direto e secreto”, elegem os membros do Parlamento (senadores e deputados) e de 15 Assembléias Provinciais (estados e municípios). Os “eleitos” (acima de 1000) sem suplentes, são escolhidos previamente entre a companheirada dirigente do regime, obedecendo o mesmo numero de vagas, culminando o pleito com feche de ouro: a reeleição permanente dos manos enquanto vida tiverem. A imprensa internacional afirma desta brincadeira estar perto do fim.

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