Belém: 100 assassinatos nos 45 dias de 2013

Polícia constata que média supera os dois homicídios por dia só na capital paraense
Polícia constata que média supera os dois homicídios por dia só na capital paraense

Um levantamento feito pelo DIÁRIO DO PARÁ, entre os dias 2 de janeiro e 15 de fevereiro de 2013, revelou números assustadores. Nesses 45 primeiros dias do ano, foram assassinadas, somente na região metropolitana de Belém, nada menos que 100 pessoas. A média é superior a dois homicídios a cada 24 horas.

Os assassinos não fizeram distinção entre homens, mulheres ou adolescentes, a matança foi na base de tiros, facadas, pauladas, pedradas e até incineração de vítima e os crimes teriam sido motivados por “acertos de contas”, vingança, desavenças, latrocínios (roubo seguido de morte) e outras ocorrências, de acordo com os policiais e testemunhas entrevistadas.

Os números foram extraídos de reportagens publicadas no caderno Polícia, que traz o relato, feito pelos repórteres, e imagens registradas pela equipe de repórteres-fotográficos deste jornal.

Dos casos mais emblemáticos, quatro mereceram maior repercussão, nas páginas do Polícia: dias 11 de janeiro, quando mãe e filho foram mortos em Icoaraci; dia 24 do mesmo mês, quando também mãe e filho foram executados, agora em Benevides; e nos dias 11 e 12 de fevereiro, no Marco e em Marituba, respectivamente, quando jovens foram eliminados a tiros, enquanto “brincavam” em blocos de carnaval.

O QUE DIZ A SEGUP?

O DIÁRIO buscou explicações para tanta violência no órgão competente: a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social – Segup. O titular, Luiz Fernandes, ao ser questionado, informou que desconhecia os números: “Nós ainda não tínhamos conhecimentos desses dados, mas não achamos que essa quantidade de casos seja aceitável. Porque, na realidade, nós queremos zerar a violência e, para isso, precisamos combatê-la severamente”, informou o secretário.

E qual seria a solução para, ao menos, reduzir o número de ocorrências? Fernandes foi taxativo: é preciso combater diretamente o tráfico de drogas e o combate já está, segundo o titular da Segup, sendo efetuado pela Divisão de Homicídios (DH) e pela Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE).

“O nosso foco principal é a redução e o combate. A maioria das prisões registradas nas delegacias do Estado estão interligadas diretamente ao consumo abusivo de drogas. Com essas prisões estamos, pouco a pouco, combatendo a criminalidade”, acrescentou Luiz Fernandes.

Fonte: Diário do Pará

 

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